domingo, 17 de fevereiro de 2008

Notícias da Semana

Tiamat anuncia data de lançamento do novo álbum: O próximo álbum do Tiamat, “Amanethes”, já tem data para chegar às lojas. O lançamento do novo trabalho está agendado para o dia 18 de abril, via Nuclear Blast Records. Assim como em trabalhos anteriores, o grupo realizou as gravações no Woodhouse Studios, na Alemanha, com produção de Siggi Bemm [...] (Fonte: Rock Online)

DVD com raridades do The Clash será lançado em abril: Será lançado no dia 15 de abril um DVD contendo material ao vivo e raro do grupo inglês The Clash. Inicialmente o DVD será lançado apenas nos Estados Unidos, via Epic / Legacy Records.

O DVD recebeu o título de “The Clash Live: Revolution Rock” e traz 21 faixas gravadas em 16 apresentações diferentes realizadas ente 1977 e 1983. O lançamento foi produzido por Don Letts, que trabalhou com o grupo na época das gravações. Além das cenas dos shows, o DVD também terá duas entrevistas com a banda realizadas em 1981. Abaixo as músicas presentes no lançamento e a data e local do registro:

01. Complete Control (From ‘The Essential Clash’) 02. I Fought The Law (Jan 1979, London Lyceum) 03. Police & Thieves (Jan 1980, Aylesbury Friars) 04. What’s My Name (Nov 1977, Manchester Elizabethan Suite) 05. Capitol Radio One (Nov 1977, Manchester Elizabethan Suite) 06. White Riot (April 1977, Beaconsfield Studios) 07. I’m So Bored With The USA (Nov 1978, Manchester Apollo) 08. London’s Burning (April 1978 London Victory Park) 09. 1977 (April 1977, Beaconsfield Studios) 10. (White Man) In Hammersmith Palais (July 1978 Glasgow Apollo) 11. Tommy Gun (1978) 12. Safe European Home (July 1978, London Music Machine) 13. London Calling (June 1981, New York Bonds International Casino) 14. Clampdown (Feb 1980, Lewisham Odeon) 15. The Guns Of Brixton (April 1980, Fridays) 16. Train In Vain (Feb 1980, Lewisham Odeon) 17. This Is Radio Clash (June 1981, The Tomorrow Show) 18. The Magnificent Seven (June 1981, The Tomorrow Show) 19. Brand New Cadillac (Feb 1982, Tokyo Sun Plaza) 20. Should I Stay or Should I Go (Oct 1982, New York Shea Stadium) 21. Know Your Rights (May 1983, US Festival) (Fonte: Rock Online)

Timo Tolkki é roubado e perde gravações originais de sua Ópera Rock: As gravações originais do próximo álbum de Timo Tolkki, guitarrista do Stratovarius, foram roubadas esta semana em Helsinque, na Finlândia. Além do material com as músicas, o desenho original da capa e uma guitarra também foram levados.

Tolkki estava em uma sessão fotográfica produzindo material promocional para a divulgação do álbum e alguém roubou a bolsa que continha o material e uma guitarra roxa, Fender Stratocaster, da série ‘Jeff Beck Model’. As gravações são do álbum “Saana - Warrior of Light Part I”, uma Ópera Rock escrita pelo músico, que estava prevista para chegar às lojas em abril ou maio, via Frontiers Records.Na delegacia os policiais disseram ao músico que provavelmente ele nunca mais verá o material. “Eu só espero que esta pessoa [que roubou o material] não faça idéia do que tem na mala. Infelizmente isso vai atrasar o lançamento e tenho que pensar o que eu vou fazer. Esta é uma situação muito ruim, muito ruim...” declarou o guitarrista. (Fonte: Rock Online)

Venom anuncia título do novo álbum: A pioneira banda de Black Metal Venom divulgou através de uma mensagem no site oficial o título escolhido para o próximo lançamento. O álbum recebeu o nome de “Hell” e o lançamento está previsto para março, via Universal Music [...] (Fonte: Rock Online)

Remove Silence disponibiliza músicas na internet: O Remove Silence, formado por integrantes da banda de André Matos, do Tempestt e do Henceforth, disponibilizou para audição na internet faixas em versão demo que serão lançadas no primeiro álbum do grupo, previsto para ser lançado este ano.

A banda é formada pelo guitarrista e vocalista Hugo Mariutti (André Matos, Henceforth), pelo tecladista Fabio Ribeiro (André Matos), pelo baterista Edu Cominato (Tempestt) e pelo baixista e vocalista Alexandre Sousa.Na página do grupo no MySpace, www.myspace.com/removesilence, é possível ouvir quatro músicas: “Fade”, “Pressure”, “Where Will” e “Dream Brother”. O som da banda traz influências de grupos como Nine Inch Nails, Depeche Mode e Radiohead. (Fonte: Rock Online)

Madame Saatan e The River Raid no projeto ‘Bandas de Lá’ no SESC Pompéia: As bandas Madame Saatan e The River Raid dividirão o palco do SESC Pompéia, em São Paulo, no próximo dia 29. Os grupos se apresentarão em mais uma edição do projeto ‘Bandas de Lá’, que traz para o SESC bandas formadas fora do triângulo Rio-São Paulo-Minas.

Os ingressos já estão à venda em toda rede SESC e custam entre R$ 4,00 e R$ 16,00 [...] (Fonte: Rock Online)

Em pleno processo de composição, Sepultura anuncia shows: Apesar de estar em pleno processo de composição de seu próximo álbum, o Sepultura anunciou algumas apresentações entre o fim de fevereiro e março.

banda se apresentará no próximo dia 23 na Arena, em Fortaleza/CE. Depois o Sepultura fará um show em Lima, no Peru, no dia 13 de março, e no dia 14 em Guayaquil, no Equador.De volta ao Brasil o grupo fará outros dois shows. No dia 22 de março a apresentação será no Centro Internacional de Eventos, em Guarulhos/SP, e no dia 28 no SESC em Santo André/SP.O próximo álbum do Sepultura, seguindo a experiência de “Dante XXI”, também será baseado em uma importante obra da literatura mundial. Desta vez o grupo terá como inspiração o livro “Laranja Mecânica”, de Anthony Burgess. (Fonte: Rock Online)

Apocalypse prepara CD e DVD comemorativo pelos 25 anos do grupo: A banda gaúcha de Rock Progressivo Apocalypse está finalizando o processo de gravação de seu próximo álbum e dando os retoques finais em seu novo DVD. O título do novo disco já foi escolhido, “The Bridge of Light”, e segundo a banda informa em sua página no MySpace, a sonoridade será mais pesada e moderna.
Em comemoração aos 25 anos de banda, o Apocalypse também lançará um DVD que trará registrado uma apresentação do grupo realizada em novembro de 2006 em Caxias do Sul/RS. No endereço www.myspace.com/apocalypsebr é possível assistir um vídeo com cenas retiradas do DVD.O último trabalho lançado pelo Apocalypse foi o DVD “Live in Rio”, que traz um show gravado em Niterói. A resenha do DVD está disponível na seção ‘Lançamentos’ do Rock Online. (Fonte: Rock Online)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Notícias

Stone Temple Pilots confirma reunião

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A reunião do STONE TEMPLE PILOTS já tem data agendada para acontecer: será entre os dias 17 e 18 de maio no festival "Rock on the Range" em Ohio, nos EUA, no que será a primeira vez que o grupo se reúne após sete anos.

Ungodly: atividades temporariamente suspensas

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A banda baiana de Death Metal UNGODLY, que no ano de 2006 lançou seu debut álbum ("Ungodly") e realizou grandes shows, comunica que suas atividades estão temporariamente suspensas. Confira abaixo a declaração do guitarrista e líder Daniel Oliveira:

"Antes de mais nada quero esclarecer que o Ungodly não encerrou suas atividades! Mas após os grandes shows que fizemos ao lado do Candlemass, Slayer, Arch Enemy e de nossa participação no Abril Pro Rock, eu que já havia sido piloto de Kart na minha infância e adolescência, resolvi voltar ao mundo das corridas. Agora em outro segmento: o desafiante mundo dos Rallys. Sou piloto da 'LPM Racing Team' e tenho me dedicado com afinco para gradativamente melhorar minha performance. Recentemente venci seis etapas da famosa prova do Cerapió 2008 e estou me preparando para participar do famoso Rally Internacional dos Sertões 2008 (18 a 28 de Junho). Após este grande desafio o Ungodly irá retornar às suas atividades, basta aguardar pela nossa volta".

www.myspace.com/ungodlybr
www.ungodly.com.br

Jimi Jamison e Jeff Scott Soto juntos no Brasil

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Um grande encontro de dois talentosos vocalistas acontecerá em maio no Brasil: JIMI JAMISON cantará os maiores sucessos do SURVIVOR, enquanto JEFF SCOTT SOTO fará o tâo esperado "Tributo Ao Queen".

Já estão confirmadas as seguintes datas e locais :

29/5 - São Paulo - Manifesto Bar
30/5 - Campinas - Local a definir
31/5 - Rio de Janeiro - Teatro Rival
01/6 - Curitiba - Opera 1

Além desses shows, Jeff Scott Soto fará mais três apresentações (sem a participação de Jimi Jamison) e junto com a banda TEMPESTT nas seguintes cidades:

22/5 - Manaus / AM
24/5 - Pomerode / SC
25/5 - Porto Alegre / RS

Maiores informações pelo telefone: 011-32236277, ANIMAL RECORDS. Ingressos para o show de São Paulo a partir de abril nas lojas Animal Records, Die Hard e no Manifesto Bar.

Anathema: álbuns acústico e inédito em produção

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O ANATHEMA postou a seguinte nota:

[* resposta *]Nós levamos todo o nosso equipamento para o nosso novo estúdio na Inglaterra e começamos a trabalhar no primeiro dos dois álbuns a serem lançados esse ano. A gravação está indo muito bem.

O primeiro é um álbum semiácústico contendo muitas das nossas amadas canções mais antigas, que será lançado pela Peaceville Records. O título de trabalho é "Temporary Peace".

AS canções incluídas em "Temporary Peace" são:

01. Angelica
02. Leave No Trace
03. Inner Silence
04. One Last Goodbye
05. Are You There
06. Fragile Dreams
07. A Natural Disaster
08. Temporary Peace
09. Flying

O álbum será um trabalho substancial, arranjado por Danny [Cavanagh] e tocado e produzido pela banda. Também contará com o violoncelo de Dave Wesling, que apareceu no DVD "A Moment In Time". Poderá também contar com releituras de um ou dois clássicos dos primórdios do ANATHEMA.

No fim do inverno/início da primavera, logo após o lançamento desse álbum semi-acústico, nós voltaremos ao estúdio para a gravação do próximo full-length da banda, produzido pelo ANATHEMA e mixado por Steven Wilson, independentemente de uma gravadora. Isso nos dará controle artístico e criativo e manterá os direitos de nossa música em nossas mãos.

Se tudo correr bem, você verá o lançamento de dois discos do ANATHEMA nesse ano.

Depois, de volta à tour...[* /resposta *]

The Who: novo CD e DVD com shows dos 60´s e 70´s

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Parece que o "Endless Wire" primeiro álbum de inéditas do THE WHO após 24 anos, empolgou os dois membros remanescentes - o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend, já que este último afirma que eles estão trabalhando as idéias para um novo disco, que deve contar com o apoio do produtor T-Bone Burnett.

"Espero trazer canções num formato mais convencional para o novo álbum do The Who. Possivelmente faremos alguns shows na temporada de festivais do segundo semestre. Quero fazer isso apenas por diversão, não quero que isto se transforme em uma grande turnê, pois é necessário me manter focado no processo de composição", disse Pete.

E ainda este ano devem sair dois DVDs trazendo material registrado em 14 de dezembro de 1969 no London Coliseum - incluindo uma performance completa do "Tommy" - e outro filmado profissionalmente em 15 de dezembro de 1977 no Kilburn State Gaumont, para ser utilizado no documentário "The Kids Are Alright", mas que nunca foi lançado oficialmente até agora.

Apocalypse divulga prévia de seu novo DVD

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A banda gaúcha Apocalypse está nos estágios finais de preparação de seu novo DVD ao vivo, gravado numa apresentação ocorrida em Caxias do Sul, em novembro de 2006. O DVD irá se chamar "Building the Bridge of Light", e seu lançamento está previsto agora para 2008, em comemoração aos 25 anos de atividade do grupo.

Confira uma prévia do que vem por aí:



Além disso, um vídeo contando brevemente a história da banda pode ser conferido abaixo:



Rush: reveladas faixas de "Snakes & Arrows Live"

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De acordo com o site RushIsABand, o "Snake & Arrow Live", álbum duplo ao vivo do RUSH, previsto para sair em 8 de abril, conterá as seguintes faixas:

Disc 1:

01 - Limelight
02 - Digital Man
03 - Entre Nous
04 - Mission
05 - Freewill
06 - Monkey Business
07 - Larger Bowl
08 - Secret Touch
09 - Circumstances
10 - Between The Wheels
11 - Dreamline
12 - Far Cry
13 - Workin' Them Angels
14 - Armor And Sword

Disc 2:

01 - Spindrift
02 - The Way The Wind Blows
03 - Subdivisions
04 - Natural Science
05 - Witch Hunt
06 - Malignant Narcissism (Drum Solo)
07 - Hope
08 - Distant Early Warning
09 - The Spirit Of Radio
10 - Tom Sawyer
11 - Encore
12 - One Little Victory
13 - A Passage To Bangkok
14 - YYZ.

Burning In Hell: nota oficial de ex-guitarrista

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Recebemos o comunicado a seguir de Tiago Della Vega, ex-guitarrista da banda BURNING IN HELL, em resposta a uma nota oficial anterior da banda sobre a sua saída.

[* resposta *]Escrevo esse comunicado para o site Whiplash, me deparei hoje pela manhã com o comunicado da Burning In Hell sobre minha saída da banda, então fico no direito de responder isso aos fãs de ambas as partes.

Entrei na banda com expectativas as quais não foram concretizadas com o passar do tempo, então achei melhor sair. Nunca fui muito fã do estilo, porque não gosto de ficar preso em padrões pré estabelecidos por um estilo. A banda já tinha 10 anos quando entrei e eu não tinha voz ativa dentro dela para dar opiniões. Era como um músico contratado, só que sem ganhar nada!

Com o tempo fui percebendo que não era vantagem continuar por que não tinha tempo para me dedicar a minha carreira solo, a banda precisava de muita dedicação, tinha que viajar, desmarcar aulas e meus workshops para ensaiar, e depois não ganhar nada e ainda ter que tocar coisas que eu não criei.

Foi feita uma tour no nordeste e uma semana antes de viajar liguei para um membro da banda e disse que não queria ir, que estava esgotado dos ensaios, que não estava me dando bem no lado pessoal com alguns da banda e que não queria mais tocar aquilo. Mas achei melhor ir em consideração às pessoas que iam ver os shows.

Quando voltamos do nordeste eu já estava totalmente decidido, em uma semana já tinha quase uma música do meu projeto solo pronta.

A banda tem muitos problemas e já passaram pela banda mais de dez guitarristas, então o problema é de quem?!

Em relação às “mentiras” que eu teria dito sobre o Guinnes, eu mais que ninguém estou esperando a confirmação deles. Em 2006 fui cotado para o recorde e no mesmo ano confirmado, só que até hoje não apareceu isso no site, estou continuamente me comunicando por email com o pessoal do livro e pelo que parece isso vai se confirmar. Para quem tem duvidas sobre minha velocidade, que ache algum guitarristas mais veloz, faço o desafio!!!

Abraço a todos![* /resposta *]

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Entrevista: Rio Metal Works - Parte I

Fotos e texto introdutório por Wesley Rodrigues

Entrevista feita por Artur Henriques, Carlos Gonçalves, Leonardo Coutinho de Souza e Wesley Rodrigues

Transcrito por Artur Henriques, Fernando Henriques e Wesley Rodrigues


Vários movimentos (culturais, políticos, etc.) são feitos por pessoas que não se deixaram dominar pela inércia e tomaram uma atitude que no mais das vezes envolve coragem e riscos, geralmente fazendo um trabalho desinteressado e regado com algum idealismo. Esse é o caso do pessoal da Rio Metal Works. Seus eventos se tornaram sem dúvida o principal espaço para o Metal dentro do Rio de Janeiro, dando sobrevida à cena local e tendo, inclusive, influenciado a criação do nosso blog. Inaugurando a seção de entrevistas do ARISE!, fomos então conversar com Adam Alfred e Felipe Lameira para saber mais sobre as produções da RMW e sobre o Heavy Metal no Rio de Janeiro.
Essa antológica conversa rendeu nada menos que quatro horas e meia. Por isso essa entrevista será publicada em três partes. O leque de temas que discutimos aqui é bem vasto. Ainda assim, parece que algumas coisas ainda ficaram por ser ditas pelos produtores cariocas seja porque não foram perguntadas por nós, seja pela naturalidade com que um assunto dava lugar a outro deixando as respostas incompletas e enveredando a entrevista por caminhos imprevistos. Talvez seja o caso de termos mais um bate-papo casual de quatro horas e meia (risos).


Da esquerda para direita: Adam Alfred e Felipe Lameira


Arise:Vocês já conheciam o ARISE!, não? O que acham dele?

Adam: Já. O Artur me avisou da abertura do blog e que a Rio Metal Works o havia inspirado. Eu li e gostei bastante. A parte de links lá é enorme e uma vez eu estava precisando de um site e fui procurá-lo lá no Arise!

Arise:Façam um breve histórico do RMW.
Lameira: Eu e o Adam tínhamos uma banda. Nós queríamos tocar Heavy e Power. A nossa influência na época era o Grave Digger, Candlemass, Iced Earth, Celtic Frost. A banda se chamava RADU NEGRU cujo nome veio do Voivode de uma lenda romena, atribuem a ele expulsão dos mongóis da área. A gente, estudando História na época, logo pensou em montar uma banda com esse nome.

Arise: O que cada um tocava?

Lameira: Eu era baixista e virei guitarrista. O Adam era guitarrista e virou vocal. Montada a banda, nós decidimos ver como estava a cena e começamos a freqüentar shows. Fomos no Rato no Rio, Todas as Tribos, Florença, Bar da Rosa, etc.. Vimos então que não havia algo destinado só ao Heavy Metal e é complicado você ter uma banda de Metal e tocar em um festival com seis bandas de Hardcore. O público não te dá uma boa resposta e isso é frustrante. Até que um dia, em uma conversa com o Adam, eu disse: “Cara, se o Rio de Janeiro continuar nesse ritmo, as bandas não vão sobreviver. Tem que surgir um movimento. Um grupo tem que se sacrificar, dar a cara a tapa para levantar a cena. Tem que ser fundada uma organização que trabalhe com eventos, com site, com tudo, porque muita gente não conhece as bandas não porque não querem, mas porque não tem como”. Na Época não havia um lugar de concentração de bandas, como era o Caverna onde as bandas do Underground e do Mainstream do Rio de Janeiro se encontravam. Até o Sepultura tocou lá (aliás, conheço gente que viu o Sepultura tocar Troops of Doom e errar no Caverna).

Adam: O Exodus tocou no Garage. No Caverna, tocaram o Sarcófago, o Chacal, o Dorsal Atlântica e Stress. A geração atual havia perdido contato com a geração antiga. Ela estava sem referencial.

Lameira: Na época que começamos, o Rio de Janeiro havia perdido isso, Muitos diziam que o problema era a falta de bandas de qualidade. Esse não era o problema. A questão é que não havia bons lugares para essas bandas apresentarem seu material. Como é que o cara poderia tocar em um lugar grande com um amplificador de 30 watts? No final dessa conversa que eu e o Adam estávamos tendo ele me disse: “Vamos fazer isso?” Eu disse para ele: “Vai ser foda. Você sabe que a gente vai se fuder pra caralho, né?” O Adam: “Eu sei. E é por isso que eu estou te perguntando se você quer fazer mesmo.”

Adam: Nessa época eu era gerente de uma empresa de cosméticos. Nunca estava no Rio de Janeiro pois estava sempre viajando.

Lameira: E eu estava começando a faculdade de Belas Artes e tranquei.

Adam: (Esse ano terei que trancar a minha faculdade de Pedagogia). Eu então larguei a porra toda. Peguei o dinheiro que tinha guardado e investi tudo. Não tem como ser diferente. Eu lembro de uma vez em que eu estava aqui no Méier e uma garota chegou para mim e disse: “Só tem Heavy Metal no Mackenzie?” O Felipe disse: “Só”. “Mas eu gosto de Grunge” “No Mackenzie, por enquanto, você só vai ouvir Heavy Metal” “Mas o quê que eu faço para produzir um evento de Grunge?” “De dinheiro!” Sem dinheiro, não adianta. Não dá para fazer nada.

Arise: Como se deu a parceria da Rio Metal Works com a Fashion Produções e a Rato no Rio?

Lameira: Nós conhecemos o Marcelo Mendes da Rato no Rio, durante o Metal Jam II em Campo Grande, evento que ele estava produzindo e nós, auxiliando. Ele disse para a gente que queria fazer um evento de Metal na Lona Cultural de Guadalupe e perguntou se a gente queria participar. Nós concordamos e ele logo nos avisou: “Isso é guerra. É pedreira. Às vezes você ganha, às vezes você perde. Vocês têm que saber perder.” Então, nós fizemos nosso primeiro evento juntos que foi o Ride the Beast em 6 de Junho de 2005.

Adam: Foram mais de 300 pessoas, o que para um show de Heavy Metal é bem difícil de acontecer. Esse evento teve algumas coisas engraçadas. Quando nós perguntamos quando é que nós tínhamos que entregar as bandas, o Marcelo disse “Amanhã” “Amanhã, não dá” “Então, depois de amanhã no máximo. E vocês têm que entregar os flyers prontos também”. Trabalhamos desgraçadamente atrás dos contatos com as bandas. Nós tivemos só duas semanas de divulgação. O evento deu mais de 300 pessoas e foi muito legal.

Lameira: Ele [Marcelo Mendes] se surpreendeu. A parceria continuou. Depois nós fizemos o Scream for Metal e o Klash of Titans no Garage.

Arise: Isso foi em 2005?

Lameira: Sim. Em 2005, nós fizemos quatro eventos. Hoje estamos em uma média de um a dois eventos por mês. Foi um início bem difícil. O Klash I foi um fiasco. Tomamos um prejuízo e por isso deixamos de comprar equipamento e fazer muitas outras coisas...

Arise: O que deu errado nesse evento?

Adam: Tudo! Deu tudo errado do momento de fechar com as bandas até a hora de ir embora do evento. No início, parecia um sonho porque era um evento no Garage. Mas deu tudo errado. Era zica, encosto, vudu... essas coisas...

Lameira: Quando a gente foi colocar a faixa na frente do Garage, o Adam escorregou e deu uma joelhada no muro! Você só via a lágrima descendo do olho dele...(risos)

Adam: E eu ainda rasguei a mão na grade.

Lameira: Teve uma outra zica que foi em relação a flyer.

Adam: Eu perguntei ao Marcelinho, “Cadê a flyer?” Quando ele me entregou eu falei, “Que porra é essa, Marcelinho?”. Eu sou um cara que quando eu estou puto, eu falo na cara, sem meias-verdades. Aí eu disse, “Que flyer cor de bunda é essa?” (risos) A flyer deveria ser preta só que estava marrom, mas era um marrom cor de cocô (risos). Aí ele disse que tinha havido um problema. Eu disse: “Que problema? O cara da gráfica estava com diarréia?” Eu nem sabia que o cara da gráfica estava ali perto ouvindo tudo...(risos) A zica não parou por aí. No dia do evento nós fomos para lá cedo para arrumar tudo. O show começaria 21h30 só que os donos da casa só a abriram às 21h.

Lameira: A gente estava desesperado.

Adam: As bandas estavam na porta com os equipamentos. Todos estavam preocupados esperando o portão abrir.

Lameira: Eu tentei entrar no Garage por trás, onde tem um depósito de lambreta. Aí eu entrei naquela porra, estava tudo escuro, parecia uma cena do Silent Hill. Não deu para entrar. (risos).

Adam: Depois que a casa abriu, nós fomos procurar o técnico de som. Eu cheguei para o cara do bar e perguntei pelo técnico de som. Ele secou a mão e falou: “Eu vou lá operar”. Eu disse para o Felipe “Vai dar merda!” Depois de um tempo começou “Ihhnnn rurrrrrrr”... foi meia hora de microfonia ininterrupta.

Lameira: Eu não sou de perder a calma com facilidade mas eu não agüentei. Eu gritei para o cara (que era um velho de 60 anos): “Porra! Desliga essa merda! Você não ta vendo que a microfonia vem do retorno? Desliga o monitor e depois resolve!”

Adam: Depois abrimos a casa para esperar o “imenso” público que apareceu: 80 pessoas (risos)

Lameira: No nosso primeiro evento foram 500 pessoas.

Adam: É verdade. Eu havia dito 300, mas foram 500. No Klash II é que foram 300.

Arise: Vocês pensaram em desistir?

Adam: Não.

Lameira: Não. Eu sabia que não dava para ganhar sempre. Só faz quem se arrisca.

Arise: Na versão anterior do site da Rio Metal Works havia um texto em que se designava a RMW como algo próximo do que poderíamos caracterizar como um movimento. Poderia explicar isso melhor?

Adam: A RMW não é uma empresa, não é um partido, não é uma igreja, ela não é uma produtora. Ela é realmente isso, ela é um movimento. A RMW só tem uma regra dentro dela que “é querer estar nela”.

Lameira: Muita gente chega para mim e diz que quer ajudar. Elas perguntam do que a gente está precisando. Depois que eu digo o que nós estamos precisando, elas dizem: “Não vai dar. Isso dá muito trabalho.”

Adam: Então, meu irmão, vai para a casa tomar leite-com-pêra e “ovomaltino” (risos). A gente já passou tanta merda com tiro, com assalto, indo para lugares que não sabemos, lugares dos quais não pudemos voltar e tivemos que ficar na rua e o cara não quer fazer isso [faz gesto indicando pouco] pela RMW!? O cara diz que quer ajudar mas depois não aparece, não participa das reuniões. Eu nunca vou perguntar para você se você quer entrar para a RMW. Se você quiser fazer parte, tem que fazer alguma coisa.

Lameira: Quando nós montamos a RMW, nós pensamos em fazê-la funcionar de modo institucional, com hierarquia (presidente, diretores). Mas não deu certo.

Arise: Como uma produtora convencional?

Lameira: Isso. Mas como eu disse, não deu certo. Depois o Adam veio com a idéia de a RMW funcionar como se fosse uma célula terrorista.

Adam: Isso é técnica atual de gerência. Como eu era gerente eu sabia disso, porque minha empresa trabalhava assim.

Lameira: A idéia é simples. Você é membro. Você atua de forma independente mas guiado por uma ideologia. Você não é cobrado coisas como horários e nenhuma pessoa fica dizendo como você tem que fazer. Até porque nós não temos como cobrar.

Arise: Mas já que a RMW está crescendo e se envolvendo com projetos cada vez mais ambiciosos, essa institucionalização não será necessária?

Lameira: Ela caminha para esse processo mas ela não será hierarquizada. Esse é o molde atual das empresas de sucesso. A Google trabalha assim.

Adam: Será uma institucionalização só no papel.

Lameira: A institucionalização só acontece porque nós temos que cumprir alguns trâmites legais. Mas isso não quer dizer que eu terei um “funcionário” trabalhando sob horário fixo, ou que eu diga para ele “Se faltar, será despedido”. Não há relação opressora. Algumas pessoas se referem a mim como patrão. Patrão é o cacete! (risos)

Arise: Talvez esse seja um dos motivos do sucesso.

Lameira: Com certeza. Assim, o “funcionário” acaba tendo uma ideologia com o objetivo da RMW. O objetivo da RMW não é ter lucro. O objetivo é melhorar o cenário. O cenário já melhorou. O nosso objetivo agora é consolidar. É a parte mais difícil do trabalho porque criar uma coisa é fácil e maravilhoso, manter é que é o problema porque é cansativo. Crescer é maravilhoso, mas manter é monótono. O que mantêm o público ativo preso são as novidades. Não adianta eu querer trazer sempre as mesmas coisas. Eu vou trazer o Tuatha de Danann setenta vezes ao Rio? Por isso que a cena da Europa funciona. As dimensões da Europa são para o Brasil dimensão de Estado. É como se o Rio de Janeiro fosse a Finlândia e São Paulo a Suécia. Vocês já viram quantas bandas esses países têm? Rio e S.Paulo têm a mesma capacidade mas esbarra na questão de capital. O poderio econômico da Europa é maior.

Adam: Como estávamos falando, a RMW só tem uma regra: é querer estar nela. Se você chega e diz que pode fazer isso, então você faz. É o que aconteceu com a Elen. Ela disse que sabia cuidar do Fotolog. E é o que ela faz até hoje.

Lameira: Ela não é cobrada. Nossas reuniões com ela são só para dizer que ela faz o trabalho dela muito bem.

Arise: Vocês já tiveram problemas com esse tipo de coisa?

Lameira: Sim. Algumas pessoas não honraram o compromisso que assumiram com a gente. Amigos nossos fizeram isso, mas continuam sendo nossos amigos, Mas não trabalham mais na RMW.
Adam: A pessoa tem que querer estar. Se a pessoa não comparece às reuniões, não responde os e-mails. Ela sabe o que tem que fazer e não faz. Eu não vou ficar enchendo o saco dessa pessoa. Se ela quer, quer. Se não quer, ela segue o rumo dela e eu sigo o meu.





Arise: Uma das coisas mais notáveis é o preço dos ingressos que vocês cobram, que vai de R$6 a R$12 na maioria dos shows, ou seja, relativamente barato. Isso é ainda mais impressionante porque vocês oferecem boa qualidade de som e iluminação. Comentem sobre isso.

Lameira: A qualidade é uma preocupação que a gente tem. Quando nós começamos eu me perguntava: “Underground é sinônimo de merda?” “Será que tem que ser assim?” Algumas coisas são complicadas. Cada gênero de som tem uma necessidade diferente para equipamento. Para que eu vou dar um Marshall JCM 900 para uma banda punk?(Nota: Esse tipo de amplificador é o padrão internacional de bandas mainstream)

Arise: Todos os equipamentos são alugados?

Adam: Sim.

Lameira: Os equipamentos que nós utilizamos são o padrão utilizado na Europa. São amplificadores chamados Fullstack de 200 watts. Vector III da Meteoro e o Laney GH100 que é o que o Satriani usa. O Marshall JCM900, que é o que o Slayer, o Exodus e o Motorhead usam. E por quê? Porque são bandas de Metal. O cara tem uma banda, ensaia e treina bastante. É uma questão de respeito oferecer a ele um bom equipamento. É claro que às vezes nós trabalhamos com bandas que não merecem esse equipamento. Mas na maioria das vezes, elas merecem. Então, nada mais justo. Quanto ao preço dos ingressos, nós não podemos fazer show de banda underground com banda iniciante e cobrar R$20,00. É uma questão de poder aquisitivo Se nós fizéssemos isso, teríamos um retorno financeiro maior e poderíamos investir esse dinheiro de forma melhor. Dessa forma, nós poderíamos até viver de Heavy Metal.

Adam: Mas por que você colocaria o ingresso a R$20,00? Para trinta pessoas? Isso não existe.

Lameira: O cenário ficaria menor e nós não teríamos atingido o nosso objetivo. Cobrando o ingresso barato nós ganhamos pouco mais colocamos uma banda para tocar para 500 pessoas. O nosso maior público até hoje foi o Tuatha, 750 pessoas.

Arise : E a média de público?

Lameira: 350 é a média do Mackenzie. Nós fazemos uma coisa que eu sou contra, mas que infelizmente nós temos que fazer que são os eventos cover, que nós chamamos de tributo (Acho que cover é uma coisa e tributo é outra. Isso porque na minha concepção cover é quando você pretende imitar uma banda.) Infelizmente, cover é o que dá mais retorno [do que as bandas autorais].
O público do Mackenzie - respondendo a sua pergunta - é um público com mais de vinte anos de idade, é um público que sabe o que quer. O cara vai para os shows não para pegar mulher - quer dizer, ela vai para isso também, mas não é a prioridade. A prioridade é ir lá para assistir o show. São as bandas que dizem isso para gente: “Cara, quando a gente toca no Mackenzie, as pessoas grudam no palco e prestam a atenção no que a gente está tocando. Eu não sinto isso nos outros eventos” Os caras vão lá, prestam atenção nas músicas autorais e ficam comentando sobre as bandas, fazendo críticas...

Arise: Só não vale a crítica gratuita...

Lameira: A gente é contra isso. Na comunidade da RMW nós barramos esse tipo de coisa. Tem muito cara que critica mas é só por criticar. Isso não é crítica, é fanfarronice. Já houve também críticas ao nosso trabalho. Por exemplo, disseram que por causa de problemas técnicos que tivemos no primeiro show do Tuatha, o Rio de Janeiro deveria “sentir vergonha” porque isso foi um desrespeito com a banda. Mas o engraçado é que o público adorou o show. Nós chegamos para os caras da banda muito preocupados para saber se o som havia atrapalhado e o Bruno Maia, o vocalista, e ele disse para gente: “O show foi maravilhoso. Quando nós podemos voltar?”

Adam: E o Airton, da Roadie Crew, que é empresário da banda nos falou: “Vocês estão de parabéns. Eu sou fã de vocês agora. Não sabia que o Rio de Janeiro tinha um trabalho tão bom quanto esse”

Arise: Mas sempre tem um espírito de porco, não é?

Adam: Sempre tem. Eu cheguei à conclusão de que o Rio de Janeiro é um chiqueiro. Se você conversa com pessoas do Espírito Santo, você vai ver gente dando apoio à cena: “O show estava bom. Teve problema? Teve. Mas estamos juntos aí na guerra.” Aqui no Rio de Janeiro, o cara erra uma nota, uma luz apaga, e já criticam.

Lameira: O show do Tuatha foi tão bom que eles ficaram em cima da gente perguntando quando iam tocar de novo aqui. Problemas acontecem. No Live and Louder, o Primal Fear teve que parar de tocar com problemas no som.

Adam: Esse tipo de coisa acontece mesmo. Se acontece no Mainstream, por que não vai acontecer no underground?.

Lameira: Nós temos consciência de que temos que melhorar. Porém existem falhas que não há como suplantar. Uma produção não pode ser julgada pelas falhas que tem. Mas pela sua capacidade em resolver. E aquele problema nós resolvemos.
Aquele show do Tuatha foi difícil porque eram muitos instrumentos.

Adam: É muito bonito mas dá um trabalho!.
O Tuatha foi fazer um show em São Gonçalo [cidade do Estado do Rio] uma vez e não tocaram porque o produtor esqueceu de alugar o som. (risos)
Outra vez em Goiânia a prefeitura fechou a casa. Então, eles foram tocar acústico na praça. Se você for na comunidade de Goiânia, você verá alguém falando que o que aconteceu foi um desrespeito? Pelo contrário, falaram que foi lindo.

Lameira: Isso faz você respeitar a banda porque se fosse outra se recusaria a tocar na praça.

Arise: Já aconteceu de uma banda dizer que vocês a desrespeitaram?

Adam: Já...

Arise: Vocês já sofreram com estrelismo?

Adam: Já, várias vezes...

Arise: E junto com isso, já teve bandas que esnobaram a RMW?

Adam: Já.

Arise: Como essa aqui? [Aponta para o logo do Angra] (risos)

Lameira: Por sinal, o Edu Falaschi é excelente pessoa. É humilde.

Adam: Falam horrores dele mas é tudo mentira.

Lameira: Depois do show, passei a respeitá-lo também como músico. Ele mandou muito bem. Nós conversamos com ele e vimos que ele era uma pessoa consciente com o cenário.

Adam: Nós estávamos preocupados em recebê-lo. Afinal, era o Edu Falaschi do Angra. Então, eu cheguei para ele e falei: “Nós gostaríamos da sua compreensão porque isso é um evento underground. Não é nada daquilo com que você está acostumado.” Ele então me disse: “Olha, isso aqui está muito bom. Isso aqui dá de dez a zero em muito mainstream de São Paulo”. Ele é uma pessoa ótima, maravilhosa. Não tivemos um problema com ele. Ele cantou para caralho no show do Thorn. As pessoas falam que ele canta mal, mas é mentira. Não tinha nada no microfone, não tinha playback, não tinha nada. As pessoas inventam que tinha efeito mas não tinha efeito nenhum. Era microfone, mesa e volume.
Deixa eu contar uma outra história. Um cara de uma banda chegou para mim e falou que queria uma ajuda. Eu disse que tudo bem, que poderia divulgar no site e que os poria para tocar no Mackenzie. Aí eles disseram: “No Mackenzie não porque nós não queremos tocar em lugar pequeno. Nós queremos tocar em lugares grandes porque a pretensão do nosso trabalho é algo maior, é outro nível.” (risos)

Arise: Tocar em lugar melhor que o Mackenzie, aqui no Rio, é difícil.

Adam: Tanto é que meses depois eles queriam tocar no Mackenzie com a gente.. No dia que eles foram tocar, atrasaram muito e nós tivemos que cortar parte do tempo do show deles. Nós temos que cortar porque nós temos hora para entregar a casa.

Lameira: Isso é acordado com a banda em reunião.

Adam: Aí veja: o cara atrasa pra caralho, faz merda, fuma maconha no camarim...Fumar maconha é algo que eu ojerizo no meu evento porque a violência do nosso estado e a do país está essa merda porque vagabundos fumam essas porras que financiam as armas que darão tiro na sua cabeça. Pagam a bala que mata o cidadão de bem. E aí dizem que a droga não financia...Então eles tiram dinheiro de onde? Do cú?

Lameira: Antes do show nós perguntamos se alguém da banda consome algum tipo de narcótico. Aí disseram: “Fulano gosta de um baseadinho.” Então nós dizemos que ele deve fazer isso fora das dependências do clube. Dentro do evento, ele não pode fazer isso. É que eu sou o produtor do evento e se tiver algum problema sou eu quem será cobrado.

Adam: O próprio público do evento, quando vê que alguém vai acender um baseado, fala que não pode.

Arise:Você já viu isso acontecer?

Adam: Já. Cansei de ver. As pessoas quererem fumar e o público dizer “Aqui não”. O próprio público tem consciência. É legal ver que o próprio público tem respeito pelo espaço e sabe qual é a nossa proposta. Sinceramente, eu sou a favor da legalização de todo e qualquer tipo de droga. Porque se o cara quer se fuder, que vá se fuder sozinho. O legal disso tudo é que a legalização gera emprego e renda para o país.

Lameira: Você muda o problema: deixa de ser criminal e vira de saúde pública.

Adam: O maneiro é que quem é usuário vai ter a certificação de qualidade e não vai fumar merda de vaca. Sou a favor do casamento gay (mas não sou gay) (risos); sou a favor do aborto porém não sou assassino. Sou a favor da legalização da porra toda menos de...deixa para lá.(risos).

Arise: Fala aí

Adam: Não vou falar não porque é falta de ética.

Arise: Como é o trabalho de divulgação de vocês?

Adam: Eu sou paranóico com isso. Quando eu cheguei para vocês aqui eu já trouxe os flyers. A divulgação é a alma do negócio. Quando falam para mim “cinco mil flyers”, eu falo “cinco não, dez mil”. E às vezes o espaço é curto, mas mesmo assim nós fazemos. Dizem que a gente é maluco. É como o Marcelinho fala: “As pessoas podem não ir, mas tem que saber que o evento existe.” E por quê isso? Porque o cara pode não ir, mas ele tem um amigo cabeludo que diz: “Você gosta de uns rock nervoso, né? De uns “Iron Meidion”, né? (risos) Tem uns eventos rolando lá no Méier, sabia?” É óbvio que nós só podemos fazer aquilo para o qual nós temos dinheiro. Não adianta querermos colocar um comercial de trinta minutos na televisão.

Arise: Já vimos o Jornal do Brasil publicar eventos da RMW.

Adam: Eles não colocam sempre. Eles colocam quando tem vontade. Até porque nós não temos dinheiro para por um comercial no jornal. Mas todo tipo de divulgação possível a gente faz.

Lameira: Nós ficamos felizes porque os produtores de música independente do Rio de Janeiro conhecem o nosso trabalho. Quando eles nos conhecem, eles dizem: “Então são vocês que produzem os eventos de Heavy Metal do Mackenzie?”

Adam: Eles conhecem e elogiam o nosso trabalho. São pessoas de Jazz, de Blues, de Samba, de Pagode, de Música Eletrônica...
Continua...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Notícias

Baixista do Helloween lança projeto solo no Brasil

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O selo Hellion Records lançará no Brasil o projeto solo de Markus Grosskopf, baixista da banda HELLOWEEN, apresentando um novo lado de seu talento musical.

O álbum foi batizado de "Bassinvaders", uma criação de Markus enquanto sentado num bar e desfrutando de algumas bebidas, inspirou a uma idéia impressionante: tocar Heavy Metal sem qualquer registro de guitarras, apenas baixo, bateria e vocal.

"Bassinvaders" conta com a participação de 13 músicos consagrados como: Billy Sheehan (Steve Vai, ex-Mr. Big, ex-David Lee Roth), Rudy Sarzo (DIO, ex-Ozzy Osbourne, ex-Whitesnake, ex-Quiet Riot), Lee Rocker (Stray Cats), Marco Mendoza (Thin Lizzy, ex-Whitesnake, ex-Ted Nugent), DD Verni (Overkill), Wyzard (Mother’s Finest), Dirk Schlächter (Gamma Ray), Joey Vera (Armored Saint, Fates Warning, ex-Anthrax), Stig Pedersen (D.A.D), Nibbs (Saxon), Tobias Exxel (Edguy), Jens Becker (Grave Digger, ex-Running Wild), Dennis Ward (Pink Cream 69), Peter Baltes (Accept), Jan S. Eckert (Masterplan) e Michael Müller (Jaded Heart).

Markus também convidou alguns cantores para as canções que ele escreveu: Apollo Papathanasio (Firewind, Time Requiem, Evil Masquerade, Majestic), Jesper Binzer (D-A-D). Além de cantores, foram convidados os bateristas André Hilgers (Rage, Axxis, Silent Force) e Stefan Arnold (Grave Digger).

Canções como "Boiling Blood", "We Live", "Voices", "Razorblade Romance", "Armageddon" ou o a versão do clássico hino HELLOWEEN "Eagle Fly Free" faz com que "Bassinvaders" torne algo muito especial, provando o talento deste incrível baixista.

Oficial: Ozzy Osbourne, BLS e Korn no Brasil

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Estão confirmadas duas apresentações de OZZY OSBOURNE no Brasil. A primeira será dia 3 de abril no Rio de Janeiro, na Arena Multiuso. A segunda, dia 5, no Palestra Itália.

Ozzy terá BLACK LABEL SOCIETY e KORN como bandas de abertura.

Mais informações em breve no Agenda do Headbanger: http://agendadoheadbanger.blogspot.com/.

Whitesnake: revelada capa de "Good To Be Bad"

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Foi revelada a capa do novo álbum do WHITESNAKE, "Good To Be Bad", que será lançado no final de abril pela SPV/Steamhammer:





Confira o tracklist do álbum:

01 - Call On Me
02 - Can You Hear The Wind Blow?
03 - Best Years
04 - All I Want All I Need
05 - Good To Be Bad
06 - All For Love
07 - Summer Rain
08 - Lay Down Your Love
09 - A Fool In Love
10 - Got What You Need
11 - 'Till The End Of Time.

Toccata Magna: nota de ex-integrante sobre saída

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Recebemos o seguinte comunicado de Fabiano Muller, ex-TOCCATA MAGNA, sobre sua saída do grupo:

[* resposta *]Após pouco mais de um ano de minha saída da Toccata Magna, banda da qual eu fui fundador e principal compositor no único trabalho da banda até agora ("Incognite Soul" - 2005) resolvi por bem dar uma satisfação aos fans de meu trabalho na respectiva banda, a respeito de minha saída.

Inicialmente gostaria de frisar que até então permaneci em silêncio por julgar não ser o momento oportuno até agora.

Queria expressar todo o respeito pelos fans da banda e um muito obrigado a todos que apoiaram nossa trajetória nesse período em que lá estive, afinal, quem está no Heavy Metal sabe que na verdade, o grande pagamento por tudo quem dá são os fans com seu carinho e admiração.

A Toccata Magna foi um projeto idealizado inicialmente pelo meu amigo Ricardo Duran que chegou até mim para transformarmos um sonho que tínhamos na adolescência em realidade, o que de fato ocorreu em parte, tivemos uma trajetória difícil, porém meteórica. Iniciamos os trabalhos de divulgação de uma demo em setembro de 2002 fazendo um show para 100 pessoas e exatamente 3 anos após estávamos divulgando nosso álbum em festivais como BMU e Live N Louder para 10 mil pessoas, tivemos ótima aceitação e críticas muito boas, conseguimos algo muito complicado nos dias atuais, uma identidade musical. Nisso tudo as pessoas devem estar se perguntando, mas porque então saí da banda?

Infelizmente como meu colega já citou em carta anterior, em uma banda ocorrem vários desgastes, existem choques e coisas do tipo, entre esses choques por incrivel que possa parecer, estava a falta de aceitação por parte do grupo que hoje permanece (2 integrantes na verdade) das misturas com música andina, era muito complicada a situação também nesse sentido. As decisões estavam tão descentralizadas que tudo parecia ser um problema, coisas como democracia se confundiam com ditadura da maioria, e a banda estava estagnada em 2006, para se ter uma idéia havíamos feito apenas um show naquele ano, sendo que sai em novembro da banda.

Minha concepção de grupo já não fechava com os demais, exceto com o Ricardo Duran. Não saíamos, não nos divertíamos, enfim, a banda era um desgaste só, juntamente a isso conflitos pessoais entre integrantes e tal, sendo inclusive comigo alguns deles, problemas muito mal resolvidos entre as pessoas e coisas dessa ordem.

Baseado nisso tudo a tecladista da banda que há tempos não se decidia se ficava ou se saia resolveu sair, fizemos duas reuniões após isso, onde mesmo eu sendo o fundador, tendo composto 80% do disco (eu compunha a parte musical e o Ricardo Duran as letras, sendo que ele ajudava também na parte musical) fiquei em minoria em meio a essas confusões e desgastes, e como nunca havia me preocupado com a questão legal da coisa (registrar a banda como empresa e ter parte ao menos no nome do grupo) fui convidado a me retirar, foi quando o Ricardo Duran, por questões dele, também resolveu sair. Na época fiquei chateado, em termos, confesso.

Queria agradecer por todos os fans que me apoiaram e dizer que adorei cada momento que estive em contato com vocês pelos palcos da vida, se antes não escrevi nada é porque não queria que as coisas soassem como mágoa, pois na verdade não guardo nenhuma, hoje estou em outra banda o Tierramystica onde as relações são completamente diferentes, e o alto astral é o ponto chave do grupo.

Infelizmente não pude postar sequer uma despedida na comunidade do orkut na época, até para amenizar a situação dos fans que reclamavam muito de minha saída, pedindo inclusive que a banda acabasse. Puseram minhas músicas para download gratuito sem minha autorização e coisas do tipo.

Infelizmente as coisas foram por esse caminho com a Toccata Magna, espero sinceramente que possam dar continuidade ao projeto com os novos integrantes e que façam bom uso de minhas composições.

De final não tão feliz na Toccata surgiu um recomeço extremamente ao inverso com o Tierramystica, onde como já citei acima o alto astral juntamente com o metal e ritmos latino americanos são o ponto chave da banda.

Para finalizar gostaria mais uma vez de agradecer a todos os fans que apoiaram minha carreira até agora e dizer que estamos bem próximos de um reencontro pois o Tierramystica iniciará uma tour de divulgaçao que inclui Uruguai, Argentina e regiao Sul do Brasil. Convido a todos a ouvirem nosso primeiro registro, ele foi feito com coração, alma e honestidade e ingressarem em nossa comunidade no orkut (links abaixo). Um grande abraço a todos e um gigantesco muito obrigado!!!

Fabiano Muller - Tierramystica[* /resposta *]

Contatos: tierramystica@hotmail.com
My space: www.myspace.com/tierramystica
Orkut: www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31334815

Bob Dylan no Rio: confira os preços dos ingressos

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Foram divulgados os preços dos ingressos para a apresentação do cantor BOB DYLAN no Rio de Janeiro. Dylan tocará dia 8 de março (sábado) no Rio Arena.

Arquibancada Nível 1: R$250,00 (inteira)
Arquibancada Nível 3: R$150,00
Cadeira inferior: R$280,00 (inteira)
Cadeira VIP: R$360,00 (inteira)

Os ingressos começarão a ser vendidos dia 11/02.

Bilheteria Oficial:
Shopping Via Parque - Rampa externa impar

Horário de funcionamento:
De segunda a domingo das 12h às 20h.

Mais informações:
http://agendadoheadbanger.blogspot.com/

Rei Lagarto disponibiliza "Free Fall" para download

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A REI LAGARTO acaba de inaugurar sua página no site Palco MP3 e disponibilizou seu segundo disco, "Free Fall", na integra.

O CD foi lançado em 2001 e teve ótima repercussão, obtendo criticas excelentes tanto no Brasil quanto no exterior, e vendendo duas mil cópias de forma totalmente independente.

Rafael Bittencourt inicia gravações de disco solo

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Marcel Cardoso e Ricardo Confessori são os bateristas do esperado CD solo do Rafael Bittencourt (ANGRA): "Agora em janeiro nós gravamos as baterias de dez músicas e ficaram, desculpe a expressão, do caralho!!! Fiquei emocionado ao ver minhas músicas ganhando forma. Por várias vezes me arrepiei ao ver dois dos maiores bateras de rock do Brasil contribuindo pro meu disco", diz Rafael.

Leia mais sobre o novo CD no seu Blog - www.rafaonline.com/blog.asp.

Henceforth: faixa em versão demo para download

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O HENCEFORTH, banda que conta com Hugo Mariuttti (guitarra - Andre Matos, Remove Silence) e Luis Mariutti (baixo - Andre Matos, Starting Fire), além de Fabio Elsas (bateria, também Starting Fire), Frank Harris (vocal) e Cristiano Altieri (teclados), promove nesta segunda feira dia 11/02/2008 o lançamento de uma faixa nova, "Worn Out", em versão demo em sua página no site MySpace. A música, que uma parceria de Frank Harris e Hugo Mariutti, estará presente no novo CD da banda que será lançado ainda neste ano.

A produção do segundo CD (ainda sem nome), assim como do primeiro, deve contar com total participaçao da banda em todo processo e será gravado nos estúdios The Brainless Brothers (SP) e Industry (SP). O guitarrista Hugo Mariutti comentou alguns detalhes deste processo:

"Estamos na fase de pré-produção e fazendo os ajustes finais para começar a gravação assim que possível. Com relação à produção chegamos a conclusão que após passar por vários processos e aprendendo muito com grandes profissionais como Roy Z, Sascha Paeth, Guilherme Canaes, etc., seria legal botar tudo isto em prática. No entanto, ainda não descartamos a participação de profissionais de fora da banda que possam colaborar com todo o processo."

Com relação à sonoridade das novas composições o guitarrista afirma que o material tem muito potencial e garante que os fãs vão encontrar todas os elementos musicais característicos da banda.

Sepultura: vídeo da gravação de novo álbum

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(Nota publicada originalmente no Portal Novo Metal

O site oficial do SEPULTURA disponibilizou um aperitivo da banda em estúdio já começando a gravar o seu próximo trabalho.

A banda está escrevendo músicas inspirado no livro "Laranja Mecânica" de Anthony Burgess que mais tarde virou um clássico do cimena dos anos 70 nas mãos do diretor Stanley Kubrick.


Este será o primeiro disco composto pelo SEPULTURA com o baterista Jean Dolabella. Segundo o site oficial, "podiamos esperar algumas [boas] mudanças no processo de composição. E isto está acontecendo. Várias idéias novas fluindo".

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Notícias da Semana

Meshuggah disponibiliza faixa do novo álbum: Uma das canções que fazem parte do novo álbum do Meshuggah, “obZen”, está disponível na página do grupo no MySpace. A música é “Bleed” e será lançada oficialmente junto com o disco em 11 de março, via Nuclear Records.

“obZen” trará nove faixas e um total de 55 minutos de duração. O título do álbum é uma junção das palavras ‘obscene’ e ‘zen’, e a idéia por trás disso, segundo o grupo, é uma metáfora do modo como a humanidade procura encontrar paz interior através da obscenidade. A capa do álbum também tenta passar essa idéia, com um homem em posição de lótus, mas com a mão coberta de sangue.

O endereço para ouvir a faixa “Bleed” é www.myspace.com/meshuggah (Fonte: Rock Online)



Edenbridge divulga capa e músicas do próximo álbum: O próximo álbum do grupo austríaco Edenbridge, “MyEarthDream”, está programado para chegar às lojas em abril, via Napalm Records, e a banda divulgou os nomes das músicas que compõem o álbum e a capa.

O belo desenho da capa do CD foi feito por Anthony Clarkson, que já trabalhou com outros grupos como Blind Guardian. Atualmente o disco está sendo masterizado por Mika Jussila, no estúdio Finnvox, em Helsinque, Finlândia.

Participaram das gravações do novo álbum 65 músicos da Czech Film Orchestra, famosa por gravar diversas trilhas sonoras de produções de Hollywood. Das 11 faixas, a orquestra participou de 10. Abaixo as músicas do álbum “MyEarthDream”:

01. The Force Within
02. Shadowplay
03. Remember Me
04. Adamantine
05. Paramount
06. Whale Rider
07. Undying Devotion
08. Fallen From Grace
09. Place Of Higher Power
10. MyEarthDream Suite (For Guitar And Orchestra)
11. MyEarthDream (Fonte: Rock Online)






Opeth anuncia data de lançamento do próximo álbum: A banda sueca Opeth anunciou o lançamento de seu próximo álbum. O disco recebeu o nome de “Watershed” e está programado para chegar às lojas no dia 02 de junho, via Roadrunner Records. O álbum foi gravado na Suécia com produção do líder do grupo, Mikael Åkerfeldt, e de Jens Bogren.

“Watershed” trará sete músicas e a faixa que abre o disco, “Coil”, traz a participação da cantora de Folk Nathalie Lorichs. O grupo também gravou outras quatro músicas, a inédita “Derelict Herds”, e três ‘covers’: “Bridge of Sighs” (Robin Trower), “Den Ständiga Resan” (Marie Fredriksson), “Would?” (Alice in Chains).

O grupo não divulgou se essas quatro faixas serão lançadas apenas em ‘singles’ ou como bônus em alguma edição especial. Abaixo as músicas que compõem “Watershed”:

01. Coil
02. Heir Apparent
03. The Lotus Eater
04. Burden
05. Porcelain Heart
06. Hessian Peel
07. Hex Omega (Fonte: Rock Online)




Heavenwood divulga título do novo álbum: A banda portuguesa de Gothic Metal Heavenwood anunciou o título de seu terceiro álbum, previsto para ser lançado em setembro, via Recital Records. As gravações iniciais serão feitas no Ultrasound Studios, com produção de Daniel Cardoso e do guitarrista Ricardo Dias. A mixagem será feita em abril, no Fascination Street Studio, em Örebro, Suécia.

O novo trabalho recebeu o nome de “Redemption” e trará a participação especial do vocalista Tijs Vanneste, da banda belga Oceans of Sadness. O álbum marca o retorno do guitarrista Ricardo Dias, que havia deixado o grupo em 2004, e a estréia do baterista Luiz Ferreira, ex-Secrecy [...] (Fonte: Rock Online)




Ex-guitarrista do Whitesnake anuncia que tem pouco tempo de vida: O guitarrista inglês Mel Galley anunciou nesta quinta-feira, 07, que tem pouco tempo de vida, segundo informaram seus médicos. O músico de 59 anos teve diagnosticado recentemente um tumor no esôfago. Devido ao estado avançado da doença, não é possível uma intervenção cirúrgica para a retirada do tumor.

“Essas coisas acontecem, mas eu tive uma vida fantástica”, declarou Galley. “Eu tenho sido muito sortudo. Vi grandes bandas e toquei com grandes músicos. Aproveitei tremendas experiências. Eu sou grato por poder dizer adeus a todos os amigos que fiz, que estão agora ao meu redor”, completou o músico.

A primeira banda de Galley a ter alguma notoriedade foi o Trapeze, junto com Glenn Hughes e o baterista Dave Holland. Em 1982 lançou com o Whitesnake o álbum “Saints & Sinners”, que traz sucessos como “Crying in the Rain” e “Here I Go Again”. Dois anos mais tarde o grupo lançou “Slide It In”, com faixas como “Love Ain’t No Stranger” e “Guilty of Love”. (Fonte: Rock Online)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Notícias

The Ordher lança "Weaponize" na Polônia

"Weaponize", álbum de estréia da The Ordher, foi licenciado na Polônia pela Massive Music, agência famosa na Europa por cuidar da carreira de bandas como Vader e Decapitaded.

O disco será lançado dia 5 de Março, numa edição da revista Thrash 'Em All, a maior de Heavy Metal na Polônia, serão 5000 exemplares que vêm com "Weaponize" de bônus.

Com esse lançamento a The Ordher dará continuidade à boa relação que Rebaelliun e Nephasth tinham com o numeroso público polonês e com a própria Massive Music, que cuidava da carreira do Nephasth e chegou a ter o Rebaelliun tocando por lá numa tour com o Vader.

No Brasil a banda está se preparando para os próximos shows que acontecerão pelo Paraná na primeira semana de março, a apresentação confirmada para a cidade catarinense Blumenau será re-programada para maio. Abaixo as informações dos shows:

01/03/2008 - Curitiba/PR
Depths Of Insanity Extreme Metal Fest 92 Degraus - Rua Des. Benvindo Valente, 280 Preço: R$ 10,00 Com as bandas Anmod e Legion Of Hate. Informações: depths_of_insanity@hotmail.com / www.myspace.com/depthsofinsanityfest
Com Hernan

02/03/2008 - Londrina/PR
Bar Armazém - Rua João Pessoa, 50-A Preço: R$ 7,00 Com as bandas Pactum e Deranged Insane. Informações: warriors_productions@yahoo.com.br
Com Rene (Ferro & Fogo Produções)

Mais informações: www.theordher.com e www.myspace.com/theorderextreme

E a próxima revelação do punk-rock em português é...

Depois de muita especulação e rumores a Xuxa Jurássica e a Sons Urbanos Records têm o prazer de finalmente revelar o nome daquela que promete ser a próxima grande revelação do punk-rock feito em português.

Formados em 2003 na cidade de Coimbra, os Fitacola caracterizam-se por um som jovem, uma atitude rebelde e inconformista perante a vida e uma postura enérgica em palco. As letras, sempre em português, contêm uma mensagem de acção, positiva, procurando combater o que consideram estar mal na sociedade, representando a juventude e uma geração que usa a voz dos Fitacola para provar que não é a tal 'geração rasca', tendo objectivos, valor e vontade de agir e mudar o que está mal.

Esta característica de humildade e carisma explica a grande popularidade que a banda atinge entre as camadas mais jovens e faixas etárias estudantes pré-universitárias. A banda é tida como um modelo e exemplo de atitude saudável e activa perante a vida por parte de um número cada vez maior de fãs da banda, que nas suas letras, músicas e atitude, se revêem.

Prova disso, foi o grande concerto que a banda deu no inicio de Janeiro em Cascais, o qual, num momento raro e alcançado apenas por pouquíssimas bandas, excedeu em muito a lotação máxima do Lótus Bar, reunindo quase 3 centenas de jovens a cantar em uníssono os seus temas.

Na bagagem, a banda traz "Mundo Ideal", o assim intitulado seu álbum de estreia gravado e produzido por Miguel Marques (Easyway, TwentyInchBurial, More Than A Thousand) no Generator Studio, em Lisboa e masterizado por Peter in de Betou (No Fun At All, 59 Times The Pain, Fonzie, Meshuggah, Raised Fist) nos TailorMaid Studios, na Suécia.Composto por 12 temas originais, o lançamento está agendado para o primeiro semestre deste ano.

Os Aqui D'el Rock e os Faiscas podem ter sido a base, os Censurados e os Peste & Sida a definição do género, os Tara Perdida, a popularização, mas estes rapazes, são a promessa!!

Depois do tema "Miúdo", está agora disponível também o tema "Desafio Principal". Ambos os temas estão incluídos no álbum e podem ser escutados em www.XuxaJurassica.com

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Hugo Miguel CaldeiraAssessoria de Imprensa - Xuxa Jurássica Produções e Management
www.xuxajurassica.com
diabo@mail.telepac.pt
portalxuxa@gmail.com

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NEXT SHOWS:
23/02 - Humble @ Angels Bar (Praia de Carcavelos).
14/03 - The Slackers (EUA) + Humble + b!rd + The Ratazanas @ Santiago Alquimista (Lisboa).
05/04 - Humble @ Music Box (Lisboa).
24/04 - Ignite (EUA) + Death Before Dishonor (EUA) + Burn The 8 Track (CAN) @ Tuatara (Alvalade - Lisboa).
01/06 - A Wilhelm Scream (EUA) + Devil In Me + Fitacola @ Lótus Bar (Cascais).
19/07 - Converge (EUA) + If Lucy Fell + Before The Torn @ Lisboa (a anunciar)
....a anunciar

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Xuxa Jurassica Produções & Management
Sónia Viana & Miguel Gomes
Apartado 98
2826-902 Costa Caparica
Telf./Fax: 00351 212900209

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AGENCY:
www.xuxajurassica.com
www.myspace.com/xuxajurassica
www.youtube.com/xuxajurassica
www.myspace.com/punkpt
www.myspace.com/vansclubtour

LABEL:
www.myspace.com/sonsurbanosrecs

MANAGEMENT:
www.myspace.com/devilinmeband
www.myspace.com/humblept
www.myspace.com/fitacola

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CD Review: Neutralis – Facing the Pain


Neutralis – Facing the Pain

Por Wesley Rodrigues

O quinteto carioca mostra nesse EP que é uma banda acima da média. As influências declaradas da banda são múltiplas; vão de Halford a Pantera, passando por Candlemass, mas Neutralis não se assemelha totalmente a nenhuma delas. Na verdade, a banda consegue mostrar alguma personalidade nas faixas que compõem o disco.

São ao todo três composições intensas, inteligentes, bem gravadas, marcadas pelo peso, com bons solos, bem variadas entre si e que indicam uma banda de potencial criativo. “Facing the Pain” é um metalzão direto que nos ganha no refrão. “Chained” tem uma outra levada, menos acelerada, e o melhor solo do disco. “The Unknown Island” é uma música marcada por variações e tem momentos de flerte com estilos extremos.

Apesar da competência de todos os integrantes, o que rouba a cena aqui são os vocais. Flaveus van Neutralis tem uma voz ótima, forte e mostra versatilidade em uma performance irretocável. Ora agressivo, ora em tons mais dramáticos, as linhas vocais são todas marcadas por muito feeling e boa dose de insanidade.

Em suma, um ótimo disco que cria não pequenas expectativas em torno de futuros trabalhos da banda. Quando falam em “peso, atitude e sentimento”, eles não fazem propaganda enganosa e parecem ter resumido bem sua essência. Não sei se é por causa do meu espírito provinciano, mas dá uma satisfação fudida saber que trabalho de tão alto nível está sendo feito no Rio.
Para ouvir Facing the Pain basta fazer o download na site: www.neutralis.net