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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ARISE! em novas redes sociais

O blog ARISE! possui novas redes sociais para interagir com o público, promotores e artistas. Somado ao nosso perfil no Twitter também temos agora perfil no Google+ e uma página no Facebook. Os links para as redes sociais estão disponíveis no lado direito da página do blog, na seção "Adicione-nos".

Links também abaixo:




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Links reestabelecidos

Desde que o ARISE! entrou no ar (agosto de 2007) muitos dos blogs e sites que compunham as nossas seções de links (a direita do monitor) estavam desatualizados. Gravadoras, produtoras, revistas, programas, sites e blogs nesse tempo todo que passou saíram de circulação; outros tantos novos entraram em cena. Por isso recentemente a seção de links do blog passou por uma limpeza geral, com a retirada de vários links e a inclusão de novos.

Aqueles blogs e sites que passaram por uma mudança de endereço, tiveram o novo endereço linkado no lugar do antigo. Todos aqueles que não são atualizados a algum tempo, mas que podem ainda podem representar algum interesse pelo material que encontra-se disponível neles tiveram o seu link mantido.

Abraços,
Artur Henriques.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Meu Blues Melancólico

Cena 2:

Durante alguns dias a música My Melancholy Blues da banda Queen não saía da minha cabeça. Seria devido à inacreditável interpretação do Freddie Mercury com sua voz privilegiada? Ou a bela melodia da música? Antes fossem meus queridos amigos leitores, na verdade a permanência das marteladas melódicas da música na minha mente deu-se devido às sensações de tristeza e melancolia (óbvio!) que essa música sempre me passou, ou melhor, o fato de essa música ter se transformado num gatilho mental, em que sempre que sentimentos desse tipo se abatem sobre mim eu instantaneamente me lembro da já referida música.

“E por que estaria um redator desse humilde blog sentindo tais coisas?”, irão pensar meus preocupados leitores. O sentimento de melancolia se abateu sobre mim de uma forma muito mais forte do que eu poderia prever quando ao conversar com meu distinto amigo Adam Alfred no Mackenzie por volta de Janeiro (era show da banda Black Bird) fiquei sabendo que nesse ano de 2009 não haverá mais shows da Tríade de Aço no Mackenzie, ou pelo menos serão muito poucos os shows produzidos por eles lá, praticamente caracterizando um abandono daquele espaço.

O motivo? Falta de comparecimento do publico. Que surpresa! Aff... O baixo comparecimento do público tornou-se ainda mais insuportável depois que mesmo apostando em nomes de relevância nacional (como Hangar e Claustrofobia), as coisas continuaram no mesmo marasmo de sempre.

Cena 1:

O nome do evento era Méier Metal Fest (isso já faz mais de 3 anos :céus!:), e devo dizer que eu ainda não era familiar com nenhuma das bandas que iam tocar no Mackenzie nesse dia (a saber: Prelludium, Traces, Death Mountain e Ocean Soul) e nem tinha uma visão muito positiva em relação a eventos underground, mas fui mesmo assim. Fui por que estava numa secura de shows e esse evento acabava por ser bastante conveniente devido ao fato de ocorrer perto de casa; e então uma coisa incrível aconteceu: eu gostei muito do que vi e ouvi! Nem me importei com o fato do público ser reduzido, e do calor infernal no interior do clube Mackenzie, só pude notar o bom desempenho das bandas e o cuidado que a equipe organizadora tinha. A qualidade da produção dos shows iria melhorar no decorrer do tempo, mas o cuidado e a dedicação já estavam lá...

Foi de certa forma enriquecedor, ver a evolução dos eventos realizados naquele espaço, com a melhora da produção, o aumento de público (a ponto de numa certa altura transformar o Mackenzie no POINT do HM na cidade), as primeiras empreitadas de trazer bandas de fora (Nervochaos, Tuatha de Dannan, Korzus), o primeiro Aliança Negra...

Enfim, até agora não ficou claro o porquê da repentina, súbita e mortal queda de público no ano de 2008. Teria sido saturação do público? Marketing contrário por parte de outros agentes da cena? Ou será que tudo aquilo que falam do público carioca seria verdade? Indago-me...

Cena 3

Estava eu conversando com um amigo de longa data (que também curte Heavy Metal) pelo MSN e resolvi comentar a respeito do fato de estar chateado pela ausência de shows de Metal dali pra frente no Mackenzie, esse meu amigo afirmou que não tinha problema, pois sempre poderíamos ir a shows no Circo Voador, Canecão, Citibank Hall, etc... Então eu retruquei dizendo que não era a mesma coisa, nisso meu amigo rebateu afirmando que de fato não era a mesma coisa, pois nesses lugares os shows são bem produzidos. Depois de ficar um tempo atordoado com essa resposta (ainda mais vindo de uma pessoa que eu respeito) a única coisa que eu pensei em dizer foi que os shows produzidos pela Tríade de Aço no Mackenzie não se distinguiam desses outros lugares só por serem mais simples, mas também pelo fato de que os eventos no Mackenzie sempre foram mais do que apenas shows, e sim verdadeiras confraternizações de pessoas, não era apenas um estoque de pessoas num espaço para verem as bandas. Isso sem contar o fato que uma cena não se faz apenas com mega-shows em lugares nobres...

Conheci muita gente freqüentando aquele espaço, pude trocar muitas idéias, e se não fosse pelo exemplo da Rio Metal Works e seus parceiros nunca teria pensado em colocar o blog ARISE! no ar, e acho que isso é o suficiente para demonstrar o quão importante foi aquela experiência para mim; aquilo lá me fez repensar a forma na qual eu me portava na cena. Se é que da para dizer que antes eu me portava de qualquer jeito que fosse.

Não foi sem motivo que nossa primeira entrevista tenha sido com a RMW... Na verdade, já algum tempo eu tenho para mim que o real problema das produtoras underground é justamente o de convencer pessoas como esse meu amigo. Fãs de Heavy Metal que não freqüentam a cena, e usam da mentalidade “não vi, não ouvi e não gostei” para justificar isso. Acredito que essas pessoas partem desse princípio devido aos longos anos em que os eventos underground eram amadores e mal produzidos. Algumas boas produtoras atuantes atualmente acabam pagando o pato por isso.

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Em tempo: para esse ano está confirmado no Mackenzie, sobre produção da Tríade de Aço (Rio Metal Works, Fashion Produções e Full Metal –substituindo a Rato no Rio-), o evento Metal Battle. E o Adam me disse que se eles forem fazer uma nova edição do festival Aliança Negra, será lá também, mas esse ainda não está confirmado.


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Agora a Tríade vai centralizar suas atividades no Clube Marlene (Campo dos Afonsos) e na Casa de Shows Século XXI (Campo Grande). Que se mostraram espaços menos onerosos em termos de produção e de melhor retorno financeiro (que o Mackenzie não estava mais proporcionando, pois o público presente nos últimos eventos não era suficiente para cobrir os custos que aquele espaço trazia para os produtores).

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Fica aqui expresso meu desejo de ver a Tríade dando a volta por cima e quem sabe um dia voltar a ocupar o espaço do Mackenzie novamente. Enquanto isso não ocorre, espero que algum produtor ligado ao gênero faça uso daquilo lá, e tenha melhor sorte.

Abraços,
Artur Henriques.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Passado, Presente e Futuro

“O crescimento do Metal nacional foi tal que ultrapassou até as fronteiras do Brasil. Levados para a Europa e para os EUA, os discos das bandas brasileiras causaram furor, merecendo destaque nas mais importantes revistas especializadas estrangeiras.”

Esse pequeno trecho reproduzido aí em cima poderia ter saído de qualquer uma dessas matérias de espírito memorialista/comemorativo, que sites e revistas especializados jogam em cima do público neste início de ano novo.

Afinal, esse trecho poderia estar se referindo muito bem a nomes como Tribuzy, Hangar, Mindflow, Shadowside, Torture Squad, Nevorchaos, Tuatha de Danann e Tempestt; que se juntam a nomes já consolidados como Shaman, Angra, Sepultura e Krisiun no disputado mercado dos países desenvolvidos.

Mas não meus amigos leitores (será que tem alguém lendo?), esse trecho é extraído da edição número 48 da extinta revista carioca METAL, publicado em 1988. No texto comemorativo (por Leonardo Pimentel) dos então 4 anos da revista se aponta as dificuldades, mas também o futuro promissor da então jovem cena Heavy Metal brazuca.

Deparei-me com essa edição da revista por acaso, numa daquelas descompromissadas buscas arqueológicas em que volta e meia eu me meto num sebo. Ao ver uma cópia dessa mitológica revista (da qual muito já tinha ouvido falar mas que não conhecia), fiquei impressionado como algumas coisas parecem ter mudado tão pouco ou quase nada.

A primeira coisa a chamar a atenção é essa perspectiva de jogar para o futuro esse El Dorado ainda a ser descoberto. Mas convenhamos, o que poderia ser mais brasileiro do que isso? Somos o eterno país do futuro, onde todas as nossas dificuldades e contradições um dia serão superadas num futuro meio próximo, meio distante.

Não deveria ser de se estranhar portanto que em 1988, com bandas como Sepultura, Dorsal Atlântica, Viper, Taurus e tantas outras de qualidade, o futuro glorioso parecesse bater a porta. Então o que dirá hoje em dia? Quando devido a enorme quantidade de lançamentos (com certeza em quantidade bastante superior à de 19 anos atrás) e a bem sucedidas investidas internacionais de alguns poucos nomes parecem fazer crer a algumas pessoas que o futuro do Brasil como um importante celeiro do Heavy Metal é apenas uma questão de tempo para se concretizar.

Mas de 1988 para cá as coisas não caminharam como a festiva matéria da combativa revista poderia levar alguém a crer na época. Claro, aqui não se trata apenas de olhar para a própria cena HM em busca de respostas para problemas que ultrapassam o nosso querido gênero musical. Levemos em conta a onda Grunge na década de 1990, e a onda New Metal e Emocore no início deste novo século. E em se tratando mais especificamente de nosso país não nos esqueçamos das crises econômicas (obrigado FHC!) e dos desastrados planos monetários (FHC tá em todas!).

Também não quero com essa despretensiosa reflexão dar a entender que seremos eternamente condenados à danação de ver o futuro glorioso sempre escapar de nossas mãos. Mas vale a pena pensarmos o do porque as coisas serem como são. Afinal, passou décadas e o Heavy Metal nacional ainda se encontra preso em guetos. O mesmo público que bate recorde na velocidade de venda de ingressos para ver o Iron Maiden em estádios é o mesmo público que condena o Korzus a tocar em média para menos de 600 pessoas. É difícil termos uma cena reconhecida internacionalmente quando os produtos advindos diretamente dela são relegados ao segundo plano...

Não tenho dúvidas de que o Brasil possui hoje um dos maiores mercados consumidores do gênero pesado no mundo. A forte mídia e gravadoras especializadas não me deixam mentir. Mas continuamos a ser predominantemente consumidores do que vem de fora! Ainda falta percorrer uma boa estrada para nos considerarmos um grande pólo criador.

Outra coisa que me preocupa é o ainda forte divisionismo que parece emperrar a nossa cena. Esse apartheid entre “trues” e “posers” já era diagnosticado (com preocupação) pelo jornalista Pimentel.

Abre aspas:

Nesse mesmo ano, porém, vimos nascer aquilo que mais prejudicaria este mesmo Heavy: o divisionismo. Foi no final desse ano (nota do blogueiro: 1985) que começamos a ouvir a expressão “false metal” com mais freqüência, geralmente da boca de garotos que pouco conheciam da história do Heavy, apesar dos esforços de METAL para divulgá-la.

Inicialmente, essa história de “false metal” era uma jogada comercial do Manowar, que se afirmava “a única banda de Heavy Metal da América”. Porém, a jogada acabou virando uma bomba que explodiu na mão do próprio Manowar, com as reações a seu último disco. No Brasil, essa conversa fiada acabou fazendo com que muitos garotos renegassem muitas das bandas que ouviam na véspera e segregassem quem tinha juízo bastante para não embarcar nessa canoa furada.

Fecha aspas.

O pior é constatarmos que esse preconceito apenas se intensificou com o tempo. Pois se antigamente existiam indivíduos que se arrogavam “trues” (muitas vezes se identificando com o Metal Tradicional, o Thrash e vertentes mais extremas), hoje vemos adolescentes e jovens adultos que começaram a ouvir Metal na segunda metade dos anos 1990 e no início do século XXI que se isolam no seu mundinho de Metal Melódico, Power Metal e (agora) Prog Metal.

Essa geração (da qual faço parte) talvez tenha uma das mentes mais fechadas e gosto mais sectário da história da cena, detentora de uma visão nublada pelo egocentrismo de achar que o Mundo começou ontem. Isso sem falar, dos “tiozões do Metal”, aquelas mesmas pessoas que em 1988 eram garotos pouco esclarecidos presos em suas próprias ignorâncias e pré-conceitos, e que agora velhos, continuam agindo da mesma forma. Também há aqueles que simplesmente não souberam (ou conseguiram) mudar junto com o mundo real. A esses, restou maldizer o gosto e as atitudes das gerações mais novas, numa atitude esclerosada e caduca que se limita a criticar qualquer coisa que cheire a “moderno”, e muitas vezes insistindo em relembrar um passado idílico que nunca existiu. Esses indivíduos não passam de fumaça que aos poucos vai se evanescendo. O pior é ver pessoas novas incorporando esse mesmo discurso morto...

Por último, mas não menos importante, destaco dessa matéria da METAL a reflexão do jornalista referente à forma como o gênero é retratado na grande mídia.

Abre aspas:

Aí veio o Rock in Rio. Seus organizadores, com uma visão melhor do rock no exterior, trouxeram nada menos que cinco bandas metálicas: Whitesnake, Scorpions, AC/DC, Ozzy Osbourne e o grande Iron Maiden. Tendo em METAL uma divulgação séria, que incluiu até equipamentos, os heavies iniciaram uma mobilização em todo o país para assistir a seus ídolos. Como não podia mais ignorá-los, a mídia tentou absorver os fãs de rock pesado. O termo “metaleiro”, até então usado normalmente pelos heavies (nota do blogueiro: grifo meu), foi massificado a um nível irritante, enquanto apareciam em todo lugar matérias e artigos tentando explicar às “pessoas normais”, porque “aqueles meninos se comportavam daquela maneira esquisita”.

Com o festival, METAL se afirmou entre os heavies. Em pouco tempo o número seis estava nas bancas, trazendo a única cobertura completa e especializada do Festival. Com entrevistas sérias, matérias detalhadas e fotos exclusivas, mostramos que o grande vitorioso tinha sido o Heavy Metal, pois seus apreciadores puderam mostrar e ver o quanto eram grandes. Parte da imprensa tradicional tentou reagir, chamando nossa cobertura de “trunfalismo metálico”, mas acabou afundando na própria falta de argumentos.

Fecha aspas.

Acredito que o quadro geral não mudou muito com o passar dos anos. Todos que se preocupam em ler para além da mídia especializada em HM sabem do que estou falando. Principalmente em publicações e sites que falam de música de maneira geral (ou rock de uma forma genérica) e nos cadernos culturais dos jornalões onde críticos musicais e jornalistas encastelados tentam dizer o que é “in” e o que é “out”, e são os grandes responsáveis por essa onda “indie” (que de independente pouco tem) que vem assolando uma parcela de nossa mídia. Filhos abandonados do pós-punk (os mais velhinhos) e do grunge (os não tão velhinhos) esse é o canto de cisne desses críticos. É claro, há as honrosas exceções, no momento me vem à mente (por exemplo) o Caderno B do Jornal do Brasil; não que o apoio ao gênero seja satisfatório nessa publicação, mas pelo menos quando ele aparece nas páginas do jornal não se dá de uma forma estereotipada e preconceituosa. O mesmo não se pode dizer do jornal O Globo...

Na televisão a situação é ainda pior. Aparecendo de forma muito esporádica em alguns poucos canais (como a MTV Brasil, Play TV e na Globo) o reduto heavy é mesmo o programa Stay Heavy no canal NGT.

Alguns podem pensar que o futuro da cena é garantido pela mídia especializada (fanzines, blogs, revistas e sites) mas tenho dúvidas da capacidade da cena continuar crescendo nesse formato. Acredito que se não formos capazes de ocupar novos espaços brevemente encontraremos um teto intransponível.

Pois é, enquanto grande parte desse nosso mundinho optou por comemorar as conquistas obtidas até agora, o blog Arise! preferiu refletir da forma inversa. Se pensarmos bem faz sentido agirmos dessa forma, pois este blog é um legítimo filho da cena carioca, e daqui é difícil enxergarmos (pelo menos ainda) esse mar de rosas que é anunciado a som de trombetas.

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Mas nem tudo é só amargura, para não dizer que eu não falei das flores, aqui vai uma boa notícia: estaremos publicando (mais cedo ou mais tarde) nossa primeira entrevista!

Batemos um papo ótimo com Adam e Felipe da Rio Metal Works e conversamos sobre os mais variados assuntos.

Também estaremos dando boas vindas a novos colaboradores (na semana que vem já estréia um).

Quem viver verá...

Abraços,

Artur Henriques.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Apenas o começo...

E eis que depois de infindáveis atrasos e incontáveis prorrogações, o “metal-blog(zine)” Arise! ganha a luz do dia.

Desde de que eu comecei a ouvir Heavy Metal há alguns anos atrás, eu não poderia imaginar que estaria hoje tentando montar um blog para tratar desse gênero musical ao lado de alguns amigos. Os caminhos da vida que me levaram até esse ponto e me inspiraram são um bom primeiro passo para esse primeiro editorial (que espero seja sucedido o mais breve possível por outros tantos).

Acredito que a primeira grande inspiração seja o coletivo Rio Metal Works. Quando comecei a ter contato com o trabalho desenvolvido por eles (que produzem constantemente shows no Méier e também mantendo um site destinado a divulgar a cena Hard´n´d Heavy carioca) eu não percebi o quão influenciado eu estava sendo, e paulatinamente fui me tornando cada vez mais fã deles. Mas, por outro lado, sempre fiquei com a sensação de que seria necessário um veículo carioca dedicado ao gênero, e que não se limitasse a falar apenas de bandas daqui, mas de qualquer parte do Brasil (e do mundo); e que também não estivesse atrelado ao peso de produções de shows, que com certeza necessita de grande atenção a quem se propõe a fazê-lo.

Logo depois acabei por ter contato com o trabalho desenvolvido pelo grupo de estudantes da faculdade de história da Universidade Federal Fluminense dedicados a criar uma revista feita por (e para) estudantes: “A Roda”. Insólito exemplo esse escolhido por mim para apontar como influência, não? Mas explico melhor: ao ter contato com a revista pude perceber uma das maiores filosofias de vida do século XXI mas que eu ainda não tinha percebido: “faça você mesmo”, não espere que outros tomem a iniciativa, tente contribuir também. E, mais do que isso, me ensinou o poder e a capacidade de conquistas que o trabalho coletivo pode propiciar, nos mais variados níveis.

E por último, e não menos importante, devo apontar o contato que eu passei a ter com o cenário Heavy Metal lusitano. Agora é que você não entendeu nada, né? Então me deixe explicar mais uma vez: através de meus parentes daquele lado de lá do Atlântico e de meus correspondentes, que eu possuo, passei a ter contato com a cena underground “além-mar” (sumariamente ignorada pela maior parte de nós aqui no Brasil) e notei algo interessante. É que lá, ao contrário daqui, proliferam os blogs (dos mais variados tipos) em detrimento dos sites. Enquanto aqui abundam sites (muitas vezes mal projetados e com raras atualizações) lá se cultiva uma grande quantidade de blogs (que eu diria apesar de simples são eficientes e atualizados com freqüência). Talvez a grande diferença da minha proposta para o que acontece em terras lusas é o fato de eu buscar uma ação coletiva, não um blog de um indivíduo apenas.

O curioso é que essas três referências têm um aspecto em comum: pequenos atos podem provocar grandes efeitos, e é nessa confluência de experiências que eu procuro localizar o blog “Arise!” (que por pouco não foi batizado de “Fireworks”...): uma proposta de ação coletiva, feita por amigos dedicada a falar sobre a cena Hard´n´d Heavy (em suas mais variadas vertentes) como também para gêneros musicais próximos (como o Punk Rock, o Hardcore e o rock progressivo).
As seções do blog serão criadas aos poucos e esperamos começar a publicar nossos primeiros artigos o mais rápido possível. Agora é correr contra o tempo perdido...

Abraços,
Artur Henriques