sábado, 19 de abril de 2008

Entrevista: Shadowside

O Shadowside é uma das bandas brasileiras mais globalizadas do momento. O grupo colhe grandes frutos desde 2005, ano do lançamento de seu debut. Entre eles, está a última turnê que rolou nos EUA na qual o sucesso e a força do grupo ficaram mais do que demonstrados.

Ainda esse ano o Shadowside volta à terra do nosso querido George Bush para participar
de um dos maiores festivais de rock do mundo, o Rocklahoma, além de outros eventos.

Recentemente, a banda (atualmente formada por: Dani Nolden -vocal-, Raphael Mattos -guitarra-, Fernando Peto -baixo-, Fabio Buitvidas -bateria-) se disponibilizou para dar entrevistas a veículos de mídia de todo o mundo. O ARISE! não poderia ficar de fora...

Introdução por Artur Henriques e Wesley Rodrigues
Entrevista por Artur Henriques, Carlos Gonçalves, Leonardo Coutinho e Wesley Rodrigues
Fotos cedidas pela própria banda


ARISE! O álbum Theatre of Shadows foi lançado em 2005. Explique como tem sido sua repercussão no Brasil e mundo afora.

Dani Nolden: A melhor possível! Algumas semanas antes do lançamento do disco, nós não tínhamos expectativas, apenas a esperança de que as pessoas que nos conheciam gostariam tanto do resultado final quanto nós gostamos, mas não poderíamos imaginar na dimensão que a coisa tomaria. As críticas foram incríveis e continuam sendo, a repercussão foi enorme e nosso nome acabou sendo espalhado pela Internet de tal forma que as coisas aconteceram rapidamente em um espaço muito curto de tempo. Apesar de já ser um lançamento relativamente antigo e ter sido gravado há quatro anos, ele ainda chama a atenção e não há recompensa melhor do que essa. Nós temos muito a agradecer a todos os fãs, afinal nada aconteceria sem eles e a todos que têm nos apoiado desde o início. Nós estamos extremamente felizes com tudo que o Theatre of Shadows nos trouxe e isso nos deu ainda mais energia para escrever o novo material.

ARISE! O Shadowside lançou o Theatre of Shadows aqui no Brasil pelo selo Seven Music (ligado à Universal Music). Como você avalia o resultado dessa parceria? E em relação a Chavis Records?

Dani Nolden: A parceria com a Seven / Universal Music nos abriu muitas portas e nos ajudou a chegar onde precisávamos naquele momento. O trabalho rendeu bons frutos e agora mudamos de gravadora no Brasil simplesmente por causa de uma proposta melhor da LCM, que é ligada a EMI e a SkyBlue. No exterior, estamos trabalhando com a Chavis Records e estamos extremamente satisfeitos com o que eles estão fazendo. É uma gravadora que faz o que a maioria não faz mais pelos artistas, eles buscam acordos de endorsement, marcam shows e buscam agentes em locais que eles não atingem, agem como um segundo management. Isso surpreendeu até mesmo nosso produtor Dave Schiffman, que disse que nenhuma gravadora faz isso atualmente. Eles realmente acreditam nos artistas que contratam, então a escolha óbvia foi continuar trabalhando com eles no próximo álbum.

Dani Nolden

ARISE! Como surgiu a oportunidade que permitiu à banda ir em turnê aos EUA?

Dani Nolden: Foi a Chavis Records quem fez isso acontecer, mas como não sabíamos qual seria a reação do público, decidimos fazer uma turnê relativamente curta, de um mês, para testar o mercado e ver como seríamos recebidos. O presidente da gravadora, Bill, esteve em um de nossos shows em Las Vegas e ficou muito contente com o que viu e nós ficamos surpresos e satisfeitos com o público durante toda a turnê. Foi maravilhoso ver pessoas cantando as músicas do Theatre e até mesmo do novo álbum, nós tocamos algumas músicas que estarão presentes no CD e depois de escutar o primeiro refrão, eles cantavam o segundo, foi muito divertido interagir com eles dessa forma. Tudo isso nos convenceu a fazer mais alguns shows e recebemos o convite para festivais importantes, como o Flight of the Valkyries, que teve a Doro como headliner no ano passado e este ano, seremos co-headliners ao lado dos canadenses do Unexpect, e o Rocklahoma, que é um dos maiores festivais de Rock do Mundo, talvez o maior, eles tiveram um público de mais de 100.000 pessoas no ano passado.

Raphael Mattos

ARISE! Que diferença você pode notar entre o público norte-americano e o brasileiro e qual é a perspectiva da banda em relação aos EUA levando em conta que é um mercado mais fechado para o Heavy Metal tradicional?

Dani Nolden: Bem, todos eles entendem todas as letras por lá, então não dá pra esconder erros! (risos). Aqui, a maioria dos fãs sabe do que estamos falando porque já leram as letras, mas em um show de abertura, muitos não sabem sobre o que você está cantando, o que torna tudo apenas sobre a música e a performance, mas lá a letra é algo extremamente importante e muitos deles vêm conversar sobre os temas após os shows, isso é algo interessante porque não estávamos acostumados a fazer. O público brasileiro grita muito, é apaixonado, mas o americano também reage de forma intensa quando ele conhece a banda. Quando não conhece, ele fica quieto e observa todo o show, mas se gostar, aplaude e depois te fala que gostou, compra o CD. O brasileiro quando gosta, demonstra rapidamente. Mas enquanto todos pensam que é um mercado fechado, como nós mesmos pensávamos, o Heavy Metal tem um público grande nos Estados Unidos e ansioso por shows.

Ultimamente, todas as bandas americanas querem ser o Pantera ou o Lamb of God. Pessoalmente, não tenho um problema com isso, mas muitas pessoas estão cansadas de tantos grupos soarem iguais, mais ou menos como acabou acontecendo com o Power Metal, poucas bandas se sobressaem porque a maioria soa igual. Isso gerou uma demanda enorme por bandas não necessariamente tradicionais, mas que tenham melodia aliada a peso, sem perder a energia e nós entramos exatamente aí. Nós imaginamos que seríamos exatamente como quase todas as bandas brasileiras, pensamos que nosso mercado era principalmente a Europa e o Japão, mas apesar de alguns países europeus e latino-americanos terem abraçado nossa música primeiro, como Portugal, Espanha, México e Argentina, os Estados Unidos abriram as portas para nós de uma forma que nunca aconteceu para uma banda de Hard Rock / Power Metal no Brasil. Isso abriu diversos mercados para nós, além de fazer os países que já nos observavam como os que citei antes prestarem ainda mais atenção a nós e nos darem muito mais espaço. Desde o lançamento do Theatre of Shadows na América do Norte, nós crescemos muito por lá e tentaremos ir o mais longe possível. A mídia mainstream norte-americana tentou acabar com o Heavy Metal e dizer que ele está morto, mas os fãs, não apenas nossos, mas do estilo, estão presentes para provar que ele está mais vivo que nunca.

Fernando Peto

ARISE! Nos shows, você acha que o público reage de forma diferente por você ser uma mulher?

Dani Nolden: Bem, é difícil responder a isso, porque eu nunca fui um homem para saber se me tratariam diferente (risos). Mas eu não acredito que a reação é diferente. Acho que é tudo sobre a música e a reação independe de sexo, depende de carisma, talento e dedicação.

Fabio Buitvidas

ARISE! Quais foram os motivos da saída do baixista Lucas De Santis e dos guitarristas Rick Slater e Bill Shadow? E como a banda chegou aos seus novos integrantes, Raphael Mattos (guitarra) e Fernando Peto (baixo)?

Dani Nolden: Bill simplesmente se cansou de trabalhar com música profissionalmente. Ele ainda é meu amigo, faz tempo que não conversamos mas foi uma separação completamente sem traumas. Ele seguiu o caminho dele, o que ele acredita que é melhor para ele e isso é a única coisa que importa. Muitas pessoas pensam que música é apenas diversão e apesar de ser muito divertido, também tem muito trabalho duro envolvido, muito estresse em turnês e gravações, afinal sempre acontece algum problema e ele não queria isso para a vida dele. Talvez algum dia ele vai decidir voltar para a música e se decidir, ele terá todo nosso apoio.

Ricky sempre foi uma incógnita para mim, ele sempre foi divertido, era legal estar no palco com ele, compor com ele, mas ele é muito reservado, ninguém sabia o que ele estava pensando. Esse foi um dos problemas, nós não sabíamos o que se passava na cabeça dele e isso gerou algumas discussões, é como estar em um relacionamento e não falar o que está incomodando, eventualmente aquilo vai se tornar maior e você vai deixar seu parceiro pensando que um problema é grande quando não é, se vocês tivessem apenas conversado sobre o assunto, tudo seria resolvido facilmente. Essa falta de comunicação junto com algumas diferenças sobre o rumo que a banda deveria tomar tornaram essa separação inevitável. Não tenho mágoas dele, mas nossas diferenças de personalidade ficaram ainda mais evidentes depois de tudo isso, porque nem voltamos a conversar, infelizmente. Não porque nos odiamos, ou algo assim, mas parece que nunca tivemos nada em comum. Porém se ele me procurasse ou se nós encontrássemos na rua, eu adoraria conversar com ele, ele foi importante para a banda e sempre rimos muito juntos. O único que saiu de forma diferente foi Lucas, que simplesmente deixou muito claro que não tinha a menor intenção de levar música a sério. Três semanas antes de um show, ele simplesmente sumiu e tivemos que encontrar um baixista substituto, felizmente conhecemos o Edu Simões (atual baixista da Metal Jam), que fez o show extremamente bem e não ficamos com ele na banda apenas porque ele já tinha compromissos com a banda de um amigo nosso. Se soubéssemos desde o início que as coisas seriam assim, ele não teria sido o escolhido para entrar na banda. Nós queremos um grupo firme, que esteja olhando sempre na mesma direção e é o que está acontecendo agora. Fernando veio por uma indicação de um amigo em comum e decidimos conhecê-lo tanto como pessoa quanto como músico. Ficamos impressionados logo de início com o talento dele e decidimos passar algum tempo tocando juntos para ver se nossas personalidades seriam compatíveis, afinal depois de todos esses problemas, não queríamos ter outra surpresa. Ele demonstrou ser exatamente o que precisávamos, hoje nós temos um baixista extremamente seguro e competente, além de ser uma boa pessoa, que é responsável, mas entende e tem o espírito de Rock e Metal. Raphael já era um conhecido de muitos anos, não nos conhecíamos bem, mas Bill já era amigo dele, então quando saiu, ele mesmo o indicou. Ele caiu como uma luva na banda, é técnico, mas tem uma pegada impressionante, uma presença de palco muito forte e é completamente maluco, então combina com todos nós (risos). Temos um time incrível, com uma química excelente e somos muito abertos um com o outro. Fábio e eu aprendemos muito com tudo que tivemos que passar desde o início das gravações do Theatre of Shadows, então sabemos bem como manter o grupo unido e sem brigas. Se algo acontecer no futuro, o que eu espero que não aconteça, será apenas caso alguém decida seguir por outro rumo musical. Claro que não podemos prever o que vai acontecer, mas não nos vejo tendo discussões sérias simplesmente, porque somos muito sinceros um com o outro e nos respeitamos muito.

ARISE! Comente um fato marcante nesse tempo de convívio da banda.

Dani Nolden: Acho que nada é mais marcante que as bobagens que são feitas... como durante uma das viagens da turnê americana, paramos para tomar um café na estrada e Fábio colocou o copo na porta da van. Acho que ele estava com tanta fome que fechou a porta, esquecendo que o café estava lá e espirrou café no carro todo. Não satisfeito com isso, ele abriu a porta, limpou tudo e fechou a porta de novo, repetindo o ciclo...(risos). Acho que nunca vou esquecer isso! Em relação a coisas sérias, foi maravilhoso, alguns dias após nosso retorno ao Brasil, ler um e-mail novamente do Fábio, perguntando quando teríamos mais shows, porque ele já estava com saudades de todos nós. Esse tipo de coisa não tem preço, a amizade que é construída, apesar de todas as dificuldades que existem no trabalho em grupo, é provavelmente a coisa mais preciosa que você pode ter como resultado de formar uma banda.

ARISE! Como foi a experiência de trabalhar com o produtor Dave Schiffman (System of a Down, Red Hot Chilli Peppers, Audioslave, Avenges Sevenfold e outros)?

Dani Nolden: Ele é muito competente. Não existe outra palavra para definir melhor o trabalho do Dave, isso já era óbvio antes mesmo de começar o trabalho, afinal a lista de artistas com quem ele já trabalhou é enorme e impressionante. Ele é perfeccionista, mas também muito preocupado em manter a energia do Rock. Desde o início, ele respeitou as características da banda, nós falamos que queríamos manter as melodies marcantes, o peso, a intensidade e ele extraiu de nós todo nosso melhor, o que nos ajudou a alcançar exatamente o que estávamos procurando. Ele é muito tranqüilo, procurou sempre deixar a banda confortável e sempre soube o que fazer para nos levar até nosso máximo no momento. O disco já está mixado e está sendo masterizado neste momento por Howie Weinberg, que já trabalhou com Aerosmith, Sepultura, Slayer, Metallica, Rammstein, entre muitos outros. Isso tudo tornou nosso trabalho muito mais fácil, afinal tivemos a certeza de que nossas idéias estão fielmente reproduzidas nesse álbum. Não tivemos limitações em relação ao que queríamos criar e acredito que as novas músicas chocarão muitas pessoas, de uma forma positiva. A banda amadureceu muito desde o Theatre of Shadows e estamos ainda mais ousados, tiramos tudo que não nos representava e fizemos um disco 100% Shadowside. Levamos o que já fazíamos ao extremo, com algumas partes ainda mais pesadas e algumas outras mais melódicas, já que todos já sabiam que eu sabia gritar, mas ninguém sabia que eu sabia cantar (risos). Fiz alguns gritos ainda mais agressivos, junto com riffs de guitarra violentos, mas algumas músicas e partes virão como uma surpresa enorme para muitos que nunca nos viram assim e nossos fãs ouvirão uma forma de minha voz que nunca ouviram antes, algo bem mais suave, mas não delicado demais. Porém também temos o que as pessoas gostavam antes, então acredito que é um material muito interessante tanto para nossos atuais fãs quanto para os novos.



ARISE! Vocês se dedicam integralmente à banda ou possuem empregos paralelos?

Dani Nolden: Todos nós somos músicos em tempo integral. Seria impossível ter um emprego comum e sair em turnê por três ou quatro meses, como faremos no meio do ano, já que estaremos nos Estados Unidos durante Julho e Agosto, na Europa em Setembro, e na América do Sul/Brasil a partir de Outubro. Quando temos tempo livre, entre gravações ou turnês da banda, fazemos outras coisas ligadas à música, como produções e shows com outras bandas. Eu estou começando a me envolver com desenvolvimento de bandas novas. Nós não sabemos fazer outra coisa, então não temos escolha, somos músicos ou morremos de fome (risos).



ARISE! Deixem um recado para os leitores do Arise!

Dani Nolden: Bem, eu espero que vocês tenham dores no pescoço por balançar demais a cabeça ouvindo Shadowside (risos)! As meninas talvez podem pedir uma massagem aos outros membros...(mais risos). Agradecemos ao Arise! pelo espaço e apoio e a todos os fãs pelo carinho e apoio durante toda nossa até agora curta, mas muito agitada carreira. Nos vemos em breve!

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Shadowside:

Site – http://www.shadowside.ws/
MySpace – http://www.myspace.com/shadowsideband
Perfil no Orkut - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16762492068105401106
Comunidade no Orkut - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=370515

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Notícias

O melhor intérprete de Queen da atualidade volta ao Rio de Janeiro!

JEFF SCOTT SOTO, ex-vocalista de bandas como Journey, Talisman e Malmsteen vem ao Brasil para prestar homenagem ao Queen! Todas as fases da banda estarão representadas nesse tributo que já teve registro em DVD (algumas músicas estão disponíveis no Youtube).
Divide a noite o cantor Jimi Jamison, ex- vocalista da banda Survivor, que ficou mundialmente famosa pela música Eye of the Tiger, do filme Rocky. Sua voz inconfundível vai estar novamente a serviço dos clássicos de sua ex- banda.

JEFF SCOTT SOTO E JIMI JAMISON
Dia 31/05
22 hs
Local: Bar do Tom - Rua Adalberto Ferreira, 32 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ

INGRESSOS: R$60,00 (preço promocional antecipado ou com carteira de estudante) ou R$120,00 na hora

Informações: 9858-1699

FSP anuncia Red Hot e Guns no Brasil ainda este ano

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Segundo a coluna da Mônica Bérgamo noticiou na edição de hoje (14/04) da Folha de São Paulo, estão confirmados apresentações do RED HOT CHILI PEPPERS e do GUNS N´ ROSES no Brasil, faltando definir as datas e os locais dos shows.

Resta saber se o tão sonhado "Chinese Democracy" sairá antes dessa turnê...

Músicas da trilha sonora do filme de Bruce Dickinson

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A "What Records" britânica lançará a trilha sonora de “Chemical Wedding” no dia 19 de maio. O filme foi escrito por Bruce Dickinson (vocalista do IRON MAIDEN) e Julian Doyle, editor do Monty Python que também cuidou da direção, e se trata, conforme o release, de uma extravagante obra gótica de ficção que se passa na faculdade Trinity, em Cambridge onde uma experiência dá errado, resultando na ressurreição do infame ocultista Aleister Crowley, que foi imortalizado pela cultura POP através do BEATLES, Jimmy Page e Ozzy Osbourne.

Segue abaixo o tracklist da trilha sonora, que traz duas músicas do Maiden e duas de Bruce:

01. Chemical Wedding - BRUCE DICKINSON
02. Hush Hush Here Comes the Bogie Man - HENRY HALL / VAL ROSING.
03. Fanlight Fanny - GEORGE FORMBY
04. Man of Sorrows - BRUCE DICKINSON
05. Wickerman - IRON MAIDEN
06. Can I Play With Madness - IRON MAIDEN
07. Separation - SKIN
08. Une Faune Apres Midi - DEBUSSY
09. The Alleluya Chorus - HANDLE
10. (Excerpt) Violin Concerto - MOZART.

Ouça MP3 do Darkager, produzido por vocal do Shaman

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A banda de power/thrash metal DARKAGER está finalizando seu novo álbum, intitulado "Silence Times Arrival". O CD conta com produção de Thiago Bianchi, vocalista do SHAMAN, que já finalizou a mixagem e está trabalhando na masterização do material.

Sobre as gravações o grupo comenta: "Estamos muito satisfeitos com o resultado final das gravações. O processo foi um pouco lento pois queriamos deixar as musicas exatamente como deveriam ser e foi isso que aconteceu. Trabalhamos juntos com o Thiago em busca dos melhores timbres para dar ao álbum o peso e a qualidade que buscávamos, e o resultado foi surpreendente. As músicas estão fortes e diretas e esperamos conquistar espaço no cenário e fazermos albuns cada vez melhores."

Em breve será lançado o novo website do grupo, assim como divulgação do track list e capa do CD, que está sendo finalizada. Enquanto isso o público pode conferir uma pré-master da música "Last Chance", que foi disponiblizada no MySpace da banda em www.myspace.com/darkagerband.

Darkane: título e nomes de faixas do novo disco

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Christopher Malström, da banda sueca DARKANE, emitiu o seguinte comunicado sobre a gravação do novo álbum:

“Decidimos chamar o álbum de 'Demonic Art', extraído do título de uma das músicas. As letras seguem o mesmo tema de ‘Organic Canvas’ (do nosso álbum anterior, 'Layers Of Lies'). Seguem outros títulos de faixas do álbum: 'Variations Of An Eye Crush' (Intro), 'Still In Progress', 'Leaving Existence', 'Execution 44', 'The Killing Of I', 'Sole Survivor', 'Absolution', 'Wrong Grave' (Instrumental), 'Wrath Connection' e 'Demigod'".

"Neste momento Peter (Wildoer – baterista) e Klas (Ideberg – guitarrista) estão mixando o novo álbum. Nós também temos ensaiado e nos preparado para a viagem a Chicago onde tocaremos no Powerfest dentro de algumas semanas. Se você mora nas redondezas não quererá perder! Vamos abrir para o Testament no dia 3 de maio e esta também será a primeira vez de Jens (Broman – vocalista) em solo americano".

Mötley Crüe lançará single no game "Rock Band"

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De acordo com a Reuters, MÖTLEY CRÜE vai se tornar a primeira banda a lançar um single no jogo “Rock Band”, disse o desenvolvedor do conhecido jogo.

"Saints of Los Angeles", o primeiro single do próximo disco do grupo, estará disponivel pra download por 99 centavos de dólar através da Microsoft Corp's Xbox Live Marketplace e na quinta-feira pela Sony Corp's PlayStation Store, disse a MTV Games.

“Rock Band” foi colocado à venda em novembro do ano passado, e agora tem mais de 80 faixas disponíveis para download, bem além das 58 do jogo original.

Mais detalhes no http://www.reuters.com/article/technologyNews/idUSN1441330920080415

Soulfly: título e data de lançamento do novo álbum

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"Conquer", novo trabalho do SOULFLY, chegará às lojas no próximo dia 29 de julho via Roadrunner Records. O álbum trará as participações especiais de David Vincent, frontman do MORBID ANGEL e Dave Peters, vocalista do THROWDOWN.

A atual formação da banda, além de seu líder Max Cavalera (guitarra e vocal) conta com Joe Nunez (bateria), Marc Rizzo (guitarrra) e Bobby Burns (baixo). Algumas músicas já tiveram seus nomes revelados, como 'Burndown', 'Enemy Ghost', 'Axis Of Wrath' e 'Blood, Fire, War, Hate'.

The Who: vídeo de banda cover com Gary Cherone

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Ao lado do irmão guitarrista Mark Cherone, o vocalista do EXTREME, Gary Cherone, montou uma banda-tributo ao THE WHO chamada SLIP KID. Abaixo, você confere um registro em vídeo do grupo – que traz ainda Paul Mangone (integrante original do EXTREME) no baixo, Dana Spellman (BLIND BY NOON) na bateria e Jeff Calder nos teclados – tocando a canção "The Real Me" no Hard Rock Café em Boston, Massachusetts.



O SLIP KID volta a se apresentar no próximo dia 25 de abril, na cidade de Arlington, Massachusetts. Para maiores informações sobre o projeto, basta acessar a página deles no MySpace: www.myspace.com/slipkidband.

Vale lembrar ainda que esta não é a primeira banda em homenagem ao THE WHO que Gary Cherone integra. Para três apresentações especiais em maio de 2006, ele era o vocalista do AMAZING JOURNEY, um supergrupo com as participações do baterista Mike Portnoy (DREAM THEATER), do guitarrista Paul Gilbert (MR. BIG, RACER X) e do baixista Billy Sheehan (MR. BIG, DAVID LEE ROTH). Eles, inclusive, chegaram a lançar um CD e DVD com o registro ao vivo da performance do dia 31 de maio, realizada no B.B. King Blues Club & Grill, em Nova York.

Faixas e lançamento de novo álbum do Judas Priest

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Finalmente os ingleses do JUDAS PRIEST revelam detalhes do seu novo álbum de estúdio, “Nostradamus”, cujo lançamento acontece no dia 17 de junho, via Epic, nos Estados Unidos e um dia antes no restante do mundo.

O trabalho será duplo e contará a história do polêmico profeta do século 16 Michel de Nostredame. Este será o primeiro álbum conceitual do JUDAS PRIEST, que foi gravado entre 2006 e 2007 no Old Smithy Studio, no Reino Unido. “Fazer o ‘Nostradamus’ foi uma experiência inédita para o JUDAS PRIEST”, disse o vocalista Rob Halford à revista estadunidense Billboard. “A vida dele já é bem documentada, então apenas pegamos os pedaços mais significantes de sua vida e, com a emoção certa, criamos as músicas e letras que combinassem com tudo”, reiterou.

As faixas que integrarão Nostradamus são:

01. Dawn of Creation *
02. Prophecy
03. Awakening *
04. Revelations
05. The Four Horsemen *
06. War
07. Sands of Time *
08. Pestilence And Plague
09. Death
10. Peace *
11. Conquest
12. Lost Love
13. Persecution
14. Solitude *
15. Exiled
16. Alone
17. Shadows In the Flame *
18. Visions
19. Hope *
20. New Beginnings
21. Calm Before the Storm *
22. Nostradamus
23. Future Of Mankind

* faixas instrumentais que servem de introdução à principal.

Azul Music relança dois discos de Steve Vai

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A gravadora Azul Music está relançando duas preciosidades da discografia de STEVE VAI, considerado o melhor guitarrista de rock do mundo: “Flex-Able”, primeiro álbum solo do artista, e “The Elusive Light and Sound Vol. 1”, com suas trilhas para o cinema.

“Flex-Able”, de 1984, marcou a estréia de Vai em disco. Seu lendário virtuosismo é aqui temperado com influências de FRANK ZAPPA, um de seus maiores ídolos, e JOE SATRIANI, com quem criou o aclamado projeto G3 e seu primeiro professor de guitarra. Os fãs do instrumento vão vibrar com faixas como “Little Green Man” e “The Attitude Song”, posteriormente incluída no CD duplo “Sound Theories” (2007), quando foi indicada ao Grammy de “melhor performance instrumental de rock”. Um álbum histórico, verdadeiro ítem de colecionador.

Já “The Elusive Light and Sound Vol. 1”, lançado em 2002 nos Estados Unidos, deu início a um projeto cujo enfoque são os trabalhos de STEVE VAI para o cinema, teatro e televisão, faceta pouco conhecida, mas não menos brilhante, do guitarrista.

É o caso de “Crossroads - A Encruzilhada”, no Brasil - filme de 1986, dirigido por Walter Hill, no qual Vai participou da trilha em parceria com RY COODER, e também atuou no papel de Jack Butler, guitarrista do Diabo cujo duelo com o protagonista (faixa “Head-Cuttin’ Duel”) é inesquecível.

Outros filmes representados no CD incluem Bill & Ted’s Bogus Journey (Dois Loucos no Tempo, 1991), comédia com Keanu Reeves da qual ouvimos “Girls Mature Faster Than Guys” e Encino Man (O Homem da Califórnia, 1992), mais uma comédia, mais um ótimo trabalho de Vai.

Há ainda uma faixa intitulada “Love Blood”, inspirada pelo livro Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, e composta antes que a história fosse adaptada para a tela com Tom Cruise, Brad Pitt e música original de Elliot Goldenthal.

“The Elusive Light and Sound Vol. 1” demonstra que, mesmo subordinado às peculiares exigências do cinema, como adequação ao ritmo da montagem, STEVE VAI produz música de grande valor, rock’n’ roll instrumental da melhor qualidade.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Entrevista: Dr. Sin

Por causa da passagem dos caras do Dr. Sin pelo Rio de Janeiro, o ARISE! decidiu fazer uma entrevista com esse que é um dos maiores grupos do rock brasileiro, uma banda que já tendo atingindo a marca de 8 álbuns lançados e de cerca de 15 anos de carreira deveria ter lugar de destaque entre os figurões do mainstream mundial.

Como as perguntas foram enviadas logo depois da já referida passagem pelo Rio, não poderíamos deixar de indagar sobre as condições de trabalho que muitas vezes a banda é submetida. Também perguntamos sobre as expectativas da banda referente ao Metal Battle. Isso e outras coisas vocês conferem a seguir:

Por Artur Henriques e Wesley Rodrigues
Fotos retiradas do site do Dr. Sin, feitas por Andria Busic, Ivan Busic e Ricardo Zupa


ARISE! O que a banda achou do último show no Rio de Janeiro?

ANDRIA - Foi muito bom ter contato com o publico do Rio mais uma vez, alias sempre é.
Foi uma pena que as condições do show eram precárias. Fora isso, foi demais.



ARISE! Como a banda avalia as produções dos shows que faz Brasil afora? Vocês acham que existe carência de infra-estrutura na maior parte dos shows?

ANDRIA- É como eu disse antes, muitas vezes mesmo estando em contrato, os contratantes não cumprem com o estipulado. Então, quando chegamos ao local do show, percebemos que não há quase nenhuma divulgação, além da internet e as exigências mínimas, como som e luz também não são respeitados, porém, se fossemos muito exigentes, quem pagaria, com certeza, seria o publico que não tem nada com isso e só está lá para curtir o show da banda.A falta de infra-estrutura se deve na maioria das vezes a dois fatores:

Primeiro é o simples fato de o contratante ser realmente inexperiente e não saber o que está fazendo.

E o segundo se deve ao fato de o contratante ser realmente mal intencionado e achar que pode ganhar dinheiro fácil e não investir nada no show. Com isso pensa que vai ter um lucro sem gastos.

ARISE! Como se deu o contato que permitiu a inclusão da música "Think it Over" na novela "Amor e Intrigas"? Qual foi a repercussão disso?

IVAN - Os diretores conhecem nosso trabalho e também temos um contato bom por termos produzido algumas músicas que já fizeram parte de novelas anteriormente. A repercussão é sempre boa, pois alcançamos um público totalmente novo e com isso expandimos nossos horizontes.



ARISE! O Dr. Sin ainda não teve o reconhecimento merecido no estrangeiro. O que vocês pensam sobre isso?Vocês acham que uma possível vitória no Wacken Metal Battle vai ajudar nesse sentido?

EDU - È muito difícil falar sobre isso, porque nunca achamos que é o suficiente, isso é uma coisa do ser humano, estar descontente e sempre querer mais.

Qualquer coisa que aconteça de bom para a banda, é claro que ajuda e muito e o Wacken não é exceção.



ARISE! Como foi o acordo com a gravadora que permitiu a criação de uma versão de Bravo que está sendo comercializada a R$ 5?

ANDRIA - Nós sempre estamos procurando um jeito de minimizar com a pirataria dos nossos produtos, por isso tivemos a idéia, junto com a gravadora, de fazer o mesmo CD cheio com uma capa bem simples por um preço que nem mesmo o pirata bateria e assim os nossos fãs tem acesso a um produto original e com qualidade por um preço justo.

ARISE! Como foi trabalhar com a Warner no começo da década de 90? Trabalhar com uma gravadora grande de fato foi mais rentável?

IVAN - Foi muito bom, porém naquela época era uma outra realidade, o CD estava começando a aparecer e a pirataria não era como hoje, então não há como nós compararmos nada que acontece hoje com aquela época.

ARISE! Por que não deu certo o plano de relançar a discografia pela Warner?

EDU - Na verdade, o primeiro CD “DR SIN” já foi relançado duas vezes e se esgotou em ambas. Agora estamos para negociar um outro relançamento para que nossos fãs possam ter o primeiro CD a disposição.

Quanto ao restante da discografia, nós preferimos apenas fazer uma distribuição, pois é mais fácil de se controlar a situação.



ARISE! Como vocês avaliam o trabalho da Dynamo? A divulgação de Bravo na América Latina vai gerar uma tour pelo continente?

ANDRIA - O trabalho da gravadora tem sido satisfatório, quanto a uma tour pela América Latina já é um pouco complicado, pois como já disse antes o problema sempre é quanto às condições que nos oferecem, não é fácil você sair para tocar fora de seu país com condições, no mínimo, duvidáveis.

ARISE! Depois do Brasil, em qual país o Dr. Sin é mais forte?

EDU – México e Japão.

ARISE! Deixe um recado para os leitores do ARISE!

IVAN - Ouçam música pelo sentimento e não por imposições de moda e mídia. Grande abraço e Muito Rock´n Roll.

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Dr. Sin:

Site - http://www.drsin.com.br/
http://www.drsinonline.com.br/

MySpace – http://www.myspace.com/drsinofficial

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Notícias

Roça´n´Roll anuncia novidades

A décima edição do festival mineiro Roça'n'Roll será marcada por grandes apresentações. Para este ano o evento contará com grandes nomes do cenário rock e do metal nacional.

Deventter, Voodoo Shyne, Baranga foram as primeiras bandas confirmadas para o evento.

Além das atrações principais Velhas Virgens e Korzus, o festival ainda contará com a participação especial de Martin Walkyier, ex-vocal do Skyclad que se apresentará em conjunto com os mineiros do Tuatha de Danann.

Nas últimas semanas a produção do evento promoveu um concurso para eleger o desenho que ilustrará a edição de 2008 do festival, o vencedor foi anunciado no último dia 06 e em breve a arte estará estampada no material de divulgação.

Workshops também rolarão e nos próximos dias a produção do festival divulgará a lista de atividades planejadas para o evento.

O Roça´n´Roll está programado para o dia 14 de Junho, em Varginha, na Fazenda Estrela (Varginha / Monsenhor Paulo – Km 2).

Mais informações: http://www.rocainroll.com
Email: imprensa@rocainroll.com
Myspace: http://www.myspace.com/rocanrollfestival

"O Mutantes acordou", diz guitarrista Sérgio Dias

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Em mais uma entrevista, desta vez ao G1, o guitarrista Sérgio Dias fala sobre a nova fase da banda, que será marcada pelo lançamento do primeiro disco de inéditas em mais de 30 anos, sendo que uma faixa, chamada "Mutantes depois", será lançada primeiro na internet.

Com a saída de Arnaldo Baptista e Zélia Duncan, o grupo passou a consistir, além de Sérgio, em Dinho Leme na bateria, Simone Soul na percussão, Henrique Peters nos teclados, flauta doce e vocais, Vitor Trida nos teclados, flautas, viola, cello e vocal e Vinícius Junqueira no baixo. E o novo álbum conta ainda com a participação especial de Tom Zé e do músico norte-americano Devendra Banhart.

Leia a entrevista completa no G1.

Sepultura: vídeo da banda ensaiando novas músicas

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O SEPULTURA disponibilizou em sua página oficial no MySpace vídeos onde a banda ensaia uma música do novo álbum. De acordo com o comunicado, o grupo entrará em estúdio no próximo mês, com lançamento do álbum previsto para outubro.

Ainda sem batismo oficial, o novo álbum também será conceitual, desta vez baseado em “Laranja Mecânica”, livro escrito por Anthony Burgess em 1962 e que geraria o genial e subversivo filme de Stanley Kubrick. "Vamos escrever nossa trilha sonora para esta história, e a vida de Burgess será uma inspiração para música, letras e arte”, disse anteriormente o guitarrista Andreas Kisser.

Confira os vídeos neste link.

Jeff Healey: Jack Bruce e Ian Gillan em show

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Randy Bachman, Colin James, David Wilcox e Alannah Myles estão entre os artistas que vão celebrar a vida do legendário guitarrista JEFF HEALEY no próximo mês.

A banda de Jeff, JAZZ WIZARDS, vai abrir o show dia 3 de maio, que também vai exibir o ex-vocalista e baixista do CREAM, Jack Bruce e Ian Gillan do DEEP PURPLE. Será o primeiro de dois shows que acontecerão em memória do músico, que morreu mês passado depois de uma longa batalha contra o câncer.

O segundo evento, que vai acontecer na noite seguinte, vai celebrar as realizações de Healey no mundo clássico do jazz. Entre os músicos presentes, estarão MARTY GROSZ, BRAD KAYE e VINCE GIORDANO.

A esposa de Healey, Cristie - que ajudou a organizar os shows - disse que ficou tocada pela quantidade de apoio da comunidade musical. "Isto tem sido uma grande lembrança para a família e o círculo de amigos próximos de Jeff, de quantas pessoas foram tocadas por Jeff e sua música. Eu acho que juntamos uma coleção incrível de talento, e criamos dois shows que Jeff amaria", disse. "Os shows possibilitarão a seus amigos e fãs fazer tributo à sua memória, e apoiar uma causa que era tão importante para Jeff".

A renda dos shows irá para uma entidade que cuida de pacientes de câncer, Daisy's Eye Cancer Fund e para o fundo da família Healey.

O evento de 3 de maio vai acontecer no Sound Academy, antigo The Docks. O bar de Jeff Healey, Roadhouse, será o palco na noite seguinte. Tickets para ambos os shows estarão à venda a partir de hoje, sexta-feira, 11 de abril.

Opeth: detalhes sobre edição especial de "Watershed"

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O novo trabalho do OPETH, “Watershed”, será lançado dia 3 de junho na América do Norte (um dia antes do resto do mundo) via Roadrunner Records. O disco terá 3 versões, uma normal e uma edição para colecionadores com CD/DVD e uma edição em vinil.

A versão CD/DVD inclui 3 faixas bonus – “Bridge Of Sights” do disco com o mesmo título de ROBIN TROWER, “Den Ständiga Resan” (significa "A Jornada Constante", cantada em sueco) de Marie Fredriksson (ex vocalista do Roxette) e “Would”, do ALICE IN CHAINS – o disco conta com sistema de som 5.1, com conteúdo bastante extenso de vídeo e uma capa exclusiva. A edição limitada em vinil duplo traz uma faixa bônus, pôster exclusivo e arte gráfica expandida.

“Watershed” foi gravado no estúdio Fascination Street em Örebro, Suécia, entre 1º de novembro e 13 de dezembro de 2007. Gravações adicionais foram feitas entre 3 e 7 de janeiro de 2008. O álbum foi produzido por Jens Bogren e Mikael Åkerfeldt.

Mikael Åkerfeldt diz: “Eu trabalhei bastante com essas músicas durante um bom tempo e tenho escutado-as um zilhão de vezes e ainda não as odeio! O álbum soa excelente e eu acho que consigo nos ouvir evoluindo conforme o disco vai sendo tocado. Ele está nos levando musicalmente a algum lugar que eu ainda não sei. É muito excitante e eu não consigo me lembrar de ter jamais me divertido tanto gravando um disco".

Sirenia anuncia nova vocalista: veja foto e vídeo

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O SIRENIA, banda liderada por Morten Veland, ex-TRISTANIA, anunciou que já encontrou uma nova vocalista para ocupar a vaga deixada por Monika Pedersen, que deixou o grupo em novembro do ano passado por "diferenças musicais".

Conforme a nota, mais de 500 candidatas enviaram material, e a escolhida foi Ailyn, nascida em 1982 em Barcelona e atualmente radicada em Granada, na Espanha.

Veja abaixo um vídeo da vocalista no "El Factor X":



Megadeth: confirmados os show do Brasil?

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Segundo o site da Ticketmaster, os shows do MEGADETH estão confirmados para dia 06/06/2008, uma sexta feira, com preços que variam de R$ 80,00 a R$ 200,00 em São Paulo e no Rio de Janeiro para dia 07/06/2008 com preços que vão de R$ 55,00 (idosos e estudantes) até R$ 200,00.

Na área Killing Road no site oficial do MEGADETH, não consta ainda nenhum dos shows além dos já anunciados. Continuamos a aguardar a confirmação no site oficial, voltaremos a informar.

Blaze Bayley: capa e nomes das faixas de novo álbum

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Esta é a capa de "The Man Who Would Not Die", novo trabalho do vocalista BLAZE BAYLEY:



Previsto para sair em 7 de julho, o disco traz as seguintes músicas:

01. The Man Who Would Not Die
02. Blackmailer
03. Smile Back At Death
04. While You Were Gone
05. Samurai
06. A Crack In The System
07. Robot
08. At The End Of The Day
09. Waiting For My Life To Begin
10. Voices From The Past
11. The Truth Is One
12. Serpent Hearted Man.

Aaron Guerra não está fora do Tourniquet

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Há alguns dias foi anunciada a saída de Aaron Guerra do TOURNIQUET, porém, tudo não passou de uma brincadeira de 1º de abril. Luke Easter postou a seguinte mensagem no fórum do site oficial da banda:

"Como vocês provavelmente já devem estar sabendo, Aaron postou uma mensagem dizendo que havia deixado de ser nosso guitarrista. Posteriormente, verificou-se um alto grau de discussão, aqui e em outros fóruns, a respeito da sua saída. E nenhum de vocês parou para pensar que talvez estivessem sendo zoados. Bem, vocês estavam. Feliz Primeiro de Abril(...) A longo e a curto prazo a notícia é essa: Aaron não está saindo. Ele continua a ser o nosso amigo e nosso guitarrista. Ele tocará no próximo álbum, e se apresentará conosco neste verão. Mas por qual motivo soltaram esta notícia tão cedo [nota: ela havia sido publicada em 28 de março]. É que nós achamos que seria mais divertido e mais surpreendente soltá-la antes do dia 1º de abril".

Gus Monsanto é o novo vocalista do Takara

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O TAKARA oficialmente anuncia a entrada de seu novo vocalista, o brasileiro Gus Monsanto, ex-ADAGIO. O novo disco da banda está sendo gravado em Los Angeles, no estudio Big Sweden. Além de Gus, estão na banda o guitarista e fundador da banda, Neal Grusky, a cozinha da banda de YNGWIE MALMSTEEN, Bjorn Englen (baixo) e Patrick Johannson (bateria) além do tecladista Brook Hansen. Além desse disco, a ser lançado ainda em 2008, existem planos para a gravação de um CD/DVD "Best of" ao vivo. Demos inéditas de 1988 também deverão ser oficialmente lançadas. O novo CD contará com uma regravação da musica "Spotlight", do seu CD de estréia, "Eternal Faith". Para maiores informações, visite www.myspace.com/takararocks ou www.takararocks.com.

Diz Gus: "Isso é oficial: estarei indo logo para Los Angeles terminar os vocais do disco novo do Takara. Acompanho a trajetoria da banda a muitos anos e me orgulha terem me escolhido pra esse lugar, que era do grande Jeff Scott Soto. Estive com Jeff ha pouco tempo e ele me deu a maior força sobre entrar na banda. Também estive com Patrick, quando recentemente esteve no Brasil e nos divertimos muito juntos. Neste momento, estou no meu estudio terminando as letras e melodias para esse novo disco. Estarei dando notícias sobre o progresso em www.myspace.com/gusmonsanto2 e http://gusmonsanto.blogspot.com".

domingo, 13 de abril de 2008

Notícias da Semana

“True Norwegian Black Metal”: livro retrata Black Metal norueguês: O fotografo norte-americano Pete Beste passou sete anos registrando imagens de integrantes de grupos Black Metal e seguidores do estilo na gélida Noruega. O resultado desse trabalho será lançado nos Estados Unidos em 15 de maio pela editora Vice Books.

O livro, chamado “True Norwegian Black Metal”, traz entrevistas com Frost (1349), Abbath (Immortal), Fenriz (Darkthrone) e Gaahl (Gorgoroth). São 160 páginas com fotografias de shows, com performances polêmicas e integrantes de bandas como Darkthrone, Mayhem, Carpathian Forest, Dimmu Borgir, Satyricon, Enslaved, Emperor e outras.

Beste conseguiu se inserir dentro dos círculos privados de integrantes desses grupos, conseguindo fotos inclusive do dia-a-dia desses personagens. Algumas das fotos chegam a impressionar, como as cabeças de bodes decepadas que decoram o palco do Gorgoroth em um show na Polônia.

O site oficial do fotografo é www.peterbeste.com. Para ver algumas fotos basta clicar no ‘link’ “True Norwegian Black Metal”. (Fonte: Rock Online)



André Matos em série de apresentações acústicas este mês: O vocalista André Matos fará três apresentações acústicas este mês em uma série de ‘pocket shows’ na Livraria Saraiva. Matos está em turnê de divulgação de seu primeiro álbum solo, “Time to be Free”, lançado no ano passado.

Matos tem agendado três shows acústicos. No dia 13, próximo domingo, o vocalista se apresentará na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, em Campinas/SP, às 18h30. Na sexta-feira da próxima semana, 18, a apresentação será na Saraiva do Shopping Morumbi, em São Paulo/SP, a partir das 19h30. A última apresentação da série será na Saraiva do Shopping Salvador, na capital baiana, no dia 26, às 15h00. A entrada em todos os eventos é gratuita.

Além desses shows acústicos, André Matos fará um show no dia 27 de abril na Concha Acústica do TCA, em Salvador, às 17h00. Os ingressos para esta apresentação custam R$ 20,00. (Fonte: Rock Online)



Livro sobre os Rolling Stones, escrito por brasileiros, chega este mês às lojas: Um jornalista e um biólogo uniram suas paixões pelos Rolling Stones e escreveram o livro “Sexo, Drogas e Rolling Stones - Histórias da banda que se recusa a morrer”. José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues estão lançando pela Editora Agir a mais extensa publicação escrita no Brasil sobre a lendária banda inglesa.

A obra é um mistura de biografia e almanaque, trazendo dados históricos do grupo e de seus integrantes, além de curiosidades que sempre permearam a trajetória do grupo. Um ponto que diferencia este livro dos outros tantos já escritos sobre o grupo é o foco na relação de seus integrantes com o Brasil, contando desde as primeiras visitas de Mick Jagger, como simples turista, em 1968, até o gigantesco espetáculo na praia de Copacabana, no Rio, em 2006.

O livro traz fotografias, recortes de jornais, resenhas de discos, trechos de entrevistas e muitas curiosidades. (Fonte: Rock Online)



Paradise Lost anuncia lançamento de DVD ao vivo: A banda britânica Paradise Lost lançará em maio um DVD contendo o registro de um show realizado em 12 de abril do ano passado em um clube londrino chamado Koko. O DVD, batizado “The Anatomy of Melancholy”, trará o show na íntegra e material extra como entrevista com os músicos, depoimentos de fãs que lotaram o local, um pequeno documentário sobre a turnê e videoclipes.

O show foi realizado uma semana antes do lançamento do novo álbum, “In Requiem”, e além de faixas desse disco, traz músicas que o grupo não tocava há muito tempo como “Gothic” e “Eternal”, ambas do álbum “Gothic”, de 1991. O show foi filmado por Paul Green da Dash Productions, que já trabalhou com Opeth e The Damned, entre outros.

O lançamento de “The Anatomy of Melancholy”faz parte das comemorações pelos 20 anos da banda. Abaixo o conteúdo do DVD:

* Live at the Koko:
01. Intro
02. The Enemy
03. Grey
04. Erased
05. Red Shift
06. So Much is Lost
07. Sweetness
08. Praise Lamented Shade
09. Pity The Sadness
10. Forever Failure
11. Once Solemn
12. As I Die
13. Embers Fire
14. Mouth
15. No Celebration
16. Eternal
17. True Belief
18. One Second
19. The Last Time
20. Gothic
21. Say Just Words

* Interview with Paradise Lost
* Fans at the Koko
* Lost In Europe (2007 tour report)

* Promo videos:
01. The Enemy
02. Praise Lamented Shade
03. Over The Madness - documentary trailer (Fonte: Rock Online)

sábado, 12 de abril de 2008

Entrevista: Gunpowder

Entrevista por: Artur Henriques, Carlos Gonçalves, Leonardo Coutinho e Wesley Rodrigues.

Texto Introdutório por Artur Henriques

Edição por Wesley Rodrigues.

Imagens de divulgação cedidas pela própria banda, exceto a quinta imagem por Caroline Lucena


Após a primeira experiência (que considero ter sido bem sucedida) do blog ARISE! em entrevistar Adam Alfred e Felipe Lameira (ambos da Rio Metal Works, mas vocês sabem disso não é mesmo leitores assíduos?) nós começamos a planejar os próximos passos a serem dados pelo blog.

Com isso veio a grande questão: como decidir quem deveria ser o próximo entrevistado? Começar nossa seção de entrevista com a RMW era algo natural e óbvio (como ficou bem claro na própria entrevista feita com eles), já em relação à segunda entrevista a resposta parecia ser menos clara.

Uma miríade de nomes apareceu em nossas conversas internas e optamos pelo nome da banda Gunpowder por uma série de motivos, o pricipal foi com certeza a qualidade apresentada no álbum de estréia da banda, que nos impressionou.

Espero que os leitores curtam ler essa entrevista (a primeira cedida pela banda!) tanto quanto nós curtimos fazê-la. Acredito que atingimos não só o objetivo de ajudar a divulgar essa ótima banda com a entrevista como também ganhamos um grande (no sentido mais que figurado) amigo. Com vocês o carismático Lucian Vaskcellus (vocalista, guitarrista, fundador e líder da banda Gunpowder):



ARISE! Quais foram as bandas em que você atuou anteriormente?

Lucian: Antes do Gunpowder, nenhuma. É que o Gunpowder parou e aí é que eu fui para outras bandas. Foi o Stahlwaren, Infinity e Helloween is the Law (que é uma banda cover de Helloween). Acho que só. Se eu esqueci de alguma é porque foi uma passagem rápida.

ARISE! Como se deu o processo de formação do Gunpowder e como você chegou ao line-up atual? Na época da gravação, a mesma pessoa gravou o baixo e teclado. Depois vocês tiveram uma pessoa para cada função...

Lucian: Na época da gravação, o Daniel tocava teclado e baixo. Mas agora o Daniel está só no teclado. O baixista que acabou de entrar é o Lucas Amaya. É que o Moisés teve uns problemas e teve que sair. Já a bateria ficou a cargo de Mário Ruas nosso atual baterista.

ARISE!Como você chegou a essas pessoas?

Lucian: Essa formação seria o Gunpowder 3. Essa em particular veio porque os outros integrantes estavam parando de tocar e deixando a música. Nesse tempo, eu recebi convites de algumas bandas, inclusive o Hasgard onde estava Mario Ruas. E fui conhecendo os outros integrantes por intermédio de amigos. E aí eu conheci esses três e a gente fechou com essa formação. O Gunpowder parou em 99 e só voltou em 2002. Em 2005, comecei do zero e fechei com essa formação.

da esquerda para direita: Mário Ruas (bateria), Lucian Vaskcellus e Daniel Del Castro (baixo e teclado)

ARISE! De onde veio a inspiração para o nome da banda?

Lucian: Eu gosto de coisas relacionadas a armas. E o Gunpowder fala de política e guerra. Quando eu estava procurando um nome, eu pensava algo em torno de weapon ou gun e aí vi que Gunpowder é um nome forte.

ARISE! Uma vez li numa entrevista o Mike Portnoy dizendo que ele sempre soube que o Dream Theater seria uma banda que enfrentaria dificuldade de aceitação por alguns indivíduos, pois segundo ele, o Dream Theater “é Progressivo demais para os fãs de Heavy Metal, e pesado demais para os fãs de Progressivo”. Você não acha que isso também pode ocorrer com o Gunpowder, já que vocês parecem querer fazer uma fusão entre Progressivo, Power Metal e Thrash Metal?

Lucian: Eu vejo de outra forma. Nós somos um pouco Power, Thrash e progressivo porque eu gosto muito dessas coisas. Eu não vejo que isso seja um problema porque eu posso agradar a todos os fãs desses estilos. Se a coisa for bem feita, é claro. Mas tem sempre aqueles fãs mais radicais. O cara de progressivo vai achar muito pesado. O cara de Thrash vai achar muito quebrado. Mas eu tentei achar um equilíbrio ali.

ARISE! O Gunpowder parece ter uma veia política bastante forte. Em que consiste a abordagem das letras das músicas?

Lucian: Esse álbum é conceitual. Ele é o part I, ou seja, ele é o começo de uma história. São os acontecimentos próximos do atentado do World Trade Center. Ele começa contando as origens do conflito Ocidente x Oriente, que é um conflito religioso e político. Ou seja, trata de temas atuais.

ARISE! Tem algum tipo de mensagem?

Lucian: Não. Em uma guerra, a versão que sempre fica é a do vencedor. E o que eu tentei através das letras é uma imparcialidade. Não é nem defender o lado do árabe fanático nem do político ganancioso norte-americano. Eu tento mostrar o que realmente eu vi, sem tomar algum partido.

ARISE! O Gunpowder pretende mudar esse tipo de abordagem ou essa coisa política é intrínseca à banda?

Lucian: Acho difícil mudar. Se eu fosse fazer algo fora disso, eu faria em outra banda. Algo como amor, ou festinhas de Hard Rock...

ARISE! Ou algo como dragões? (risos)

Lucian: Dragões, não. Pelo amor de Deus! (risos) Eu não sou europeu! (risos)

ARISE! O Gunpowder pretende então abordar só política. Mas é sempre passando pela guerra?

Lucian: Não. É mais política do que guerra. A guerra é mais uma conseqüência dessas políticas extremistas.

ARISE! Você tem alguma visão política específica?

Lucian: Hoje em dia, esquerda e direita estão de mãos dadas. O que rola mesmo é interesse. Na minha visão pessoal, eu sou mais de esquerda. Mas está muito difícil assumir essa posição. Hoje em dia, está tudo muito misturado. Antigamente, as coisas eram mais divididas.

ARISE! Nesse primeiro álbum todas as músicas são de sua autoria. Isso é algo já estipulado dentro da banda ou calhou de ser assim nesse primeiro registro?

Lucian: Isso pode mudar. É porque eu fazia as coisas e as outras pessoas não queriam fazer. Aí eu fui compondo. Eu já fiz muita coisa. Então, se alguém trouxer algo novo vai ter que entrar na fila. Agora, uma coisa que vai mudar é que cada um agora vai escrever sua linha. Porque para esse primeiro eu escrevi tudo. Mas no nosso próximo álbum, com certeza o teclado, por exemplo, virá mais forte.

ARISE! Você é um vocalista extremamente versátil, quais são suas influências? Além do Michael Kiske...

Lucian: Tem muita coisa do Michael. Tem muita coisa do Dio também que é um vocalista que eu gosto muito. Tem muita coisa de vocalista que eu não gosto também como os de Black e Death. Mas eu sempre aprendo alguma coisa dali. Eu acho legal você dominar essa técnica. É mais uma bagagem que você tem. Acho que como a idéia do Gunpowder é ser agressivo, eu resolvi colocar essa agressividade na voz. Além desses, tem o Coverdale, o Ripper Owens, Geoff Tate.

ARISE! Já vimos algumas pessoas dizendo que você é um dos melhores vocalistas do Rio. O que você acha disso?

Lucian: Muito legal. Mas tem que ver o nível de alcoolismo deles. (risos)

ARISE! E quais são suas influências como guitarrista?

Lucian: Malmsteen, Van Halen, Wolf Hoffmann (do Accept), Friedman...

ARISE! O que você mais escuta?

Lucian: Eu ando escutando mais na linha do Thrash e do Melódico.

ARISE! Você acha o Gunpowder parecido com alguma banda? Algo que se possa dizer “o Gunpowder é muito isso”?

Lucian: Eu acho que tem muita gente copiando o Gunpowder ultimamente (risos). Eu acho que o que mais se aproxima é uma mistura de Megadeth com Symphony X. Mas eu trabalho outras coisas também.

ARISE! Por que você decidiu assumir por conta própria a produção do álbum? Ficou satisfeito com o resultado?

Lucian: Eu tinha composto praticamente tudo e a gente resoveu não pagar a ninguém para fazer isso. Acho que ele ficou acima do esperado em termos de qualidade de gravação. A princípio, a idéia era fazer um demo. Mas pela disponibilidade de tempo, a gente viu que dava para fazer um full-álbum. Já quanto a arte e fotos do álbum elas ficaram a cargo da designer Najah Zein.

ARISE! Essa foi sua primeira experiência como produtor?

Lucian: Sim.

ARISE! Vocês também lançaram dois mini-álbuns paralelamente ao Killture part I. Por que essa decisão?

Lucian: É que ele demorou muito para ficar pronto. Então nós lançamos esses álbuns para adiantar o processo de divulgação. Mas eles são ultra-limitados em sua tiragem.

ARISE! Como se deu o contato para o Denis Pombo (guitarrista do Imago Mortis, ex-Apocryph) fazer a mixagem do álbum?

Lucian: Eu conheço o Pombo desde a época em que ele era pinto (risos). Ele estava começando com um estúdio, então...

ARISE! Há algum tempo atrás você nos disse que a primeira tiragem do álbum seria destinada sobretudo a divulgar o nome da banda em sites e gravadoras do estrangeiro. Qual foi o resultado dessa empreitada?

Lucian: Eu ainda não fiz isso porque nós tivemos problemas com baixista. Então, eu optei por fazer a divulgação pesada do álbum só depois que a gente tivesse uma formação fixa. Isso atrasou muito a gente. Mas parece que agora vai. A gente está com uma formação legal.

ARISE! Planos para shows?

Lucian: A gente está ensaiando e fazendo o set-list. Nós não estamos com planos porque nós ainda não fechamos o set-list. Houve uma vez em que nós ainda não tínhamos ensaiado bem e aceitamos uns convites pra uns shows. Aquilo foi uma correria e não quero isso de novo.

ARISE! E novas gravações? Já existe algo em mente?

Lucian: O material já está pronto até o Killture três. Mas as coisas demoram e como esse mundo político muda muito, nós talvez tenhamos que reescrever muita coisa.

ARISE! Você tem outros projetos?

Lucian: Sim. Eu tenho outras composições que não entrariam no Gunpowder. É só arrumar um tempo.

ARISE! No futuro, você tem pretensões de trabalhar mais com a banda ou vai dedicar a penas o tempo livre?

Lucian: Só no tempo livre. Aqui no Brasil é complicado.

ARISE! O que você acha dos downloads?

Lucian: Para banda pequena é uma maravilha. Antigamente, para mostrar uma música para alguém, você tinha que levar sua fitinha lá pro quinto dos infernos. Agora, não. Você fala para o cara ir lá para o site.



ARISE! O Gunpowder disponibilizou músicas?

Lucian: No site tem duas e no MySpace, quatro.

ARISE! Vocês mesmos bancaram a gravação. O que você acha disso?

Lucian: Isso é bom desde que o valor não seja muito alto. É porque você faz quando você quiser. Se você depender de muita coisa, não consegue fazer.

ARISE! Você descartaria um convite de uma gravadora?

Lucian: Sim. Porque esses caras pegam um cd de uma banda underground e vão vender a vinte e cinco reais. Quem compra um cd desses? Eu prefiro vender o meu a cinco no show. A vantagem é a propaganda em revista e em site. Mas isso você mesmo faz se você juntar dinheiro. Eu acharia legal se houvesse uma proposta diferente. Mas dizer: “Nós gravamos 500 cds e vocês compram 200 para vocês venderem”, não. Esse tipo de proposta a gente não quer de jeito nenhum porque por aí você mesmo faz sua vida.

Agora, uma proposta em que você ganhe um percentual em cima e que já esteja estabelecido que tipo de divulgação eles vão fazer é mais interessante. Aí sim vale a pena.

ARISE! O Gunpowder cogitou trabalhar com gravadora?

Lucian: Não. Antes da gravação, não.

ARISE! Mas hoje vocês pensam nisso?

Lucian: Se viesse uma proposta desse tipo, sim. Mas acho isso difícil.
Tem muita banda que fica animada porque assinou contrato e que vai mandar o cd pra não sei onde. Aí tem aquele furor inicial. Mas e o plano posterior? É aquilo: gravou, o cara te dá umas copiazinhas e depois você se vira.

ARISE! Mas a vantagem das gravadoras são a divulgação.

Lucian: Mas se você tiver planejamento, você mesmo pode fazer. Você pode juntar dinheiro e colocar um pequeno anúncio em uma revista ou em um site.

ARISE! Mas isso é muito dinheiro.

Lucian: Sim. Mas é você mesmo que está fazendo. Você não fica preso a nada.

ARISE! Você vende os CDs a preço de custo?

Lucian: Não. É abaixo do preço de custo. A R$ 5, isso para um cd gravado, prensado profissionalmente e lacrado. Nada nele é artesanal ! O intuito do Gunpowder é acessibilizar o som. Tem banda que vende a R$20,00 nos shows. O público não vai comprar esse cd porque ele já gastou R10,00 para entrar no show. A cada três que elas vendem o Gunpowder poderá vender dez.

ARISE! Já que a idéia é acessibilizar a música, você considerou a possibilidade de disponibilizar 100% do disco via internet?

Lucian: Isso é muito interessante. A gente pretende disponibilizar um EP, o World Disaster, com não todas as músicas do Killture, mas boa parte. Seria o nosso próximo passo de divulgação.

ARISE! Em termos de divulgação, vocês aceitariam pagar para fazer show de abertura?

Lucian: Depende da banda e do preço. Eu não acredito nessa história de abrir de graça.

ARISE! Isso é algo polêmico, mas você não tem problema com isso...

Lucian: Não. Eu só tenho problema com o dinheiro (risos). Isso é muito caro.

ARISE! Já houve uma oportunidade dessas para o Gunpowder?

Lucian: Já, em 2002. Era para o show do Blind Guardian no Canecão. Ia ser o pulo do gato mas o gato estava muito caro.

ARISE! Nesse show não teve nenhuma banda de abertura. Vários shows não tem...

Lucian: É que isso dá um trabalho desgraçado para o produtor. Envolve custo. É uma ilusão uma banda achar que vai tocar de graça. Hoje, está na moda no Metal dizerem que porque é amigo não se paga nada. Essa de “o cara é meu amigo e vai quebrar meu galho” é história.

ARISE! Você acha então que o Tribuzy pagou àquele pessoal?

Lucian: O cara gravar o cd pra mim e depois vir a São Paulo no meu show, gravar um DVD , tudo de graça? Só se for amigo de infância e olhe lá.

ARISE! Você acha válido pagar para participar do CD?

Lucian: Não.

ARISE! Mas não é a mesma coisa do que pagar para abrir um show?

Lucian: Não. Em um show, é você que está lá. Você não tá comprando gente para valorizar o seu trabalho.

ARISE! Para esse show do Blind Guardian, o produtor entrou em contato com vocês?

Lucian: Não. A gente descobriu quem estava produzindo e entramos em contato.



ARISE! Foi com quem?

Lucian: Com a Rock Brigade.

ARISE! O que você acha da cena do Rio?

Lucian: Em matéria de bandas, tá legal mas tem uma galera muito nova que não dá pra cobrar muito deles. Mas eles vão evoluir. Por exemplo, o Flaveus não cantava tanto antigamente no Refúgio. No Alchemy, ele começou a melhorar e agora ele canta muito. Ou seja, é com a idade.

Mas tem Neutralis que é bem legal, o Reckoning, o Stalker, o Lost Forever, Prelludium e tantas outras. Mas em relação a quantidade de espaços para tocar e mídia está péssimo.

ARISE! Mas tem o ARISE!.

Lucian: Eu não boto muita fé nesse blog não! (gargalhadas)

ARISE! O que você acha dos shows?

Lucian: Tá caído. Embora tenha o RMW no Mackenzie, o FullMetal que são fodas, muito bons, e de vez em quando alguma coisa nas lonas. Teve uma época que tinha o Black Night, o Garage e outras. Tinha todo final-de-semana Tá certo que às vezes era Punk e Hardcore. Mas naquela época era melhor. Hoje, a gente só tem o Mackenzie, o FullMetal e a lona.

Naquela época, para conhecer uma banda você tinha que ir ao show. Hoje, você conhece através do MP3 do seu colega.

ARISE! Dos seus últimos shows, qual você mais gostou de fazer?

Lucian: O do Mackenzie e o FullMetal. No All Rock Point tinha muito Emo. Nesse show, o cara chegou pra mim e falou: “Vocês vão tocar aquela do Angra?” Eu falei “Que Angra?”. Eles tinham anunciado que a gente ia tocar músicas próprias com covers de Angra... Eu disse: “Porra! Tú fudeu a parada”(risos). Se alguém disser que o Gunpowder é parecido com o Angra, eu dou um tiro na minha cabeça.

ARISE! Você não gosta de Angra?

Lucian: Gosto...tem umas praias legais por lá (risos). Angra é bem legal, mas é muito Melódico. Não tem a ver com o Gunpowder.

ARISE! A mistura do som do Gunpowder é interessante porque o Thrash e o Progressivo são um pouco distantes...

Lucian: A primeira vez que eu ouvi Dream Theater, eu achei que eles eram uma junção de Rush com Metallica, falando a grosso modo. Eu vi que o Thrash e o Progressivo não eram tão distantes.

È interessante vocês falarem isso porque algumas pessoas me disseram que não tinha nada de Prog.

ARISE!: É porque é muito pesado. Tem algo interessante na comparação que se faz com o Symphony X. Eles são prog e pesados mas não são propriamente agressivos, enquanto o Gunpowder é. É até por isso que fizemos aquela pergunta sobre a frase de Mike Portnoy. É que o fã de progressivo tende a aceitar menos o peso....

Lucian: Mas ele está levando em conta o fã de Pink floyd...

ARISE! O cara que é “Truezão” também tende a não aceitar o Dream Theater.

Lucian: Eu acho que isso aí vem com a idade. Quando eu era jovem eu achava Dream Theater uma merda.

ARISE! Em uma música de vocês tem um “blast beat”. Ou seja, vocês tem um quê de extremo. Você ouve esse tipo de som?

Lucian: Eu não gosto. Eu escuto para poder incorporar elementos. Eu acho legal no meio de uma música essa acelerada. Mas não na música inteira, como o Krisiun faz. Assim eu acho maçante. O legal é uma variação.

ARISE! Você ouve Progressivo clássico?

Lucian: Não. É bom mas....é que eu estudo o Metal procurando alguma coisa....

ARISE! Mulheres?

Lucian: Não. Pra isso aí eu tô fudido! Tô noivo! Quando eu quero ouvir algo mais clean, eu vou pra música clássica, Dave Mathews Band, um pouco de Red Hot, Hard Rock. Eu não tenho muita coisa de Progressivo em casa.

ARISE! Você compõe tudo sozinho?

Lucian: Fui eu que compus sozinho esse troço sim. (risos)

ARISE! Você é uma espécie de Mustaine? (risos)

Lucian: O Mustaine briga muito e fala mal dos outros. Então eu acho que não (risos).

ARISE! Mas se alguém apresentar uma idéia, um riff? Você monopoliza o processo? A gente já fez essa pergunta, né? (risos) As decisões envolvendo questões burocráticas ou outras são tomadas em conjunto?

Lucian: Eu não sou um cara fechado. Acho isso uma grande bobagem. O cara que faz isso é um grande idiota. Eu procuro sempre trazer as idéias para a banda e eles dão a opinião e vice versa.

ARISE! O Gunpowder tem um som bem próprio. Particularmente, eu não conheço nenhuma banda que soe como o Gunpowder. Fazer algo diferente foi decidido por vocês ou simplesmente aconteceu?

Lucian: Eu sempre quis isso. Fazer algo diferente e revolucionário hoje no metal é praticamente impossível. Tudo já foi inventado. Agora, dá pra você ter identidade, o que é diferente de ser revolucionário. Eu sempre tive isso em mente.
Antigamente, eu achava que as músicas que eu fazia tinham identidade mas não tinham porra nenhuma! Eram chupadas de Helloween, etc. eu achava que só porque tava fazendo uma terça aqui eu tinha identidade.

Lucian Vaskcellus e a galera do Arise!

ARISE! Muitas bandas brasileiras são uma cópia descarada de outras. Uma que me vem a mente é a Mindflow, que são muito parecidos com o Dream Theater. Você acha que isso é ruim pra cena?

Lucian: Para a cena é péssimo. Para a banda, depende. [Nesse momento, a conversa se desvia e começa-se a falar sobre futebol até que Lucian, vascaíno, se sai com essa:] O Killture part III vai se chamar Fora Eurico! (gargalhadas gerais) É política, pô! (mais gargalhadas).

Se uma banda quer logo um contrato, ela não precisa ter identidade. Você pode ver por exemplo o Nordheim e o Thoten. Aquilo ali é uma cópia de Judas Priest com Iron Maiden, coisa que todo mundo compra. Isso fez com que eles assinassem logo um contrato com a Marquee ou sei lá. Tem o Tribuzy também nesta mesma linha.

ARISE! Então você não acha válido a banda ser assim?

Lucian: Para mim, não. Mas para a própria banda pode ser. Para a cena, com certeza é uma droga. As bandas devem ter um atrativo. Se elas ficam copiando os outros, na hora de comprar um cd o público vai no Judas Priest e não no Thoten porque ninguém nasce comprando cd no underground, mas sim nas Lojas Americanas. O que vai acontecer com essas bandas? Um dia ela vai morrer. E o que aconteceu com o Nordheim? Com o Thoten? Há um tempo atrás, eles até tinham uma certa aparição na cena, chegaram até a receber cachê, pelo que parece. Mas e hoje?

ARISE! Você acredita que haja panelas na cena carioca?

Lucian: Sim, aqui tem mais panelas que qualquer loja de R$ 1,99.

ARISE! Você pretende enviar o disco para o Japão também? Várias bandas conseguem um bom resultado lá.

Lucian: Pretendo enviar para os EUA também. Eu só não sei se vai dar certo com essa capa. É engraçado essas bandas que fazem sucesso no Japão. Os caras dizem que estão em décimo, que estão em primeiro, mas ninguém vê o retorno disso.

ARISE! Você chegou a fazer aula de canto?

Lucian: Eu comecei tocando guitarra. E isso ajuda bastante. Em relação a aula, o que eu tive de mais próximo a isso foi na Villa-Lobos. Mas era algo voltado para coral. Em Heavy Metal eu aprendi tudo na marra mesmo, sozinho. Eu sou contra as pessoas fazerem aulas com vocalistas de Heavy Metal porque na maioria das vezes o cara não tem base para te ensinar nada, salvando raras exceções como o Ilton e o Siren. Ele vai te ensinar a rasgar errado e vai acabar com a tua garganta.

ARISE! Em relação a aula com guitarristas, existe o problema de você pegar muito o jeito do cara e isso te impede de criar uma personalidade musical.

Lucian: Eu via muito a vídeo aula do Malmsteen...

ARISE! Quanto tempo você levou para se livrar do estilo dele? (risos.

Lucian: Acho que até hoje ainda não.

ARISE! Mas eu não vi nada de neo-clássico no Gunpowder.

Lucian: É que você precisa fazer um esforço para não aparecer. Senão, acaba aparecendo. Para isso não acontecer, acho que o grande lance é você trocar idéias, pesquisar outros estilos

ARISE! E guitarristas nacionais?

Lucian: Tem o Ardanuy. Mas aí depois eu comecei a ouvir Mr. Big e descobri o Ardanuy ali (risos). Antigamente, eu achava que ele tinha um som único. Hoje, eu não acho mais isso. Mas o Ardanuy é do caralho.

ARISE! E o Andreas Kisser?

Lucian: Ele é fenomenal com essa coisa de solo de uma nota só. (risos)

ARISE! O que você acha do Kiko Loureiro?

Lucian: Tecnicamente, ele é muito foda. Mas eu não gosto dos efeitos que ele usa. Quando você ouve o Kiko Loureiro, é muito difícil saber que é ele porque ele está sempre fazendo algo que é de outro. No disco solo dele eu vi muito Satriani. A mesma coisa em relação ao disco solo do John Pretucci. Aquilo ali é Satriani puro.
(...)
Teve uma vez que eu vi o Allegro tocar com apenas um guitarrista. E naquele show eu pude ouvir bem a guitarra. Aí eu percebi que a jogada era essa. É porque o som que põem para as bandas é um lixo, dificilmente o som está decente. O pessoal geralmente não sabe equalizar e um guitarrista quer colocar mais reverb que o outro... Isso foi em 96 ou 97. Aí eu percebi que o Gunpowder deveria ter apenas um guitarrista. Na época, eu nem cantava.

ARISE! É interessante você falar que passou a cantar só bem depois. É que você canta muito bem...

Lucian: Eu sempre gostei de cantar. Mas era só para acompanhar o cd, coisas assim. Até que depois de um tempo eu percebi que dava para fazer a coisa.

ARISE! Isso é bom porque a maior parte das bandas carecem de vocalistas bons.

Lucian: Eu achei que cantando e tocando guitarra, eu ia resolver o problema da formação, já que eu não ia ter que ficar procurando mais gente. Engano meu. O Gunpowder sempre tem problema com baixista.



ARISE! Quando você começou a cantar?

Lucian: 1998

ARISE! Vocês ensaiam com que freqüência?

Lucian: Uma vez por semana, aos sábados. A gente ficou muito tempo parado por causa da falta de baixista.

ARISE! O Gunpowder tem aparecido na mídia especializada?

Lucian: Não porque eu não enviei o material. Vocês têm, porque vocês compraram. Eu só posso começar a divulgar quando tiver banda com seu line up totalmente fixado, que é o que está acontecendo agora.

ARISE! Essa é sua primeira entrevista?

Lucian: É.

ARISE! Nós tiramos seu cabaço então? (risos)

Lucian: Eu perdi o cabaço logo com quatro (gargalhadas gerais)

ARISE! O line-up tá legal agora, né?

Lucian: Sim. Parece que o baixista está bem disposto.

ARISE! Você já tem muita coisa escrita, não?

Lucian: Eu escrevo desde 99.

ARISE! A sonoridade vai ser mantida nos próximos álbuns?

Lucian: É preciso dar uma atualizada no material já composto, tem coisa ali que tá muito Melódico...

ARISE! Você parece que planeja a banda sempre a longo prazo porque você percebe as dificuldades de se viver de música.

Lucian: Você espera que não viva disso...Eu estou sempre trabalhando e por isso eu não posso estar sempre tocando.

Teve uma época da minha vida que eu pensei que iria arrumar um trabalhozinho em algum lugar e que depois o Gunpowder iria estourar e eu poderia viver de música. Mas para o Gunpowder ou qualquer outra banda brasileira isto é muito difícil. Até músicos de algumas bandas renomadas por aqui dão aula e fazem trabalhos paralelos com música popular ...

ARISE! Você gastou muito com o albúm?

Lucian: Com a gravação, não.

ARISE! O que é mais caro?

Lucian: A prensagem.

ARISE! Uma banda que disponibiliza na internet gasta bem menos, então.

Lucian: Pois é, mas na hora de enviar o material o cara vai imprimir a capa na impressora dele e vai usar uma caixinha muquirana da Uruguaiana.

ARISE! E as groupies?

Lucian: É uma merda do caralho porque no show do Gunpowder só tem macho suado. (risos) Tem que tocar Hard Rock. Com Heavy Metal, não dá.

ARISE! Deixe um recado para os leitores do blog ARISE!.

Lucian: Peço que todos continuem ouvindo Gunpowder e lendo o ARISE!. Agradeço a agradável entrevista e à oportunidade. Grande abraço!

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E-mail para contato - gunpowder@gunpowdermetal.com

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Show Review: Metal Battle - Sport Club Mackenzie- RJ - 06/04/08

Texto por Leonardo Coutinho de Souza
Foto do Unearthly cedida pela própria banda
Demais fotos por Caroline Lucena


Pelos joanetes da minha vó! (ok, essa foi a segunda e última vez que eu faço esse tipo de comparação.) Essa noite foi, provavelmente, a noite mais importante que se tem notícia do metal underground carioca. O Rio e mais quatorze cidades brasileiras foram agraciadas com a possibilidade de ter uma banda no Wacken Open Air, o mais tradicional festival de metal do mundo, na Alemanha. Organizaram-se então seletivas em cada uma das quinze cidades com a banda vencedora indo para a seletiva em São Paulo. Foi confiado então pelo pessoal do Wacken à revista Roadie Crew que organizasse a parada, que por sua vez confiou à Tríade de Aço (Fashion Produções, Rato no Rio e Rio Metal Works) que viabilizasse o evento no Rio. É preciso deixar claro que o trabalho da Tríade de Aço tem sido imprescindível para o metal fluminense. Os caras têm manha, estão chutando a porta da frente, chamando a atenção e matando à pau. Eu não sei se a ficha da galera caiu, pois “Santo de casa não faz milagre”, mas esses caras salvaram a pátria, são os redentores do metal carioca (nesse tom messiânico mesmo). São heróis com direito a capinha e sunguinha vermelha e o escambau. Pra quem não sabe, um dos maiores problemas do Brasil na área de shows é a falta de casas de espetáculos de médio porte, isso de certa forma é um duro golpe no underground em geral. Mas quem quer faz, se lasca, toma ferro, mas faz. E se você é headbanger e tem um lugar pra tocar ou apenas ir pelo menos uma vez por mês, dê valor a isso e agradeça a esses caras. A revista Roadie Crew também está de parabéns pela iniciativa que é de valor inestimável para o metal brasileiro.

Só tenho algumas ressalvas (tava demorando) quanto à escolha das bandas feita unicamente pela Roadie Crew, talvez o público pudesse decidir também (todo poder ao povo). De qualquer forma o evento contou com um corpo de jurados e o voto do público que equivaleria ao de um jurado para decidir a banda vencedora. As bandas participantes seriam Unearthly, Heavenfalls, Prophecy, Apokalyptic Raids e Hicsos, com o Imago Mortis fechando o evento como banda convidada já que ,inexplicavelmente, não estava entre as banda selecionadas. Chega de lenga-lenga e vamos ao show.

Que diferença do show que estive cobrindo uma semana antes (Dr. Sin) no mesmo local. Organização, som decente, e um palco (meus olhos lacrimejaram ao ver o sagrado palco que tanto me fez falta no último show). Mesmo sendo (apenas) verticalmente limitado (nanico) pude ver o show sem problemas. Aliás, ir a um show e não ver o palco é tão agradável quanto fazer um exame de próstata. Duas vezes na mesma semana (segundo relatos do Artur).

Eu estava trocando uma idéia com Deus quando o todo poderoso pediu licença para ir ao banheiro. Nada! Tava disfarçando pois o Unearthly iria subir ao palco. Sua Santidade estava vestindo uma camisa do Stryper (o Carlos não se conteve e perguntou onde ele havia comprado) e reclamou da ausência de uma banda de white metal no evento e no circuito carioca em geral.(Eu preciso me tratar urgentemente).

Depois desse acesso de loucura, voltemos à normalidade. O Unearthly foi a primeira banda do dia e cometeu um black metal ultra-violento e na velocidade da luz. Uma massa sonora destruidora, um tanque de guerra em forma de música, música pesada e malvada até as unhas. Essa banda está com tanta moral que tem muito neguinho dizendo (mídia e público) que é a melhor banda de black metal do Brasil e provavelmente não estão enganados. O show foi avassalador com destaque para o vocal Eregion absolutamente potente e para a música black metal War Commando o ponto alto do show. Lamentavelmente o público não acompanhou o pique da banda que teve uma excelente performance. Música para ouvidos masoquistas e insensíveis. Quando a banda desceu do palco eu ainda estava enrolando minha língua de volta pra boca e tentando achar meu cérebro que escorreu pelas orelhas.



A segunda banda a se apresentar foi a Heavenfalls. O que mais me surpreendeu, já que se trata de uma banda de power metal melódico, foi o peso das músicas, especialmente dos riffs e bases de guitarra, e olha que a banda estava com um guitarrista a menos.(definitivamente um guitarrista é o suficiente para uma banda de metal tornar o som ao vivo bem mais pesado e dinâmico ao contrario do que parece). A banda abriu com uma música nova e bem pesada e o contrabaixo estava bem alto e gordo, o que deixou o som ainda mais pesado. O Heavenfalls e sua vocalista Sabrina Carrión já são figurinhas bem conhecidas pela galera do metal carioca e não fizeram um show muito diferente do que costumam fazer. A galera respondeu bem, agitando e cantando as músicas e novamente o destaque ficou mesmo com o peso das guitarras, bases intrincadas e solos e timbres interessantes de teclado.



Antes de continuar preciso comentar algo: os eventos da Tríade de Aço além de tudo o que já foi dito têm outro diferencial. Esse diferencial chama-se Adam Alfred, que além de ser um dos idealizadores da RMW, é o apresentador dos eventos. O cara grita, esbraveja, brinda ao metal, incita o público, tem carisma de sobra, enfim, é praticamente o Silvio Santos do metal.(“Ma, ôe..Quem quer metal??”) No ápice da parada o cara xingou e mandou a galera fazer o mesmo com o prefeito da cidade por causa da epidemia de dengue que vitimou também Alex “Dumal” Voorhees, vocal do Imago Mortis, banda que fecharia o evento como convidada. Esse fato foi absolutamente lamentável visto que o Imago seria capaz , tranqüilamente, de roubar a cena com sua performance e não só poderia como deveria estar entre as bandas selecionadas.

A terceira atração foi o Prophecy, banda de thrash que foi fundada em oitenta e cinco, sob o nome de Bíblia Negra (mudaram para Prophecy em 1990). Puta merda, oito cinco. Peraí, já existia thrash em 85 ? Nem sei...nessa época o único instrumento que muito cara de banda grande hoje sabia tocar era o próprio pinto. Bom, a banda mandou bala como todas as outras, mas com um diferencial: o público ficou ensandecido. Eu realmente não sei explicar o que aconteceu. Rodas e mais rodas de pogo, pessoas bangeando como alucinadas, enfim, uma desgraça. A banda conseguiu de forma singular se comunicar com a platéia. Também pudera: o baterista espancou a bateria como se ela fosse sua esposa, o cara tocou muito, o baixista é um louco que driblou seu psiquiatra e o guitarrista Daemon fez jus ao seu nome e tocou como o catiço, que nem um tarado (ops!). Inclusive foram acionados alguns obreiros da igreja universal, troncudos e com direito a orelha deformada de jiu-jiteiro, para exorcizar a banda, mas Sua Santidade, O Senhor, que já havia retornado do banheiro, fez um sinal de “deixa comigo”. Os caras tocaram como se estivessem com uma doença terminal. E ainda tiveram a manha de pôr uma música instrumental no set (coisa bem arriscada), que funcionou bem. Show histórico.



Era a vez do Apokalyptic Raids, um power trio dos mais barulhentos que já escutei. Som pesado, sujo, esporrento totalmente oldschool , um death/black metal de raiz na linha do Celtic Frost. Lindo. Destaque para I`m a Metalhead com sua levada rock`n roll, um clássico, e a perturbadora Tyrant Emperor com seu andamento arrastado, peso mastodôntico e clima claustrofóbico. Outro detalhe interessante foi a timbragem dos instrumentos, especialmente da guitarra, bem semelhante à que os caras usam em estúdio, ou seja, timbres peculiares e bem oldschool. A banda tem vinte anos nas costas (putz) e você não encontra muita gente fazendo esse tipo de som atualmente. Excelente banda.




Era a hora do Hicsos fechar a noite, já que o show do Imago não ocorreria. O Hicsos é uma velha conhecida da galera, que agitou bastante, e seu novo cd está tendo uma excelente aceitação . Thrash metal com algumas pitadas de hardcore dão um toque especial nessa banda. Show energético com ótima presença de palco, especialmente do baixista e vocal Marco Anvito. A galera agitou bastante abrindo roda, dando mosh, cantando as músicas, bangeando, etc. Várias porradas em forma de música foram mostradas, mas o maior destaque foi para Pátria Amada com a galera cantando a letra e se matando de pular. O Hicsos está num excelente momento e com bastante visibilidade na mídia nacional aparecendo em várias revistas de metal e sendo esse mês destaque numa das maiores revistas de guitarra do Brasil. Parabéns aos caras, eles merecem. Ótimo show.



Bom, terminando as apresentações era hora do público e dos jurados votarem. Após alguns minutos de tensão é anunciada a banda vencedora: Prophecy, que vai para São Paulo disputar com mais catorze bandas. E não será nada fácil, mas se quer mole, senta no colo do Papa. Aconteça o que acontecer a realidade da banda já mudou pra melhor. Boa sorte motherfuckers! E parabéns a todas as bandas que participaram. Sem política nenhuma (e vocês não sabem o tamanho da minha sinceridade), vocês estão entre as melhores bandas do Brasil e já têm carreiras sólidas no underground. Continuem na batalha e nos dando orgulho.

O apresentador Adam subiu ao palco e anunciou o aniversario de Felipe Lameira que junto com ele idealizou a RMW, uma das produtoras do evento. Parabéns ao cara e aposto que esse evento foi o melhor presente que ele poderia ter ganhado. Ele e todos nós, headbangers cariocas.