terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Entrevista - Statik Majik

A banda Statik Majik está prestes a lançar Stoned on Musik, mais um registro do stoner praticado pelos caras desde 2003. Conversamos com Luís Carlos, batera, fundador da empreitada e colaborador deste blog que você está lendo. Um cara que tem uma larga experiência no underground carioca e a mente sempre voltada pro futuro dos seus projetos.

Introdução por Wesley Rodrigues
Entrevista por Artur Henriques, Raquel Torres e Wesley Rodrigues
Charge por Marcio Baraldi
Foto cedida pela própria banda





ARISE! Carlinhos, você tem um longo histórico no Heavy Metal carioca. Fale-nos um pouco da sua trajetória.

37 de Vida e desde molecão apaixonado pelo Rock and Roll, quando soube que o Kiss viria pra cá em 83 (uma pena, muito novo pra ir e também frequentar o Rock in Rio 1 em 85) e vendo na época programas como BB vídeo que rolava clipes do Scorpions, Quiet Riot, Iron Maiden, Black Sabbath, Van Halen, etc....boas recordações...foi um processo de começar a ver shows nacionais (antigo caverna 2 em Botafogo), Circo Voador, Garage Art Cult, pra depois fazer fanzines e participar de Revistas, começar a tocar bateria, entrar em bandas, e tô aí..mais gordinho e menos cabelo, mas feliz pra carmba com essa fase atual próspera em minha vida.

Ao longo desses anos, o que mudou principalmente na cena carioca?

Muito do que seu vejo hoje eu vi em mim quando garoto e percebi também que é errado tomarmos como verdade uma autocrítica sobre algo que você não vive mais, pois eu não me vejo fazendo parte de uma cena, acho que hoje existem pessoas muito melhores que eu pra fazer parte disso, com mais idéias e disposição criativa, eu posso ter contribuído numa época de alguma forma... Hoje, além de tocar, eu faço parte de uma revista de SP e de um fanzine de MG resenhando cd`s... Você vai envelhecendo e queira ou não sua vida vai mudando, porque aí você vê que não é mais nenhum garotão, você tem família e contas a pagar, é claro que tem muita gente que tá nessa que não é nenhum novato e eu admiro a disposição deles, mas a verdade é que eu até me surpreendo estar ainda nessa. Acho que o Rock é a fonte da juventude (risos)... Mas eu amo essa parada e hoje eu vejo o lado positivo da "coisa" e isso está se refletindo em mim como pessoa e músico e acho que a Statik (banda que eu toco batera) terá um grande ano se Deus quiser. Então, torço pra que pinte mais e mais shows undergrounds por aqui e também shows de bandas gringas, pois é triste ver que tantas bandas estão vindo pro Brasil e não passam pelo Rio, espero que isso mude... que mais e mais garotada passe a curtir metal e que velhinhos como eu ainda tenham disposição pra continuar.

Carlinhos, você disse recentemente que montou o Statik Majik por estar saturado com os projetos que tinha anteriormente. Explique melhor isso.

Porque na época eram muitas brigas e não há porque se buscar culpados agora, a verdade é que em parte eu também tenho esta responsabilidade, mas convenhamos, na época éramos jovens e insanos... Muita porcaria por causa de dinheiro e álcool e quando isso se mistura, muita coisa vai por terra e com isso, se perdem amizades por bobeira, e amém que eu tenha recuperado muitas dessas amizades e agora é "é vida que segue". Então, acho que no fundo a Statik Majik foi criada mesmo porque eu amo esse tipo de som!

Nos últimos meses, houve duas substituições na banda. Qual foi o motivo da saída dos integrantes?

Musicalmente não corresponderam ao que precisávamos enquanto banda, mas eu só tenho que agradecer pela força que eles deram enquanto integrantes da Statik Majik na época. pois se a Statik está onde tá, todos têm sua parcela de contribuição e se não deram certo num momento que precisávamos deles, isso é normal, pra mim não existe músico ruim, e sim, músico certo pra música certa.

Por que vocês deixaram de ser um quarteto para se tornar um trio?

Porque o Thiago (baixista) tinha experiência como vocalista e quando o testamos, vimos que a coisa funcionou, então, ficou mais fácil continuar como trio do que permanecer como quarteto.

Quais são os temas das letras do Statik Majik? O que vocês procuram expressar?

Tem um lado pessoal de quem às escreve... Nas letras do último trabalho, esta tarefa ficou dividida entre mim e Thiago e nela abordamos temas como esperança, amor, guerra, música, etc.



O Statik Majik é uma banda de stoner, um nome que não é o mais comum de se ver por aí. Como você define o stoner rock?

Stoner Rock é você trazer em forma de música o passado pro mundo atual e é o que a Statik está fazendo, trazendo elementos musicais antigos com um contexto atual, sonoridade moderna e não datada.

Como anda a preparação do Stoned on Musik?

A todo o vapor, o cd deve sair em março, senão, sai em Abril. Temos trabalhado muito nele, fechando diversas parcerias pra distribuição, e com isso os shows surgirão, pois quase aconteceu em SP e aqui, mas infelizmente não aconteceu por questões financeiras, mas relax...uma hora vai acontecer, o importante é trabalhar e trabalhar sério e daí virá o resultado disso.

Vocês contam com a produção do Flavio Pascarillo (Tribuzy, Nordheim) para o novo álbum. Anteriormente, vocês trabalharam com Carlos Lopes (ex- Dorsal Atlântica, Mustang). Como foram essas experiências e quais foram às mudanças sonoras entre uma parceria e outra?

Incluiria aí o Ivan Guilhon (baixista do Vulgar, Nordheim e Tribuzy) nessa lista também. Eles foram pessoas essenciais para o amadurecimento da Statik e profissionalização do nosso trabalho. Aprendemos demais com eles e queremos evoluir ainda mais pra um futuro trabalho, o importante é "somar".

Que diferença você já observa entre Stoned on Musik e o EP Redemption?

Uma pré-produção e a inclusão de pessoas pra orientar nossa música como foi o caso do Carlos, Flavio e Ivan que já foi a grande diferença... É bom ter pessoas que cheguem pra você e/ou pra banda e diz: "isso tá legal", "isso tá uma bosta" (risos). Foi bom te tirar do ego, te fazer pôr os pés no chão e saber que você precisa melhorar. A gravação do Cd foi assim, por isso a demora, mas acho que no final compensou e em breve vocês poderão ouvir o álbum completo e entender o que tô dizendo aqui.

No twitter da banda foi dito recentemente que vocês estão negociando a distribuição do Stoned on Musik. O que você pode nos falar sobre isso?

Sim, por enquanto não posso adiantar nomes, mas te informo que mantenho bons contatos com parceiros daqui e também de fora, mas, espero conseguir ainda mais, pois a luta continua e só dependemos de nós mesmos pra isso, porque o Cd será lançado por um selo criado por mim: Be Magic Records, e daí necessitaremos de um maior trabalho, de maior investimento pessoal. Aliás, quem quiser participar da parceria, só entrar em contato pelo e-mail: smajik@hotmail.com

Carlinhos, a gente sabe que você é casado, mas não podemos deixar de perguntar: Quantas groupies a banda atrai por show?

Casado ou solteiro, continuo feio do mesmo jeito (risos). O Artur (guitarrista) também é casado e também é feio (risos). Bem, essa pergunta é boa pro Thiago, ele é o galã da banda (risos). Stoner é som pra feio e maltrapilho, atrairíamos mais groupies se fossemos banda de melódico ou emo, e claro, um boa ajuda do Dr. Hollywood e Ivo Pitanguy (mais risos).

Muito obrigado pela entrevista. Deixe um recado para os leitores do ARISE!.

Obrigado pelo espaço cedido, conheço o trabalho de vocês muito bem e sabem disso. "Stoned on Musik" vem aí e espero que o povo curta nosso trabalho, 2010 estamos com todo vapor!

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4 comentários:

O fantástico Dr Godinho! disse...

VOU DAR TIRO EM TODO MUNDO.

Elenice disse...

Gostei demais da maneira que expôs as idéias da banda! Isso traz muito orgulho para nós fãs, que acompanhamos o trabalho desde o início e torcemos pelo sucesso! Parabéns Carlinhos e toda Statik Majik!

cryingout-i disse...

É rapaz ,a SM é uma banda 'metamorfose-ambulante' !! Cada momento dela é tida com muito prazer .Tive o privilégio de conhecer os integrantes antigos e concordo com o Carlinhos sobre o ("musicalidade certa no momento certo" ... E que momento hein ?! Que o 2010 de vocês sejam repletos de novas aventuras , muito stoner e muitas conquistas !

PS> Thiago é realmente o galã da banda . Ele consegue até mesmo chamar atenção de mendigos na entrada da Quinta da Boa Vista ! HAHAHAHAHAHAHAHAAH . Carlinhos e banda , muita luz pra vocês !

Natália R. Ribeiro disse...

Statik Majik faz um ótimo trabalho, é uma banda que nos faz acreditar na cena de música pesada carioca. A banda vai longe, eles tem um ótimo trabalho em mãos. Sonzeira! Abss
Vida longa.
Parabéns ARISE! pela entrevista.