segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Notícias

MINDFLOW COMEMORA 5 ANOS DE FÃ-CLUBE COM SHOW ESPECIAL

No dia 5 de dezembro (sábado) o MindFlow vai comemorar os 5 anos do fã clube "Let Your MindFlow" com um grande show no Manifesto Bar, reduto dos roqueiros paulistanos. Mantendo a tradição, o grupo fará uma apresentação especial na noite da festa, relembrando antigos sucessos e também apresentando algumas músicas inéditas.

No site oficial do evento show.letyourmindflow.com estão disponíveis produtos para serem retirados no dia do show. É possível também se inscrever em caravanas e participar das promoções, entre elas um “Meet n’ Greet” com o MindFlow 1h antes do evento e um CD Gratuito com as 3 músicas do novo álbum “ MindFlow 365” mais uma faixa bônus exclusiva.

Neste ano a festa tem como convidada uma banda composta por membros do “MindFlow Street Team”, Fireworks, além de 2 bandas que serão escolhidas através da votação do público. O “MindFlow Street Team” é um grupo de fãs especiais que ajudam o MindFlow com ações de divulgação.

O MindFlow postou um vídeo especial para os fãs no You Tube, falando sobre o evento. Link http://www.youtube.com/watch?v=lax2VYKaezY

Serviço:
Data: 05/12/2009 (sáb)
Horário: 22:00 hrs
Local: Manifesto Rock Bar
Endereço: Rua Iguatemi,36 - Itaim Bibi
Fone para informações: (11) 3168-9595
Valor do Ingresso: R$ 20,00
Informações, promoções e ingressos antecipados: http://show.letyourmindflow.com

A banda inglesa Meinhof desembacará no Brasil em dezembro para série de shows

A banda inglesa de crust/d-beat Meinhof chega à terra brasilis no início de dezembro para fazer uma série de shows nas principais capitais brasileiras.

Com uma postura engajada dentro do cenário independente, a banda se considera não-profissional, apóia o faça-você-mesmo - a famosa máxima do underground – e não apóia a concorrência entre bandas. Para os integrantes da Meinhof, a cena punk iguala todas as bandas.

Em suas letras protestam contra o racismo, o fascismo, o nacionalismo, a brutalidade policial, a exploração, preconceito, abuso sexual, guerras e conflitos. E acreditam que o punk é o escudo deles contra a mentira e a hipocrisia, além de significar amizade, lealdade e honestidade.

Com todo esse engajamento dá pra se imaginar como serão as apresentações. A “Extreme Punk Terror Tour ‘09”, organizada pela Cospe Gravações e com apoio da Extreme Noise Discos, loja 255 e Portal Revoluta, passará por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Confira as datas e locais dos shows e programe-se:

05/12 (sábado/tarde) @ Santo André / SP
05/12 (sábado/noite) @ Inferno Club / SP
06/12 (domingo) @ Rio de Janeiro / RJ
10/12 (quinta) @ TBA / SP
11/12 (sexta) @ Osasco / SP
12/12 (sábado) @ Indaiatuba / SP
13/12 (domingo) @ Ourinhos / SP
18/12 (Sexta) @ Combate Hardcore / SP
19/12 (Sábado) @ Belo Horizonte / BH

Para mais informações sobre a tour, acesse: http://www.cospefogo.com

Para ouvir a banda, acesse: http://www.myspace.com/dhcmeinhof

Para entrevistas e matérias, entre em contato com: assessoria@revolutaproducoes.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Notícias

Bandas comentam cancelamento de festival em Bragança Paulista

As bandas Shadowside, Torture Squad e Madgator, vem por meio deste comunicado, lamentar o cancelamento do festival Brazilian Heavy Rock Music III, que seria realizado no último dia 31 de outubro, em Bragança Paulista (SP). O principal motivo foi que o contratante Jean Carlo Aparecido Cunha Lima Oliveira não cumpriu com as obrigações pactuadas com as empresas de som, iluminação e inclusive com os grupos headliners.

Se houvesse alguma possibilidade, as bandas estavam dispostas a tocar mesmo assim, em respeito ao grande número de pessoas que ficaram do lado de fora do Carpathia Club. No entanto, não havia estrutura (som e luz) para a concretização do evento.

Concluindo, lamentamos o inconveniente e agradecemos imensamente a compreensão do público, que ficou revoltado pelo transtorno.

Alertamos às pessoas que adquiriram os ingressos entrar em contato pelo e-mail psicodelicrocker@yahoo.com.br ou pelo telefone (11) 9341-9320 e solicitar o ressarcimento imediato do valor pago.

Participariam do festival as bandas Shadowside, Torture Squad, Madgator, Breakdown, Remorse, Uktenna, Deathslave, Darksmile, Cruscifire, Atacke Nuclear e Leptospirose.

“Nada cai do céu para nós”, diz vocalista da Shadowside

Após a mais longa turnê da Shadowside pelos EUA, a vocalista Dani Nolden recebeu a equipe do site Rockonnection, em Santos, para uma longa e esclarecedora entrevista. Durante o encontro com o repórter Luciano Piantonni, a cantora revelou que apesar de muitas conquistas, nem tudo vem muito fácil para o grupo como muitas pessoas pensam. Porém, ela diz estar disposta a enfrentar todos os obstáculos para atingir o máximo possível em sua carreira.

“O céu é o limite (risos)! Até onde for possível, nós não impomos limites, nem objetivos certos. O máximo que der para chegar será o nosso limite. As pessoas pensam que as coisas caem do céu para a banda, que nós não nos esforçamos para chegar onde estamos hoje e não é bem assim; se for fácil, não é Shadowside. A gravação do Dare to Dream envolveu a morte da mãe do produtor. Durante as gravações dos vocais do Theatre Of Shadows, a nossa gravadora faliu, eles colocaram algumas bandas do cast em estúdio ao mesmo tempo e acabaram falindo e eles não finalizaram nenhum dos materiais. Fora os problemas de formação... Sempre acontece alguma coisa... Mas é aí que sentamos, conversamos e seguimos em frente. Já estivemos perto de terminar várias vezes. As pessoas pensam que nós somos uma banda montada na grana, quando na verdade muitas coisas rolaram, porque nós despertamos a amizade e o interesse dos outros”, disse a frontwoman.

Confira mais detalhes desta entrevista, que aborda a produção e o sucesso de vendas do álbum Dare to Dream, o assedio dos fãs, o cancelamento do show de abertura para o Iron Maiden em São Paulo, as turnês internacionais e muito mais em http://www.rockonnection.com/?link=nws&cod=230

UNLIVER: nome do novo álbum já divulgado

A banda UNLIVER anuncia o nome do próximo álbum, sucessor de “Unexpected Sonic Violence… Proud To Be Unconventional”, sucesso de críticas na mídia especializada. O álbum será intitulado “and all we need is just a miracle”, e será gravado no Na Cara Studio em Niterói e produzido por Cacá Vieira, ambos utilizados também no primeiro álbum.

O material terá sua gravação iniciada em janeiro de 2010, ainda sem previsão de lançameto.

Interessados em conhecer a banda podem acessar o Myspace Oficial, onde é possível ouvir algumas músicas do “Unexpected Sonic Violence… Proud To Be Unconventional”, que foi lançado independente e teve sua distribuição feita pela Free Mind Records.

Mais informações:
http://www.myspace.com/unliver
http://www.metalmedia.com.br

AVOID THE PAIN: nova música no Myspace

A banda AVOID THE PAIN liberou mais uma música do novo álbum, ainda não lançado, em seu Myspace Oficial.

A música, "Awesome World", fará parte do álbum "Death Bullets Dead End", ainda sem previsão de lançamento e sucessor do EP “...About Blades And Graves”.

“Death Bullets Dead End” foi gravado no WZ Estúdio (Eminence), e foi produzido por Alan Wallace (Eminence). A banda já liberou também o single "Corrupted Mind", do mesmo álbum, e o EP “...About Blades And Graves”.

Para baixar todo o material da banda dsponível e conhecer a nova música, acesse: http://www.myspace.com/avoidthepain

Mais informações:
http://www.metalmedia.com.br/avoidthepain

RAVENLAND como headliner no Litoral Rock Loud neste domingo

A banda RAVENLAND estará fazendo um show de lançamento do seu novo CD no grande festival Litoral Rock Loud que acontece neste próximo domingo (08/11/09).

O festival é beneficente e será realizado em praça pública em frente a praia de Caraguatatuba-SP com apoio da Prefeitura da cidade e reunirá grandes bandas do cenário underground nacional como SANTAREM, SAGITTA, FORKA e muitas outras, tendo como headliner a banda RAVENLAND tocando o disco novo na integra, prometem um grande show para os fãs que os esperam neste festival.

A RAVENLAND tem divulgado seu novo CD “...and a crow brings me back” que teve Ricardo Confessori (ANGRA/SHAMAN) como baterista e como participação especial o guitarrista norueguês Tommy Lindal (ex-THEATRE OF TRAGEDY). O disco foi masterizado na Alemanha pelo Waldermar Sorychta (MOONSPELL, LACUNA COIL, SENTENCED...) e trás além das 14 músicas, um bônus track mais uma área multimídia com o vídeo-clipe “End of Light” que está na programação da MTV brasileira, além de 278 fotos do making of do vídeo-clipe registradas pelo fotografo da cena metal Ricardo Zupa.

http://www.freemindrecords.com.br
http://www.ravenland.net
http://www.myspace.com/ravenland
http://www.youtube.com/ravenlandchannel
http://www.twitter.com/ravenlandband

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CD Review: Muse - The Resistance

Por Álvaro Figueiró



Para tentar definir o estilo do novo álbum do Muse, The Resistance, eu deveria empregar oitava rima, mas não com a mão de Camões e sim com a do Padre Macedo: há um misto de grandiosidade e pretensão, cujo resultado, porém, é bem palatável. Que a banda, cedo ou tarde, fosse fazer um álbum como esse, com uma gorda seção sinfônica, não era nenhuma novidade para quem tivesse algum contato com Absolution e Black Holes and Revelations. O problema é que, em meio à trabalheira que é harmonizar uma orquestra, esqueceram da emotividade que deveria estar nas notas dos violinos, violas, violoncelos.

Ao arsenal de misturança que o trio já manejava com destreza – eletrônico, progressivo, citações de compositores eruditos, metal –, ousaram acrescentar o fanquemélodi: Undisclosed Desires poderia facilmente haver sido composta e interpretada por ninguém menos do que Latino ou Stevie B, embora nambos os casos estaríamos diante de suas respectivas magnae opera. I Belong to You corporifica o espírito de pastiche ao sanduichar uma ária do velho Saint-Saëns (com sotaque de francês aprendido pelo Instituto Universal), coadjuvada na saída pelo mais bizarro solo de clarineta baixo desde... desde que o instrumento foi inventado. Uprising retira boa parte de sua energia da nostalgia do ouvinte, já que o rife eletrônico que abre a peça só pode remeter-nos aos perrengues de infância diante dum Phantom System municiado com Castlevania; Resistance, cheia de sintetizadores fantasmagóricos e mudanças brutais de dinâmica, toca quando nos aproximamos do chefão final... Já que estamos gastando nas comparações, que dizer daquela canção, se é que merece o nome, que resume a megalomania do álbum? A primeira parte de Exogenesis lembra alquando trilha sonora de filme, sem dúvida concernente a abduções e mancomunações entre governos e multinacionais, John Williams no power chord; a segunda trilha a vereda que o Muse sempre seguiu quando há pianos e cordas em redor, ou seja, virtuosismos e falsetes desesperados de Bellamy; a terceira involui um piano belamente meditativo para uma balada banal em que o patos se quer espremer dos violinos e da sustentação de agudos nos vocais – cascatas de vocais. Guding Light achei michuba, mas me cheira a essas que se tornam queridinhas do público. United States of Eurasia sumaria os efeitos de seja lá qual droga que aditivou a banda (a julgar pela capa toda cheguei, presumo LSD): começa Coldplay, metamorfoseia-se do nada em Queen, mantém um momento John Zorn (Khebar) ou tema d’O Clone e finda longamente com Chopin, o Chopin das caixinhas-de-música querendo soar desenho da Disney, arrematado pelo ruído dum avião (garanto que semelhante descrição é fidedigna e que a fiz sóbrio!).

No mundo tatibitate do roque, no fastio de compassos quartenários e letras de amor, a iniciativa do Muse é louvável: tentou-se fugir à pasmaceira, mas há ainda algo de sol-e-dó, verso e refrão, com o grande inconveniente que essas estruturas soem desconhecer: as canções não parecem grudar, com poucas exceções carecem daquele poder de fixação característico da música profunda – não a meramente alta. Nesse sentido, a faixa mais bem lograda é mesmo a que roubaram do Latino, a mais simples de todas, pois os pizzicati formam a matéria-prima do chiclete melódico. Quem não gosta de Muse continuará sem gostar tampouco os fãs encontrarão motivos para desilusão e ir curiosear substâncias daninhas (p. ex., sucessos da cúmbia como Alma Bella, que acabei de descobrir em Lima).

Aonde The Resistance poderá levar? A uma futura obra-prima ou à carreira solo de Bellamy...

sábado, 31 de outubro de 2009

Notícias

“Pelos Escombros” conta história da banda Agrotóxico

Com 15 anos de estrada, a banda paulistana Agrotóxico – uma das mais ativas da cena punk brasileira na atualidade - resolveu contar sua história em "Pelos Escombros", primeiro registro em DVD da banda formada em garagens do subúrbio paulistano e que, com o passar do tempo, conquistou seu espaço.

O documentário é uma rara oportunidade de conhecer a fundo uma banda que leva o punk realmente a sério. Em 138 minutos é possível saber como tudo começou, os primeiros shows, as diversas formações, o surgimento da Red Star, a experiência com o Olho Seco, imagens inéditas de shows e turnês européias, tudo isso mesclado a depoimentos de nomes importantes do punk nacional – Fábio (Olho Seco), Jão (Ratos de Porão), Ariel (Invasores de Cérebro), Markon (Lobotomia) e outros – assim como dos próprios integrantes do Agrotóxico. Produzido pela 13 Produções e lançado pela Red Star Recordings, o DVD traz ainda um show na íntegra filmado em alta definição no Hangar 110 e um CD com os 19 sons do mesmo show, mixado e masterizado por Heros Trench.

Nos extras: show no Black Jack Bar, seções de fotos e posteres, além da discografia comentada e cenas que não entraram na edição final do filme.
“Pelos Escombros” foi lançado em julho, pouco antes da banda partir para mais uma turnê européia e, de volta ao Brasil, a banda está fazendo shows para divulgação do documentário.


PELOS ESCOMBROS (DVD)
(São Paulo, 2009, vídeo, 90’)
Direção: Ivan 13 P
Registro da trajetória de uma das bandas mais ativas da cena punk brasileira, o Agrotóxico. O documentário conta com depoimentos de personagens fundamentais do punk nacional: Fábio (Olho Seco), Jão (Ratos de Porão), Ariel (Invasores de Cérebro) e Markon (Lobotomia)

MUSIFEST APRESENTA:

WORKSHOP COM MARANHÃO, EDU ARDANUY E ARTHUR MAIA


ENTRADA FRANCA, POREM CHEGUE CEDO PARA PEGAR A SENHA

Data: 06/11/09

Hora: 17:00

Onde: MARQUÊS DO PARANÁ, N. 100

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Entrevista: Mindflow

Entrevista por Artur Henriques e Wesley Rodrigues
Imagens cedidas pela própria banda

ENTREVISTA RESPONDIDA POR RICARDO WINANDY (BAIXO).





O MindFlow é uma banda em clara ascensão. Fale um pouco sobre a repercussão da banda no Brasil e lá fora.

Desde o início da banda nossa principal preocupação foi em fazer músicas que nós curtimos tocar e compor. Sempre tivemos uma independência muito grande com relação ao nosso trabalho, e uma liberdade ainda maior nas composições. Acredito que justamente por essa liberdade nossa música acabou recebendo um apoio ótimo desde o início, tanto no Brasil quanto no exterior, e somos muito gratos por isso.

Já nosso primeiro CD foi lançado em mais de 60 países. Com o Mind over Body fizemos nossa primeira turnê nos Estados Unidos e participamos do festival Live’n’Louder em São Paulo, ao lado de 15 bandas internacionais. Com o Destructive Device estamos fazendo uma turnê pelo Brasil com o Sepultura e o Angra, além de ter tido a oportunidade de tocar no Festival ProgPower USA.

Estamos muito satisfeitos com nossas conquistas e esperamos que nosso trabalho seja cada vez conhecido por mais pessoas.

Nos dois primeiros álbuns vocês seguiam uma linha mais voltada para um Prog Metal mais usual, enquanto que no disco Destructive Device vocês ousaram mais, fazendo um som moderno, pesado e agressivo, sem deixar de lado os elementos progressivos. Falem a respeito dessa mudança de abordagem.

Nenhuma mudança de disco para disco foi algo planejado. As composições saíram naturalmente dessa forma, e acredito que o fator que mais nos influenciou para o Destructive Device foram nossas experiências ao vivo. Com experiência em palco a gente aprende o que funciona melhor, o que a gente curte mais tocar nos shows, e até o que o público responde mais. E isso naturalmente acaba nos influenciando na hora de fazer música. A gente lembra daqueles riffs que vêem soando melhor nos shows, e quando vai pensar em alguma coisa nova, vem em mente algo mais nessa linha.

Apesar de ser álbum majoritariamente pesado, Destructive Device também possui, em certa medida, colorações mais pop, como na música Breakthrough. Esse tipo de sonoridade é algo que a banda pretende explorar mais no futuro?

Ao fazer um disco, depois de muita música pesada, a gente sempre sente a necessidade de compor e tocar algo mais leve, melodioso. Foi dessa necessidade que surgiram músicas como “Invisible Messages” e “Touch of Immortality” do Just, “Just Water, You Navigate” e “Thousand Miles From You” do Mind over Body, “Breakthrough” do Destructive e mais recentemente a música “The Ride”, do 365.

E além de Rock Pesado, todos nós sempre fomos muito fãs de Rock Clássico, como Beatles, Van Halen, Pink Floyd, e essas bandas são também grandes influências na hora de compor.

Danilo Herbert (vocal)

Também chama atenção o fato de vocês fazerem uso de alguns elementos de música eletrônica nas suas canções. De onde vocês captam essa influência?

Quando acrescentamos algum efeito ou som na música é sempre buscando um “efeito” que desejamos, e não para passar uma referência... Mas acredito o Rock Progressivo em geral, que utilizava sons de sintetizadores nas músicas, tenha nos influenciado nesse sentido.

Qual foi o motivo para a saída do Miguel Spada? Vocês pretendem continuar sem um tecladista?

O Miguel optou por sair da banda por motivos pessoais... A gente brinca normalmente falando que ele nos demitiu. Ainda somos amigos, continuamos vendo ele sempre que possível. Mas ele teve que seguir por um caminho diferente e que no fim acabou fazendo bem pra ele...

Por enquanto a gente pretende sim continuar sem tecladista, vem funcionando dessa forma pra gente, até pelo formato das nossas músicas mais recentes. Mas se conhecermos alguém especial, quem sabe não mudamos de idéia?

Como foi a participação de vocês no Prog Power? E as outras apresentações da banda no estrangeiro?

O ProgPower USA foi ótimo! É um festival impressionante, vem gente de todos os lugares dos Estados Unidos para assistir. E o pessoal que vai normalmente vai todo ano, e são pessoas super antenadas com relação ao mundo da música. Fazer parte dele, ser uma das 10 bandas de todo o mundo escolhidas para tocar num festival desse porte é uma honra enorme.

O mais impressionante pra gente foi termos lançado uma música dois dias antes do nosso show, ter tocado ela no festival e grande parte das pessoas já saber cantar. Têm algumas cenas do festival no nosso VideoBlog #38.
Essa foi a quinta vez que tocamos no exterior, nossa 3ª vez nos Estados Unidos. Todos os shows no exterior foram muito gratificantes, tanto pela resposta do público quanto pelo respeito dos produtores.

Outros países que já tocamos foram a Coréia do Sul, Espanha, Noruega, Inglaterra e Bélgica.

Rodrigo Hidalgo (guitarra)

Recentemente vocês visitaram o Rio de Janeiro. Como vocês avaliam a produção desses shows e como foi dividir o palco com André Matos?

Esses shows em Campo Grande/RJ e Niterói/RJ foram nossos primeiros shows no Rio de Janeiro! Estávamos ansiosos pra conhecer o RJ, recebemos muito e-mails de pessoas daí, mas até o momento nunca tinha aparecido nenhuma oportunidade de tocar. E os shows foram ótimos, o pessoal nos recebeu de braços abertos.
Tocar e viajar com o André Matos pra gente é excepcional. Todos da banda são extremamente simpáticos, vemos todos como amigos próximos. E sempre aprendemos muito com o show desses ícones do rock.

Como surgiu a idéia do álbum 365, em que vocês lançam uma música a cada mês?

Quando a gente grava um álbum completo demora o tempo de compor todas as músicas do disco, depois de treinar as músicas, entrar no estúdio para gravar, o tempo de mixagem, masterização, arte do CD, prensagem do CD, etc. E no fim, as primeiras músicas que fizemos, quando vamos ver já têm um ano antes de serem lançadas!
Então a gente se perguntou porque não deixar as pessoas que gostam do nosso trabalho acompanhar o mais próximo possível quais são nossas idéias mais atuais e inclusive terem a chance de participar desse processo.
Foi assim que a gente decidiu se impor esse desafio de compor, gravar, mixar, masterizar e lançar uma música em 1 mês, todo mês, por um ano.

Qual o conceito por trás do último disco?

O Destructive Device não é um álbum conceitual, mas a idéia que envolve todas as música é a do ser humano como um instrumento de destruição de si próprio.
Como as atitudes e decisões que viemos tomando têm afetado todo o futuro da humanidade, e como que a gente mesmo que não concorde com as idéias erradas, ao não tomar nenhuma atitude contra estamos colaborando com a destruição do nosso mundo.
Temos que tomar uma atitude logo antes que seja tarde demais. Deixar de aceitar o que não concordamos e influenciar para que o mundo tome uma direção mais saudável para todos.

Rafael Pensado (bateria)

Ben Grosse (que já trabalhou com nomes como Marilyn Manson, Slipknot, Disturbed, Breaking Benjamin, Sevendust) foi responsável pela produção do disco Destructive Device. Como vocês chegaram a esse nome e como vocês avaliam essa parceria?

Sempre fomos muito fãs do trabalho do Ben Grosse. Todas as bandas que gostamos do som, quando íamos olhar, tinha a mão dele! A gente já tinha entrado em contato por e-mail falando o quanto gostávamos do trabalho dele. E surpreendentemente quando fomos tocar em Los Angeles em 2007, ele estava presente no nosso show, se apresentou e começamos a conversar. E acabou surgindo essa parceria que para gente foi ótima. Trabalhar com um dos melhores produtores do mundo fez com que aprendesse muito.

O MindFlow tem tocado cada vez com mais freqüência pelo Brasil. Como vocês avaliam esses shows?

Ultimamente temos participado como banda de abertura da turnê Sepultura e Angra, e também dos shows do André Matos solo no Brasil. Estamos muito satisfeitos com a resposta do público, e esperamos poder tocar cada vez mais Brasil afora.

Quais são os planos da banda para os próximos meses?

Com o nosso novo projeto, o 365, por enquanto o que mais estamos nos concentrando é nas músicas novas. Música e música e mais música! Todo mês vamos disponibilizando alguma parte que temos de cada novo lançamento, e sempre queremos nos aproximar cada vez mais de quem curte o nosso trabalho!

Ricardo Winandy (baixo)

Como a banda anda trabalhando a divulgação do último projeto, 365?

O MindFlow 365 é um projeto para nossos fãs, e acredito que eles têm sido nossa maior força na divulgação. Gravamos um clipe da 1ª música, “Thrust into this Game”, temos um site específico do projeto: mindflow365.com (com downloads gratuitos), e apostamos muito no nosso trabalho ao vivo.

O MindFlow é visivelmente uma banda de grande suporte financeiro, com clipes bem produzidos e material gráfico de boa qualidade. Fale-nos sobre como a banda administra e aplica seus recursos. O quanto vocês acham que o sucesso da banda se deve a isso?

Além de todos nós da banda tocarmos para o MindFlow, a gente encara a banda como um trabalho, e estamos 24 horas por dia trabalhando por ela. A gente se divide e cada um cuida de uma parte como fazer arte gráfica, sites, mixar e produzir as próprias músicas, etc. Com muito trabalho, a gente acaba encontrando meios baratos de nos manter. Acho que esse é o futuro para os artistas no mercado da música.

Deixe um recado aos leitores do blog ARISE!

Muito obrigado pela atenção!
LET YOUR MINDFLOW....



********

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Notícias

Confronto fará registro em vídeo de show na Baixada Fluminense com Sepultura

A banda Confronto dividirá o palco com as bandas Sepultura e Torture Squad, no show de comemoração de 6 anos da Tomarock Produções, que acontecerá no próximo domingo, 01 de novembro, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
Nesse show será feito um registro oficial e as imagens farão parte de mais um vídeo-clipe da banda e também de um projeto audacioso, previsto para ser lançado no próximo ano, que envolve Brasil e Europa.

E, assim como na gravação do DVD de 10 anos, a presença e participação do público é primordial para que a banda escreva mais essa página da sua trajetória.

O evento conta ainda com uma exposição de fotos de rock do fotojornalista Michael Meneses e participação de outras bandas de Teresópolis, Cabo Frio e de outras localidades do Rio de Janeiro.

Serviço:

TOMAROCK PRODUÇÕES – comemorando 6 anos de vida apresenta:
SEPULTURA
TORTURE SQUAD
CONFRONTO
Apokaliptic Rayds
Solstício
Nuestro Sangre
Saint Spirit
Canivile
Data: 01/11/2009
Horário: 16h
Local: Clube Recreativo Caxiense – Rua:Manoel Vieira, 397 – Duque de Caxias/RJ
Ingresso: R$15 (1º lote)/ R$20 (2º lote)/R$25 (3º lote)/ R$30 (na hora)
Infos: luciano.tomarock@hotmail.com
Flyer: http://xconfrontox.com/site/wp-content/uploads/2009/10/01-11sepultura.jpg

Shadowside se apresenta neste sábado no interior de São Paulo

Após uma longa série de shows pelos Estados Unidos, a Shadowside está de volta aos palcos do Brasil. A banda será uma das atrações principais do festival Brazilian Heavy Rock Music III, que será realizado, neste sábado, dia 31 de outubro, no Carpathia Club, em Bragança Paulista (SP). Esta será a primeira apresentação no País depois da extensa turnê internacional.

No repertório, o grupo promete executar as composições de seu mais novo trabalho Dare to Dream, que segundo pesquisa da revista Roadie Crew, foi um dos discos de Heavy Metal mais vendidos do Brasil. “Highlight”, “Red Storm”, “Hideaway”, “Nation Hollow Mind”, “In The Night”, “Baby in the Dark” e “Memories” serão apenas algumas das canções do mais recente set list interpretado no exterior e que prometem empolgar os fãs da música pesada.

Além da Shadowside, também participarão do Brazilian Heavy Rock Music III, as bandas Torture Squad, Madgator, Breakdown, Remorse, Uktenna, Deathslave, Darksmile, Cruscifire, Atacke Nuclear e Leptospirose.

O evento acontece a partir das 13h, no Carpathia Club, que fica na Rua Marcelo Stefani, 281, no Jardim do Lago, em Bragança Paulista. O ingresso custa R$ 40,00 (Promocional e Estudante) e na hora, R$ 50,00. 1° lote já esgotado!

Mais informações pelo telefone (11) 9341-9320. Excursões de cidades próximas podem entrar em contato pelo e-mail jeanrspirit@hotmail.com

Pontos de venda:
Net Works Lan House - Rua Coronel Teófilo Neme, 1.375 - Centro - Bragança Paulista/SP - Tel.: (11) 4032-7849
Taberna Dharma Rock Bar - Av. José Gomes da Rocha Leal, 1.451 - Bragança Paulista/SP - Tel.: (11) 2473-0888 / (11) 7101-8306
Loja X CD - Bragança Paulista/SP
Ticket Brasil – http://www.ticketbrasil.com.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Show Review: Taurus, Mindflow e Andre Matos

Texto por Artur Henriques e Wesley Rodrigues
Fotos por Artur Henriques e Moska Jardim
Mais fotos do evento podem ser vistas
aqui

Há menos de uma semana fomos surpreendidos com a notícia de que Andre Matos viria ao Estado do Rio de Janeiro para dois shows: um em Campo Grande na Zona Oeste da capital fluminense (23/10) e outro em Niterói (dia 25/10). Era de se esperar que para um evento que contava com um nome de peso como o de Andre Matos (uma verdadeira instituição do metal nacional), Mindflow (uma banda em clara ascensão) e Taurus (banda antiga de importância ímpar para a cena no Rio), houvesse um público expressível. Mas não foi o que ocorreu: em Niterói, e pelo que nos foi informado, também em Campo Grande, o público foi algo abaixo de 200 pessoas, o que certamente se deve à pouca divulgação promovida pelos organizadores. Houve quem defendesse que isso se deveu à proximidade das datas que teria dividido o público entre os dois locais. Porém, há de se notar que tratam-se de dois locais distantes, com públicos distintos. Não cabe aqui também a velha ladainha de que carecemos de um bom público de Heavy Metal. É só lembrarmos que o último show do André Matos em dezembro do ano passado lotou o Canecão, casa que suporta por volta de 3 mil pessoas.

Nenhuma das bandas se abateu com o local esvaziado, demonstrando grande profissionalismo, o que é mais notável no caso de Andre Matos, acostumado a grandes eventos. O público respondeu à altura, injetando ânimo às bandas e contribuindo para o espetáculo.

A primeira banda foi o Age One, que praticam um Power mesclado com Thrash e vocais inspirados em Rob Halford. Desfalcada de seu tecladista, a banda fez um set curto, com destaque para o cover de Flight of Icarus, do Iron Maiden. A segunda a entrar foram os veteranos do Taurus, praticantes de um Thrash destruidor, e que fizeram um show glorioso. Curioso que a banda, existente desde de idos de 80, nunca tinha feito uma apresentação em sua cidade natal, Niterói. Um destaque deve ser dado ao guitarrista Cláudio Bezz. O Mindflow, estreante em palcos fluminenses, executou um preciso metal progressivo, de sonoridade bem moderna e agressiva, o que não deixou de incluir uma música com acento pop. Demonstrando carisma, a banda conquistou o público. Mesmo sendo todos mais do que competentes, destacamos o baterista Rafael Pensado, que não só possui técnica, como também uma pegada de grande força, e a versatilidade do vocalista Danilo Herbert.


Taurus

Taurus

Mindflow
Mindflow


André Matos sempre entra no palco com o público na mão e dessa vez não foi diferente. Ele, assim como toda banda, deu o melhor de si. O som, principalmente na segunda metade do show, estava embolado e muito alto, o que trouxe um considerável prejuízo (não que a maioria das pessoas tenha realmente se importado). Como ponto negativo, também consideramos a escolha do set-list, que não deu espaço devido aos clássicos da carreira pregressa do vocalista. André privilegiou os dois últimos álbuns, que são os pontos menos criativos e de menor relevância dentro da obra desse grande artista. Salvo esses problemas, a noite mostrou uma banda entrosada, carismática e em ótima forma.

O show foi aberto com Leading On e ficou claro que a galera já tinha as letras do novo álbum na ponta da língua. De Mentalize ainda teve a faixa-título, I Will Return e Never Say No. Do disco anterior, Time to Be Free, tocaram Letting Go (pedida muito pelo público), Rio, How Long (Unleashed Way) e Endeavour, que está se tornando a música que fecha os shows. Do Angra, tivemos Carry On e Lisbon. Do Viper, um medley de Living for the Night e A Cry from the Edge, esta última com peso e velocidade extras. Foi um dos pontos altos da sinergia entre banda e público na noite. Do Shaman, sua empreitada anterior, a solitária representante no set foi Fairy Tale, outro dos pontos mais altos. Some-se o cover do Journey, Separate Ways.

André estava especialmente comunicativo na noite, talvez por conta de uma ligação especial com a cidade, onde tem parentes e morou por grande parte da vida. O ânimo o fez incorrer inclusive em um elogio desmerecido à Araribóia, a quem saudou como herói que lutou contra os portugueses, senda a história outra: o índio na verdade era aliado dos colonizadores lusos no massacre de outras tribos.

Hugo Mariuti, que no passado foi tão questionado por não ser considerado um guitarrista à altura para substituir a antiga dupla de guitarras que acompanhava André, cada vez mais se consolida como uma das peças mais fundamentais da banda. Isto não só por conta de sua grande participação nas composições, mas também por sua performance no palco, sendo um “segundo” frontman. Eloy se demonstrou, agora mais do que antes, uma escolha acertada. Fez um memorável solo de bateria de grande impacto: violento, técnico e variado. O músico de 18 anos foi vítima de brincadeiras de André: além de felicitá-lo pela sua maioridade, lembrando que o antes garoto agora pode dirigir e beber, o vocalista sugeriu que o batera toma bomba para ficar forte.

O saldo final do evento, apesar dos percalços da produção, foi positivo. Foi louvável a iniciativa de levar esses importantes grupos para regiões não habituadas a receber artistas desse porte.